Como o GNOME Circle está tornando o Linux no desktop maior e melhor

https://diolinux.com.br/gnome/conheca-o-gnome-circle.html

Conheça o GNOME Circle, um projeto da GNOME Foundation que tem ajudado o Linux no desktop a se tornar mais completo e popular do que nunca.

6 Curtidas

Gosto muito do Gnome, estou estudando programação e espero algum dia ter um nível de conhecimento suficiente pra ajudar no projeto.

Gostaria muito de um gnome mobile tb no meu telefone

1 Curtida

Existe, inclusive se não me falha a memória é o padrão do postmarketOS.

Eu não diria o Linux como um todo, eu diria o ecossistema GNOME:

Como atrair mais usuários?

Um dos pontos mais discutidos entre usuários e entusiastas de Linux no desktop é que a padronização visual e funcional das distros pode facilitar em muito a migração de usuários leigos para o sistema do pinguim.

Embora em teoria isso ajude a reduzir a curva de aprendizado e deixar o sistema mais coeso visualmente, tem vários pontos em questão:

  1. Quem se importa com isso muito provavelmente está ou no Mac OS, ou no iPadOS

O primeiro está por puro status de ostentação, algo que as distros Linux dificilmente vão ter

E o segundo é basicamente porque é o único tablet no mercado, a questão é mais hardware que Software

Os únicos usuários que migrariam por esse motivo seria os do Windows e Chrome OS e eles não parecem ligar pra isso, o Chrome OS tem mais inconsistência perceptível que o Windows 7-10 e se comparado com um sistema GNOME ou com o elementaryOS passa perto de se dizer que não existe padronização visual, mas aí vem o “fun fact”:

A maior parte dos que migraram do Windows e mesmo do Linux, partiram pro CrOS, que funcionalmente é inferior a maioria das distros Linux

O que me faz pensar, até que ponto tal padronização impacta na migração em relação ao marketing…

Snaps, Flatpaks e AppImages

ou qualquer outra distro Linux para desktop a partir da mesma loja de aplicativos e através do mesmo método de instalação.

Como fica bem evidente nos posts de pós instalação, a menos que se use o terminal vai ser necessário até mesmo trocar a loja se quiser uma integração multisistema seamless… Não é tão mágico quanto parece

Padronização visual

Aqui é outro ponto problemático, padronização visual pra quem? Pro Elementary? Pro GNOME? Pro XFCE? Pro KDE?

Existem diversos HIGs igualmente solidos porém conflitantes mesmo o Elementary que é descendente do HIG do GNOME tem diferenças suficientementes para se ter uma quebra de padrão visual

Facilidade de acesso para novos desenvolvedores

Para alcançarmos um público maior para as distribuições Linux, também é necessário que tenhamos um número crescente de softwares sendo portados e/ou criados especificamente para a plataforma

Embora eu concorde que isso seja ótimo, isso não é a real solução, software se tem aos montes, pra praticamente tudo se tem uma alternativa, os problemas são:

  1. Usuários não conhecem a maioria dessas soluções e as soluções conhecidas ou são subestimadas ou tem pouco material gratuito

  2. Os usuários geralmente não querem ter que reaprender algo, exemplo Gedit e bloco de notas fazem a mesma coisa, mas como a esmagadora maioria das pessoas está acostumada a ir em “Editar” para realizar a mesma coisa, elas ficam perdidas ao migrar pro Gedit

Não adianta ter milhões de apps que fazem a mesma coisa se nenhum deles vai ter o mesmo workflow ou um workflow mais transparente que o “original”

Juntando tudo:

  • Criar uma conta no Gitlab do GNOME;
  • Garantir que os seus softwares sejam licenciados sob uma licença open source;
  • Desenvolvê-los utilizando a plataforma e as diretrizes do GNOME, incluindo GTK;
  • Disponibilizá-los para instalação no formato Flatpak.

Isso favorece apenas ao projeto GNOME (é errado? Não) projetos como KDE e XFCE são prontamente excluídos do projeto, e eles representam uma parcela significativa da fatia de usuários, maior até que a do GNOME, então eu acho bem complicado dizer que algo tão excludente está tornando o Linux por inteiro melhor, mesmo considerando um contexto FreeDesktop

Eu mesmo estou trabalhando pra melhorar a questão da unidade visual do TigerOS, em se tratando de programas base. Por ex, a versão 21 vem com o Evince, leitor de PDFs do Gnome, q é visualmente diferente do sistema. Então estou trocando-o pelo Atril.

Parece besteira? Mas manter a unidade visual é interessante.

Acho dificil, eu odeio aquela incoerencia do windows de coisas do 7 ainda estarem lá no 10, eu não sou chato pra essas coisas, mas quando se roda apps KDE no Gnome, é estranho.

Eu foi do ZorinOS, para o Pop!_OS para o Fedora e agora no Ubuntu, a única coisa diferente foi a do ubuntu q é a única distro q foca no snap, e tem a snap store, mas visualmente todas são iguais. Tirando o ubuntu, todas usavam a loja da gnome, claro q se eu mudasse de Interface, mas ai ta fora do projeto gnome q é o objetivo do Circle.

Pro Gnome, é claro, é a gnome circle trazendo uma forma de incrementar sua própria criação.

O problema é o software ou o usuário? Não faz sentido dizer q não precisa de um software novo pq já existe um q usam, vc criar uma alternativa é essencial, aqui no Br a gente ainda bebe muito da pirataria, mas e o resto do mundo ? Eu não compraria o photoshop pra fazer as brincadeiras q eu faço no gimp, nem o SonyVegas para fazer as pequenas coisas q faço no KDEnLive.

O gnome tem sua filosofia de desktop, o KDE outra, XFCE, cinnamon, etc, cada um tem a sua, a gnome ta apresentando a deles, e se vc concordar com ela e quiser ajuda, ela da as ferramentas e te diz como deve ser organizado.
Fazer uma coerência entre todos as interfaces é impossível, a google ta ai com o android e todas as empresas pegam e mudam a interface, e muita coisa.

Claro q eles pensam nas varias distros q usam gnome, e essas ideias do circle podem facilmente serem aplicadas em outras interfaces, é só pra não ter um software totalmente fora do visual do linux, algo com uma interface windows 95 rodando no linux

Você é excessão a regra, a esmagadora maioria nem percebe

Vc foi em ambiente GNOME, logo, em teoria deveriam estar usando a GNOME Software, meu ponto é que não é através da mesma loja em todos os cases, e no caso do Ubuntu mesmo sendo parecido não é a mesma loja

Exatamente, por isso que eu não tira “o linux”, Linux e GNOME não são sinônimos

Da comunidade, como eu vou usar um software que eu tenho que buscar nas profundezas de uma loja que eu provavelmente nem sabia que existia? Falta no mínimo marketing

Exatamente é esse o ponto, a menos que KDE, XFCE e outras deixem de ter sua própria identidade isso que o GNOME está fazendo, apesar de admirável, não ajuda o Linux como um todo, apenas o seu ecossistema, o mais perto de um projeto que chegou de ajudar todo o Linux nesse sentido foi o KDE Umbrella