Sim, já vai fazer 5 meses que instalei, e passei a usar quase o tempo todo. – Nesse período, passei 1 semana usando Fedora, 1 semana usando Arch, e 1 ou 2 semanas usando outras, para fazer algunas comparações.
Anotações, aqui. – Ainda falta registrar umas 3 coisas, mais recentes:
Configuração de Idioma / Localização en_IE
Observações sobre CPU & Temperatura com Google Earth, Youtube, Facebook no Google Chrome
Instalação do Kernel LTS e observação de resultados
Estou utilizando como Distro Principal já a uns 3 meses. Plasma como você e o open-rc. O que, talvez, tenha feito diferente é que habilitei o chaotic-aur.
De facto o Wayland por mais bom que seja, ainda existe muito software que ainda utiliza o X11 / Xorg, e é por isso que ainda utilizo-o até ver com o XFCE.
Sou igual o nosso amigo, uso o Plasma na minha máquina pessoal e o Ubuntu Unity na máquina de trabalho. Instalei e gostei, vou mantendo como estão assim. Uma Distro LTS e outra RR. Nem eu sei o sentido disso.
Primeiro de tudo, por segurança: – Se uma distro sofrer algum desastre, posso ir para outra distro em 1 minuto – e consertar a primeira quando tiver tempo livre, ou disposição, ou quando descobrir a causa do problema.
Não preciso parar tudo, para consertar correndo – nem preciso detonar uma distro instalada para instalar outra e começar a configurar tudo de novo, do zero.
Em segundo lugar, isso me permite continuar aprendendo. – Tenho Debian Testing desde Outubro 2016 (faltam 2 meses para completar 10 anos), e ainda continuo aprendendo mais algumas coisas.
Em terceiro lugar, a comparação direta – em uso real, durante anos – me dá uma visão muito mais completa das características, vantagens e desvantagens de cada distro.
Se você pensar em “10 anos”, vai ver que 9 distros (hoje) é um número muito pequeno. – E no fundo, são apenas 7 – pois MX = Debian modificado; e Artix = Arch Linux modificado.
Mas são 7 distros totalmente diferentes, na “raiz”. São “independentes”, umas das outras.
O fato de openSUSE, Fedora, PCLinuxOS e Mageia usarem pacotes “.rpm”, não significa quase nada. São muito diferentes. Nenhuma delas usa a outra como “base” (embora 2 tenham vindo do Mandrake, que veio do Red Hat, quase 30 anos atrás; e o openSUSE, do Slackware, antes de mudar para a base RPM). – Aliás, uso zypper no openSUSE (com snapshots em BtrFS); uso “dnf4” (possibilidade oferecida pelo dnf5) no Fedora; uso urpmi no Mageia; e até o ano passado usava o apt / Synaptic (apt-rpm) no PCLinuxOS.
E o Arch não tem nada a ver com o Debian – e nenhuma das 2 tem nada a ver com o Void.
Nesses 10 anos, experimentei várias outras distros – não por meia-hora, nem por 1 semana, mas durante vários anos: – Kubuntu, Mint, KDE Neon (3 buntus), Devuan (Debian), Manjaro, Antergos (2 Arch), Sabayon, Redcore (2 Gentoo’s), Slackware.
Acho que descobri a fronteira – entre o que enjoei, e o que continuo gostando – e entre o que estou disposto a administrar, e o que não estou disposto.
Acredito que aprendi mais, por esse caminho, do que jamais aprenderia, usando apenas 1 distro de cada vez – e “formatando” para experimentar outra – e depois outra, e outra.
Aprendi muito – inclusive sobre o SystemD – com SysV init, Runit, OpenRC.
Onde se fala sobre “filosofia”, eu vejo “opções”, “alternativas”, “ritmos diferentes”, diferentes comunidades – experimentados na prática, e não como “teoria”, ou explicações abstratas. – Também percebo claramente o que tem maior ou menor chance de sobreviver, a médio prazo.
O Fedora, por exemplo, é a única distro em que uso Wayland, SELinux, BLS e outras “novidades”. – Me atende bem (usei por 1 semana, este mês) – mas não é minha preferência (pelo contrário), e eu não gostaria de ficar sem opções. (Mas também, quero vigiar de perto, pois cria “ameaças” ao que eu gosto, he he).
De todas, prefiro o Arch (há vários anos), por vários motivos. – É a distro que eu “esqueço qual distro estou usando” – sinal de que fica 100% “fora do meu caminho” (e também é a que menos me deu problema, nos últimos 9 anos: quase nenhum).
