O texto publicado no irsfoss relata que a Valve financia discretamente o projeto open source FEX-Emu desde 2018, um emulador que converte instruções x86 para ARM64.
A revelação veio de Pierre-Loup Griffais, figura central no desenvolvimento do SteamOS e do Steam Deck. Embora a empresa seja amplamente conhecida pelo Proton, sua camada de compatibilidade para rodar jogos de Windows no Linux, o apoio silencioso ao FEX-Emu surpreendeu muitos.
A Valve começou a buscar desenvolvedores para compatibilidade com ARM para possibilitar jogos de Windows nessa arquitetura. Ryan Houdek criou o primeiro protótipo em 2018 e desde então os desenvolvedores do FEX-Emu recebem financiamento da Valve, permitindo dedicação integral ao projeto.
A intenção é evitar que estúdios percam tempo portando jogos para diferentes arquiteturas, algo que considera trabalho desperdiçado, defendendo que criadores devem focar em melhorias e novos títulos.
Sobre dispositivos SteamOS com chips ARM, há várias possibilidades, como laptops, ultracompactos, portáteis e até desktops, mas a Valve ainda não tem um plano para atrair fabricantes, lançando primeiro o próprio hardware para depois avaliar os próximos passos.
O texto conclui elogiando a estratégia da Valve. Em vez de criar ferramentas fechadas, a empresa investiu em desenvolvedores independentes para produzir tecnologia aberta que beneficia toda a comunidade.
Caso mais empresas seguissem essa linha, desenvolvedores de software livre teriam melhores condições e menos desgaste.
Para pensar
Será que o modelo “colaborativo de final de semana” do opensource foi uma estratégia errada desde o começo? Desenvolvedores precisam viver do que fazem e os setores público/privado tem dado bons exemplos como financiadores.
A “profecia” de L. Torvalds, que homens seriam homens e compilariam seus próprios drivers de diospositivos não aconteceu e talvez o futuro seja de mãos dadas com empresas e governos. Se for por aí, já tá atrasado.
O que você acha?