Ainda não precisamos de um Steam Deck 2

Com tantos portáteis mais poderosos, é comum ver a pergunta “quando teremos um Steam Deck 2?”. É provável que algum dia vejamos a nova edição do console, mas o jogo da Steam agora é outro.

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Creio que ela não esteja tão focada assim no sucesso do console, porque, apesar de não depender exclusivamente dele para lucrar, é impossível mergulhar tão fundo nessa parte da indústria sem a intenção de se manter competitiva. E as rivais, como já sabemos, são verdadeiros MONSTROS, com dinheiro quase infinito, prontas para lançar um console ‘um pouco melhor’ por um preço mais acessível — só para derrubá-los. Isso coloca em risco o braço de vendas de consoles da empresa.

Para abrir um braço tecnológico de fabricação e/ou montagem de hardware (não sei exatamente como ela conduz esse processo), é necessário um investimento pesado em tecnologia, maquinário e parcerias para obtenção de insumos — que normalmente só se pagam após a venda de todo ou da maior parte do estoque projetado para atingir as metas.

E claro, esse mundo, como tantos outros, é um verdadeiro jogo de xadrez, cheio de cenários estratégicos — como: ‘se você não comprar minha nova tecnologia de telas LCD, não vamos renovar o contrato atual’. Imagine isso sendo aplicado a cada componente essencial, como processador, placa de vídeo, etc.

Então, querendo ou não, perder esse jogo significa, no mínimo, ver um setor inteiro da empresa “morrer em combate”: contratos quebrados, demissões em massa… e por aí vai.