Até que ponto é válido manter um software antigo?

Boa noite amigos, tudo bem? Venho aqui compartilhar algumas ideias de algo que vi recentemente no Reddit do Firefox. Tudo começou com essa notícia da Mozilla.

Resumindo, Mozilla pediu para seus usuários atualizarem o navegador para atualizar um certificado raiz utilizado para certificar as assinaturas de extensões que expirou no dia 14 de Março. Caso esteja em uma versão anterior a 128 ou 115 ESR, as extensões deixam de funcionar e são todas desativadas. E ai que começou o problema. O tópico do Reddit que me chamou a atenção foi esse aqui. Não é o único mas é o que mais tem comentários. Tem vários outros tópicos lá de usuários que por algum motivo usa uma versão antiga do Firefox. O que me fez refletir.

Lendo vários tópicos lá, eu encontrei alguns tipos usuários. Aqueles mais leigos que nem sabiam que estavam usando uma versão antiga, mas ao saber, atualizava e seguia em frente. Também vi aqueles que usam uma versão antiga porque o sistema não é suportado mais, então utilizavam a ultima versão disponível para o sistema, o que é compreensível. Eram poucos mais tinha alguns que eram funcionários de TI e tinham uma versão específica rodando no sistema com configurações e tal, também é compreensível. E agora por fim, o que me fez fazer esse texto. Tem uma boa parte de usuários que usam versões muito antiga deliberadamente e esperam que tudo funcione para sempre. Vou dar alguns exemplos. Um dos casos era um usuário que usava uma versão anterior a versão 100 do Firefox e ainda falava assim: sempre que instalo faço questão de desativar as atualizações automáticas. Como se isso fosse bom. Ou outro caso, pior ainda, a pessoa usava a versão 56 e 52 do navegador em duas maquinas, uma com Windows 7 e outra com Windows XP, respectivamente. ambas instalações com extensões que nem são suportadas mais. Para lembrar, no Windows 7, a última versão suportada é a 115esr. Teve um usuário que escreveu um código para ser executado no console das ferramentas de desenvolvedor para tentar resolver esse problema.

Até que ponto é aceitável um vale tudo para manter uma versão antiga? Eu pergunto isso porque os programas antigos vão ficando inutilizáveis com tempo, lento e mesmo assim tem pessoas que fazem de tudo para se manter em uma versão antiga deliberadamente. Uma coisa é uma pessoa não conseguir atualizar porque não consegue um computador mais atual, o que é compreensível, ou no mundo corporativo quando a empresa precisa de uma versão específica (por exemplo, um hospital precisar de uma versão especifica do Cent Browser para rodar o sistema de prontuário eletrônico que ainda depende de flash player, por exemplo). Chega a ser irônico ver usuários reclamando de atualizações de um navegador, sendo que isso é o que o mantem relevante no mundo atual. Isso me incomodou ao ler o tópico do reddit, ver como as pessoas podem ser muito inflexíveis quando o assunto é atualizar. Eu falo por mim, ao longo dos anos já teve várias atualizações que não me agradaram no Chrome. Por exemplo, na época que o Chrome começou a forçar o VP9 no Youtube mesmo quando não tinha aceleração de hardware, depois que eu entendi isso, eu passei a usar uma extensão para bloquear o uso de VP9 no meu computador mais antigo, mas depois não precisei mais porque meus computadores eram melhores. Outro exemplo, quando o Chrome mudava o cadeado verde de sites seguros algumas vezes, eu realmente gostava do cadeado verde, mas nem por isso deixei de atualizar ou troquei de navegador. Por fim, eu usei várias extensões por alguns anos e recentemente apareceu o aviso de que não seria suportadas mais, eu substitui o que dava por extensões novas e vida que segue.

Eu acho estranho essa luta toda para manter um software antigo. Se você usar uma versão muito antiga de um navegador, qualquer site fica quebrado. Um youtuber uns meses atrás mostrou que conectar um Windows XP diretamente na internet faz com que ele seja invadido rapidamente.

Enfim, aqui foi só a opinião de um mero usuário. Até breve.

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Olá amigo!

Eu me lembro claramente desse caso e, se não me engano, isso já havia acontecido anteriormente com o FF.

Mais recentemente, aconteceu um problema da mesma espécie com os Chromecasts v2.

Acho que tudo depende, e muito. Por exemplo, no quesito segurança, continuar usando um software desatualizado pode ser um autentico cavalo de Troia, mas no quesito custo, pode ser mais vantajoso(tomando o ponto de vista de uma empresa, nesse caso). Veja, minha empresa ainda usa uma versão MUITO antiga de um software, pois temos uma licença vitalicia do mesmo, então temos aqui a seguintes opções:

  • continuar usando um software desatualizado(inseguro);
  • migrar para uma versão mais atualizada e moderna(custos);
  • migrar para uma alternativa(problemas de adaptação, impactando severamente as operações);

É complicado!

Fora as questões de interrompibilidade, quando um hardware que só é compatível com OS tal na versão X, aí essa versão X do OS só suporta a versão Y de um outro software que precisa se comunicar com o outro hardware Z, etc, etc, etc.

