AMD revolta usuários Linux ao limitar Vivado gratuito ao Windows

Relativamente popular entre a comunidade maker e entusiastas de hardware reprogramável, em uma decisão surpresa da AMD, a versão gratuita do Vivaldo deixou de oferecer suporte ao Linux.

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As decisões da AMD sempre foram, e pelo visto sempre serão questionáveis…

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O pedrozord :speech_balloon: foi cirúrgico. Essa decisão da AMD pegou muita gente de surpresa e deixou um gosto bem amargo na comunidade Linux.

Para quem está por fora do que é o Vivado (o post acabou escrevendo ‘Vivaldo’ por erro de digitação, mas o nome correto é Vivado Design Suite): ele não é um programa comum de desktop. Ele é um software focado no desenvolvimento, simulação e síntese de circuitos para FPGAs (chips reprogramáveis). É uma ferramenta gigantesca, muito utilizada por engenheiros, pela comunidade maker, acadêmicos e entusiastas de hardware que projetam seus próprios chips e processadores do zero.

A AMD acertou ou errou?

Errou feio na estratégia de comunidade. Limitar a versão gratuita (Standard) apenas ao Windows força estudantes, pesquisadores e hobbistas que usam Linux a terem que pagar licenças corporativas caríssimas ou a recorrerem a gambiarras (como máquinas virtuais Windows) apenas para programar um chip. O ecossistema de desenvolvimento de hardware e sistemas embarcados é massivamente baseado em Linux; tirar o suporte gratuito da plataforma é dar um tiro no pé da próxima geração de engenheiros que aprende usando a ferramenta de graça.

Isso interfere no nosso bug de suspensão da GPU?

Não, são coisas totalmente separadas.

  • O Vivado faz parte da divisão de softwares profissionais e hardware programável da AMD (legado da aquisição da empresa Xilinx).

  • O bug que estamos enfrentando na suspensão (amdgpu) faz parte do Kernel Linux e da divisão de placas de vídeo de consumo. Os engenheiros que cuidam do driver de vídeo da AMD continuam trabalhando diretamente no Kernel, e o código é open source.

Uma coisa é uma decisão comercial tosca de um setor corporativo de software fechado; outra é o suporte de drivers de hardware que segue um fluxo de desenvolvimento comunitário. O nosso foco em fazer barulho no Launchpad continua firme e com força total! :penguin::rocket:

Estranha a decisão da AMD, que sempre foi aberta ao software livre. Tomara que a Intel Altera não vá pelo mesmo caminho com o Quartus, é uma mudança de paradigmas das duas empresas. Vamos ver quem leva a melhor em ambientes universitários.

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