Agora, estou usando o Artix – mas não vejo nenhum motivo para deletar o Arch.
Isso é muito raro, não digo que não possa acontecer, mas desastres desse modo é muito raro, mas quando há aprendemos sempre qq coisas
Eu apesar de estar a utilizar há anos o Fedora, já experimentei outras distros:
Quando ainda estava na faculdade em meados de 1997 com a ajuda de um amigo, instalei o Slackware em 60 disquetes, mas o que dava bem mais trabalho era configurar tudo, compilar … !
Também já experimentei Debian e Ubuntu
Antes usei o RedHat e agora o Fedora
Realmente tem-se uma visão muito mais ampla das distros
Mas deve dar um trabalho danado para configurar né ?
Lembro de na faculdade ter visto colegas trabalhar com Arch e era quase tudo via linha de comandos, até para tarefas mais simples como conectar ao WiFi
Quem sabe um dia destes experimente ter umas 3 ou 4 distros, só o tempo o dirá … !
Quanto mais a gente aprende, menos acontece – mas ainda acontece, principalmente quando se usam distros rolling release.
Na passagem do Plasma 5 para o Plasma 6, cheguei a ficar sem o Void e sem o Mageia, durante algumas semanas. – Continuei atualizando (ou tentando) por comandos, usando um console virtual tty, até resolver os problemas – mas enquanto isso, podia usar outras distros com todo conforto do Plasma… inclusive, para pesquisar alguma causa, alguma solução, nos fóruns e na web.
Certa vez, o Kernel “corrente” impediu o boot do Arch – que disponibiliza o Kernel que recebe de upstream, sem qualquer adaptação. – Usando outra distro qualquer, foi fácil pesquisar e resolver o problema (instalei o Kernel LTS e atualizei o Grub).
Às vezes, ainda tenho algum probleminha no openSUSE – e não quero fazer downgrade de 3.000 pacotes, só porque 1 parou de funcionar – então, basta usar outra distro.
Enfim, têm sido comuns alguns probleminhas com os repositórios do Google – e não quero ficar indo-e-voltando entre Google, Flatpak, Snapd etc. – pois sei que, cedo ou tarde, serão resolvidos.
No Fedora, por exemplo, tive de excluir das atualizações o Google Earth:
dnf4 upgrade --exclude=google-earth-pro-stable
Agora, é o Google Chrome que não atualiza pelo urpmi, no Mageia. – Dizem que pelo dnf já voltou a dar certo – mas se eu usar o dnf, o urpmi perde a noção de pacotes órfãos (e vice-versa: usar só 1 dos 2).
Até agora, tudo normal com o Earth e o Chrome do AUR – tanto no Arch quanto no Artix. – Por que me preocupar?
Chrome normal no PCLinuxOS – que o inclui em seu repositório “oficial”, bem como outros 50 navegadores.
Para mim, o que deu um trabalho danado, foi ler a Arch Wiki – onde cada página aborda 300.000 opções, conforme você use algum dos 300.000 hardwares possíveis e imagináveis – ou, conforme você queira incluir Swap ou não, partição /boot separada ou não, ext4 ou BtrFS ou XFS, e assim por diante.
Formatar as partições, por exemplo, eu sempre faço antes – usando o GParted ou o KDE Partition Manager de alguma outra distro que já tenho. – Desde minha primeira experiência com “Linux”, em 2007, nunca misturei “instalar distro” com “formatar partições”.
Aliás, primeiro re-particionei meus HDDs – para re-instalar o velho XP em partições separadas, C:\, D:\, E:\, F:\ (sistema, swap, pasta pessoal, outros documentos) – e em seguida, o Kurumin em “/”, “/home”, Swap.
E principalmente, jamais cair naquelas dicas malucas, de usar fdisk, cfdisk, ou outros bichos ainda mais esquisitos.
Eliminando todos os hardwares que não tenho, e todas as opções que não me interessam – e preparando previamente as partições que eu iria usar – o que restam, são poucos comandos, todos muito lógicos e fáceis de entender:
E cada parágrafo inclui link para outras 300.000 páginas – para cobrir todas as combinações de hardware possíveis e imagináveis – e cada tipo de usuário.
Depois de 2 anos tentando “resumir” (só) o que se aplicava ao meu caso, acabei encontrando outro caminho: – Pesquisei postagens de outros usuários, onde cada um inclui apenas os comandos que utilizou (e por que, para quê). – Eram muito mais simples.
Fiz um resumo dos comandos naqueles relatos simples – e só voltei na Arch Wiki para me certificar de que não ficasse faltando nada, que importasse para o meu caso.