Para mim, software nem é o grande problema nesse história, olha o kernel Linux aí(+30 anos em desenvolvimento). Em software tudo pode ser modificado, reescrito, atualizado, já o mesmo não pode ser feito em hardwares. Um hardware feito em 2010, por mais funcional que ainda seja, pode chegar ao ponto de ser tratado como uma alienígena por um OS moderno.

Pessoalmente, sou contra manter hardware e/ou softwares legados em operação, mas são casos e casos.

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Rapaz, tem família que tenta sobreviver com 1 computador em casa pq a família está quebrada.

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Se puder, poderia dizer qual o nome do software? Como que fica o suporte desse software? A empresa ainda oferece suporte ou já acabou?

Acredito que exista também a questão simplesemente da preferência. Se ainda funcionasse 100% e seguramente, eu usaria o Windows XP e o Firefox 52 até hoje. Simplesmente porque gosto mais da sua funcionalidade e do seu visual. Eu não os uso porque 1 - não são mais compatíveis com meus computadores e 2 - não são mais seguros. Mas se uma pessoa como eu não se importasse com segurança e mantivesse um hardware antigo, possivelmente estaria usando o Windows XP e o Firefox 52.

Temos um exemplo mais recente: o Chrome incompatibilizando o uBlock Origin. Isso me irritou, mas o uBO Lite por enquanto está funcionando tão bem quanto, então não me preocupei tanto assim. Se eu tivesse perdido a funcionalidade dessa extensão, manteria meu Chrome desatualizado ou mudaria de browser. Deve ter muita gente por aí que, por não querer mudar de browser, deve estar evitando atualizar o Chrome.

Bem, eu não sou apegado nesse sentido, por isso quero meu sistema e programas sempre estão atualizados, nada de software legado na minha máquina. Também não sou ansioso de sair usando software em fase de desenvolvimento, como foi o caso do GIMP 3, em que fui usando de boas a versão 2.10 até esse último ter sido lançado.

No meu trabalho usamos certos softwares que já estão legados, mas que ainda são úteis e não necessariamente precisamos das versões atuais com suas novidades para executarmos o mesmo trabalho.

Então, manter ou não um software antigo depende do seu nível de desprendimento, procurando um equilíbrio entre não afetar sua produtividade e nem arriscar sua segurança.

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Mas será que vale a pena? Mesmo que funcione, tem muita perda de funcionalidade.

Provavelmente tem mesmo mas não é a melhor opção. Antes trocar de navegador do que manter algo desatualizado.

Depende do Software na minha opinião, Navegadores de internet e SO’s no geral não tem como manter o mesmo por muito tempo, visto que estão são codependentes de outros sistemas, Firefox precisa funcionar com novas tecnologias da web, ou ele evolui ou não funciona. SO’s precisam cada vez mais se atualizar nas tecnologias utilizadas para os novos softwares funcionarem neles.

Softwares que não depende de outra tecnologia para funcionar e são programas que funciona por si só, tal como Gimp, audacity etc… podem funcionar por Décadas.

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Então, mas a partir do lançamento dos snaps e flatpacks da vida não seria viável ou pelo menos aumentariam bastante a vida útil dos apps, visto que esses pacotes(snaps e flatpacks) possuem tudo que o app precisaria pra funcionar?

Acho que com os snap e flatpacks, acho que realmente aumenta a vida útil mas não a funcionalidade em sim, em outras palavras, você vai conseguir abrir o programa mas seu funcionamento vai ficar obsoleto. Por exemplo, vamos supor que tenha versões snaps do Firefox desde o inicio. Você queira usar a versão 56, você vai lá e instala o snap dessa versão. Você vai conseguir abrir o programa? Vai e vai até funcionar mas vai continuar obsoleto do mesmo jeito.

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Bom, as funções do browser que eu uso são abrir sites e salvar favoritos, o que já era perfeitamente praticável 20 anos atrás :stuck_out_tongue:

E o mesmo para o Windows, que, na prática, eu uso para abrir o browser

Sim, porém esse é um problema socioeconômico bem mais complexo, como eu disse, são casos e casos.

Não temos nenhum suporte, já que a nossa versão foi lançada em 2010 e o suporte oficial acabou por volta de 2016 se não me engano :skull:

Então, nesse contexto, será que compensa se manter nessa versão? Porque como que faz se o software apresentar algum problema, não tem ninguém para arrumar.

Olha, no caso de navegador e sistema operacional eu diria que nunca vale a pena. A não ser que a máquina fique offline ou algo assim. Navegador então nem se fala, um perigo ficar usando versão antiga.

Se o cara não gosta de muitas mudanças melhor usar o FF ESR do que ficar em versão antiga. Eu sempre uso o ESR que vem no Debian por padrão e funciona muito bem.

Dá pra manter um hardware legado em operação durante muitos anos usando Linux, aqui mesmo todas minhas máquinas são da metade da década passada pra trás (meu note de 2012 e meu desktop de 2017), e tudo roda software atualizado tranquilamente. Acho que quando chega no ponto do básico ficar inutilizável chegou a hora de aposentar. É um risco de segurança muito grande. E a máquina velha pode ter um segundo uso, tipo uma máquina pra jogar coisa antiga, esse tipo de coisa.

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