Já faz uns 10 anos que apareceu o comando “apt” – muitas vezes descrito como um “apt-get simplificado”. – Digo “uns 10 anos”, com base nesta postagem de Junho 2016, pois eu realmente não lembro a data exata:
No entanto, o “apt-get” continuou existindo – e sempre foi dito que “não era igual”. – Durante vários anos, tentei entender essa treta… principalmente, quando alguma coisa não dava certo com um, ou com o outro.
Googlei, li as “manpages” de um e do outro, salvei trocentos Bookmarks – mas nunca consegui entender nada.
Até uns 4 anos depois, parece que muitos colegas também não encontraram motivos práticos, concretos, para usar um, ou o outro – afora que digitar “apt” dá menos trabalho do que digitar “apt-get” trocentas mil vezes ao longo da vida. – Digo isso, com base nesse tópico aqui:
- [Enquete] “apt” ou “apt-get”, qual você mais usa?
Eu também adotei essa “economia de teclagem” – e nunca mais pensei no assunto – já que não ganhei nada, pensando nesse enigma durante anos e anos.
Estou falando de 2 ou 3 situações diferentes: – (1) Debian e derivados diretos, que se mantém “Debian-like”; (2) Buntus seus derivados; (3) Mint e suas modificações, que anotei aqui. – Para evitar um nó-cego nos meus pobres neurônios, nunca pratiquei o uso do “apt” nem do “apt-get” no PCLinuxOS, por se tratar do “APT-RPM”, com regrinhas um tanto diferentes (preferi usar só o Synaptic, nessa distro).
No início de 2025, o apt list --upgradable do meu Debian (testing >> Trixie) começou a “paginar” os resultados. – Uma imagem meramente ilustrativa, que peguei agora no Reddit:
Para não perder tempo, teclo logo “PageDown” 3 ou 4 vezes seguidas, e quando pára no “End”, teclo “Q” para sair (Quit) – supondo que se tratasse de algum “less” embutido no “apt”:
Achei isso, xato pra xuxu! – mas fui procrastinando o dia em que iria tirar um tempinho pra “corrigir” essa bagaça. – Nunca parei de procrastinar, até que…
… hoje, um colega pediu socorro num grupo do Facebook – porque essa bagaça tava atrapalhando um script dele.
Em 8 respostas, várias dicas aleatórias. – Uma ou outra me pareceram razoáveis – mas eu não ia sair do meu Artix só pra testá-las no Debian.
Googlei, encontrei mais 300 dicas (idem, idem)… até encontrar a “Resposta de 1 milhão de dólares”:
1 - Uma advertência que já enjoei de receber, no Konsole – mas até agora “não fazia nenhum sentido” para meus pobres neurônios:
WARNING: apt does not have a stable CLI interface. Use with caution in scripts.
2 - Umas sutilezas do “manpages” do “apt” – de que ele fornece uma “interface para usuário final”, com opções melhor adaptadas para “uso interativo” – ao contrário do (compared to) “apt-get”:
apt provides a high-level commandline interface for the package management system. It is intended as an end user interface and enables some options better suited for interactive usage by default compared to more specialized APT tools like apt-get(8) and apt-cache(8).
Much like apt itself, its manpage is intended as an end user interface and as such only mentions the most used commands and options partly to not duplicate information in multiple places and partly to avoid overwhelming readers with a cornucopia of options and details.
Digo “sutilezas”, porque – além de serem escritas num idioma obtuso (inglês), as “manpages” parecem ser escritas por trogloditas de pensamento abstruso – que só eles mesmos entendem, e ninguém mais. ![]()
Ou seja: – Só entende, quem já sabe. – Quem ainda não sabe, dificilmente consegue entender.
Portanto, se você pretende criar um script, use “apt-get” – cuja interface CLI é “estável” – pois a interface CLI do “apt” está sujeita a mudanças, gracinhas, novidades etc., sem aviso prévio.
(exceto, avisos feitos por trogloditas, para trogloditas).
Isso, para resumir. – Muitas outras coisas passaram a fazer sentido, para mim, pelo menos.
Por exemplo, o help do “apt” omite muita coisa. – Coisas que ele faz – mas tiraram do help, pra não confundir os simples mortais.


























