É com surpresa que li artigo internacional sobre o conhecidíssimo BigLinux, publicado no FossForce, distribuição Linux brasileira com uma história rica e um foco claro na facilidade de uso e experiência do usuário, especialmente para aqueles que estão migrando do Windows ou buscam um sistema pronto para o uso diário.
Origens e Evolução
O BigLinux foi criado em 2004 por Bruno Gonçalves. Sua primeira versão, lançada em 19 de agosto de 2004, era baseada no Kubuntu e utilizava o gerenciador de pacotes DEB, herdando a estabilidade e a vasta disponibilidade de software do Ubuntu. Desde o início, o projeto se destacou por buscar um sistema que fosse não apenas funcional, mas também visualmente agradável e intuitivo.
Ao longo dos anos, o BigLinux passou por diversas fases e mudanças de base para se adaptar às novas tecnologias e necessidades dos usuários. Ele chegou a se inspirar em projetos como o lendário Kurumin, outra distribuição brasileira de grande sucesso na época.
Em 2021, o BigLinux deu um passo significativo em sua evolução, migrando sua base para o Manjaro Linux e adotando o ambiente de desktop KDE Plasma. Essa mudança trouxe consigo os benefícios de ser uma distribuição rolling release (sempre atualizada com as últimas versões de softwares e kernel) e a robustez do Arch Linux (no qual o Manjaro se baseia), mas com a facilidade de uso que o Manjaro já proporciona.
Essa transição permitiu ao BigLinux oferecer um sistema ainda mais moderno, com melhor desempenho e acesso a softwares mais recentes, mantendo o seu diferencial de ser otimizado para o usuário final.
O que o FossForce disse
O BigLinux surpreende logo de cara com sua aparência antes mesmo de qualquer modificação no desktop. Embora algumas opções de menu ainda estejam em português – o que pode ser um ponto negativo para quem não fala o idioma –, o sistema compensa com sua robustez.
Como diz o ditado “Go big or go home”, o BigLinux coloca os desenvolvedores brasileiros em destaque, entregando uma distribuição sólida e repleta de programas que não são comumente encontrados no universo Linux.
O BigLinux não decepciona na variedade de softwares incluídos logo de cara, e tem um consumo de recursos médio. Uma característica peculiar e divertida é a inclusão de um jogo de Pong durante a instalação, o que ajuda a passar o tempo enquanto o sistema é configurado. O tempo de download não é mais longo que o de outras distros, mas o jogo oferece um entretenimento extra.
Após a instalação, é possível escolher entre os protocolos de servidor de exibição Wayland ou X11 no login, com o Wayland sendo o padrão. O desempenho é consistente em ambos, sendo rápido e responsivo, mesmo com vários programas abertos, o que coloca o BigLinux entre os melhores nesse quesito.