Amazon abandona o Android e lança o Vega baseado em Linux

A Amazon acaba de fazer uma jogada importante, um movimento ousado, anunciando o lançamento do Vega OS, baseado em Linux para seus dispositivos Fire TV, no lugar do Fire OS, derivado do Android.

Este passo marca uma tentativa clara da Amazon de reduzir sua dependência do Android, em uma estratégia que pode ter grandes repercussões no mercado de dispositivos de streaming e mídia.

A Revolução do Fire TV

A Amazon tem sido uma força dominante em diversos setores tecnológicos. Sua plataforma de e-commerce continua sendo a maior varejista online do mundo, enquanto o Amazon Web Services (AWS) é responsável por uma parte significativa da infraestrutura da internet moderna.

Além de sua presença forte no mercado de software e serviços, também é uma importante competidora no segmento de hardware, com o Fire TV sendo um dos seus produtos de maior sucesso.

O Fire TV sempre foi alimentado por uma versão modificada do Android, o Fire OS, que trouxe a plataforma para o centro das atenções com uma combinação de preços agressivos e integração direta com o serviço de streaming Prime Video. Com o Vega OS, a Amazon busca uma alternativa mais independente e customizada para seus produtos.

E esse tal de Vega OS?

O Vega OS é o novo sistema operacional oficialmente apresentado junto com o Fire TV Stick 4K Select, o primeiro a utilizá-lo. A empresa o desenvolveu com base em componentes do Linux, embora os detalhes técnicos ainda sejam escassos.

A Amazon o descreve como “altamente responsivo, com uma pegada eficiente, permitindo o rápido lançamento de aplicativos e uma navegação suave”. Um dos seus aspectos notáveis é o uso de pouca RAM. O Fire TV Stick 4K Select, por exemplo, funciona com apenas 1 GB, metade da usada nos modelos anteriores do Fire TV 4K.

Para os desenvolvedores, lançou ferramentas para desenvolvimento de aplicativos que oferece suporte ao React Native 0.72, e tecnologias da web, por meio do Vega WebView, permitindo que reutilizem códigos existentes, sem reinventarem a roda.

As Mudanças para os Usuários

Mas a maior mudança é, sem dúvida, a eliminação das funcionalidades de sideloading no Vega OS, a instalação de apps manualmente, acietando apenas os provenientes da Amazon Appstore. Essa mudança visa melhorar a segurança dos dispositivos.

Essa restrição pode ser vista como uma maneira de a Amazon garantir maior controle sobre o ecossistema de aplicativos em seus dispositivos, mas também levanta questões sobre a liberdade do usuário para instalar e personalizar seus dispositivos conforme preferir.

Por outro lado, assegurou que continuará oferecendo suporte ao Fire OS, mantendo assim uma abordagem multi-OS para seus dispositivos. Isso significa que os usuários terão a opção de escolher entre os dois sistemas operacionais no futuro próximo.

Mas os dispositivos com o Vega OS superarão os modelos antigos, nas vendas? Se ele se mostrar mais eficiente e atrativo, existe a possibilidade de a Amazon abandonar o Fire OS a longo prazo. Ou, talvez, os dois sistemas coexistam por um período, atendendo a diferentes necessidades e preferências de usuários e desenvolvedores.

Por enquanto, a Amazon não deu indicações claras de que está pronta para eliminar o Fire OS, mas o tempo dirá se o Vega OS será o futuro definitivo da marca Fire TV ou se ambos os sistemas operarão simultaneamente no mercado.

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Cara, uma vez, no ensino médio, eu falei que iria chegar uma hora que o Linux seria usado para criar as tecnologias que usamos a um nível da caverna de Platão. Pelo visto, riram de mim, mas esava certo.

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Um sistema que só permite aplicativos da Amazon Store, ótimo. Outra vez em que uma empresa big tech usa o Linux para restringir a liberdade dos usuários. A descontinuação do Fire OS é questão de tempo.

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Nada mais odioso do que ver código livre sendo usado de forma proprietária… Por isso a importância da GPL v3 e sempre informar nos softwares o tipo de licença usado. O usuário deve ter consciência disso. As big techs estão paulatinamente substituindo softwares que tem essa versão por outros que são mais permissivos para culminar nesse tipo de situação.

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Entendo ambos os lados; mas também entendo que quem utiliza serviços da Amazon, Google ou Microsoft não deveria ser “xiita” ou em sua maioria não se preocupar com isso… reclamam da “cerceada” de liberdade, não no que diz respeito as diretrizes do software, software livre e etc, e sim porque são afetados diretamente em algum app ou conjunto de apps em específico. Agora precisamos também vê o lado das empresas, que precisam fornecer suporte e segurança; o mais simples de fato é fechar o ecossistema e proibir apps de terceiros sem a curadoria deles, mas claro que tudo no fim é comercial, vc $$$ pra estar dentro…

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