A título de criosidade, quanto tempo demora para as atualizações chegarem nas distro?

Como diz no título, quanto tempo demora para a versão estável de algum pacote ficar disponível para as atualizações das distros?
Me corrijam se eu estiver errado, mas no Arch, isso demora alguns dias, no Manjaro, seria de alguns dias ate poucas semanas, uma ou duas talvez.
Mas e em distro não bleeding edge? Como o Debian, Pop Os, Fedora, Mint e Ubuntu?

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Depende muito da distro.
No Ubuntu a frequência das atualizações varia muito, podem vir mais de uma vez por semana, embora tenha o costume de segurar uma mesma versão de alguns pacotes por muito tempo.
Nas distribuições baseadas no Ubuntu (Pop, Mint, Kubuntu) seguem um ritmo parecido com o do Ubuntu.
O Fedora recebe updates quase todos os dias.
No Manjaro percebi que ele recebe atualizações com menos frequência do que o Ubuntu, porém não se mantêm preso a pacotes antigos específicos.

Em uma distro REALMENTE estável e bem testada como Debian, leva-se semanas, pois nela, ninguém fica de frescura, querendo as versões mais recentes de algum programa, então tudo ali foi bem testado, demorando pra ser encontrada um novo motivo pra atualizar algo.

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Em distros para uso em desktop, uma semana, ou pouco mais. Mas no final do dia, testes são responsabilidade do desenvolvedor, não do sistema operacional.

Mas nas distros voltadas pra servidor, como Fedora server edition, é normal demorar mais para updates.

Se você tiver um desktop, não há razão para usar software defasado, existe um espantalho de distros bleeding edge, que quebram toda semana, mas não é verdade, o máximo é algumas vezes por ano quebrar uma library pouco usada e mal testada.

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Defina “software defasado”.

Software que usa uma versão anterior a ultima lançada pelo desenvolvedor. Exemplo, é lançado foobar 1.0, e umas semanas depois é lançado 1.1, a 1.0 agora é software defasado.
Única exceção é Long-Term Support software, que deve ser atualizado sempre pra ultima versão.
Pra mim, o uso de LTS em desktop não é algo que deva ser feito sem razão, por exemplo, o Kernel Linux Stable (5.9.1 e 5.8.16) tem várias new features, que pra quem usa hardware novo, é um must have.

Basicamente depende dos desenvolvedores da distribuição. Nas distribuições point release (aquelas que tem versão fixa) pode demorar mais de um ano até o que vc chamaria de pacote estável chegar ao usuário. Isso porque as versões são (no geral) congeladas no lançamento, sendo adicionados somente correções de bug e segurança. O tempo mínimo é de cerca de um mês, que é o tempo de congelamento de novas versões até o lançamento da nova versão. Vale lembrar que correções de bug e segurança chegam bastante rápido ao usuário, mesmo ele usando um pacote “defasado”. Ou seja, o pacote mesmo numa versão anterior à última continua seguro de usar, apenas não contando com os novos recursos adicionados nas versões posteriores.

Já nas distribuições rolling release também é o desenvolvedor que julga quando o pacote é estável. Algumas distribuições disponibilizam a última versão divulgada, mesmo sem teste por eles, pois querem estar na vanguarda dos recursos disponíveis, mesmo que isso signifique maior risco de segurança, bugs e quebra de dependências. Nessas distribuições as novas versões chegam em questão de horas! O Manjaro em específico segura por uma semana as atualizações, apenas pra dar tempo dos piores bugs serem corrigidos. Outras ainda fazem testes (automatizados, é claro) pra verificar se haverá quebra do sistema, que eu lembre o opensuse tumbleweed é assim. Também vale lembrar que algumas distribuições são focadas apenas em um tipo de usuário, o do PC 64-bits, enquanto outras compilam para várias outras arquiteturas. No caso de um pacote não compilar em outra arquitetura o desenvolvedor marca o pacote como instável e não adiciona na distribuição (mesmo sendo considerado estável em amd64). Assim como nas versões fixas, as atualizações de segurança e bugs críticos chegam bastante rápido ao usuário.

Puxando a sardinha pro meu lado, no Gentoo (rolling release) vc pode escolher entre estar nas últimas versões em questão de horas, ou esperar que eles marquem o pacote como estável, que pode demorar semanas ou meses. Particularmente eu uso a maioria dos pacotes na versão estável.

Por isso é importante atualizar o sistema com frequência, para puxar essas atualizações de segurança. Já para ter os novos recursos em questão de horas, aí precisa mudar a distribuição para alguma que siga a filosofia que vc quer.

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Acho que depende do tipo da atualização de quem gerencia ela. Recentemente tivemos o driver Nvidia 455 chegando antes no Pop!_OS 20.04 do que no Ubuntu 20.10, por exemplo, porque é uma atualização que a System76 faz.

Sistemas de LTS especialmente se baseiam em softwares LTS também, interface, kernel, e coisas assim, essas coisas são atualizadas apenas em grandes intervalos. o GNOME por exemplo tem geralmente dois grandes lançamentos por ano, a atualização chegar na distro depende muito do momento de freezing no desenvolvimento.

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Com o Fedora Workstation é um tanto quanto diferente e acredito que isso deva ser ressaltado. O Fedora Workstation é o que normalmente chamam de “semi-rolling”, mesmo que esse nome não faça sentido. É um sistema que é extremamente atualizado, recebe atualizações quase todos os dias, mas que acompanha um modelo de lançamentos fixos como forma de definir milestones, já que é um sistema que sempre está implementando algo novo, uma tecnologia nova, impulsionando seu desenvolvimento, sendo considerado a vanguarda do Linux no Desktop. Ademais, o Fedora passa por uma curadoria pesada para evitar que qualquer inconveniência ocorra devido a algum pacote.

Rolling Release não é a mesma coisa que Bleeding Edge. Um sistema ser Rolling Release significa que o sistema não possui ramificações, não possui versões diferentes do mesmo sistema, não possui versões do mesmo sistema sendo utilizadas em paralelo, não existe diferença de versão do sistema em um momento em comparação a outro e é isso que ocorre com o Arch, por exemplo, pois o Arch é simplesmente o Arch hoje, assim como foi o Arch 2 anos atrás e assim como permanecerá sendo apenas o Arch daqui a 5 anos. Não existe Arch 10, Arch 29, Arch 33, existe apenas o Arch. Já um sistema ser Bleeding Edge, significa que o sistema possui as últimas versões dos programas/pacotes presentes e disponibilizados pelo sistema. Um sistema que é Bleeding Edge não precisa ser obrigatoriamente Rolling Release e vice-versa.

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Fedora não é bleeding Edge*

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Ai depende da distro, tem distribuições que são bem rápidas como o Arch, tem outras que demoram muito tipo o Deepin e Debian.

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Não, por ser Rolling Release Arch-Based ele recebe atualizações “quase instantâneas”, assim como o Arch porém a equipe do Manjaro segura as atualizações por um tempo para serem testadas e logo depois liberam(pelo repositório deles mesmo)…Toda semana tem atualização no sistema…

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Usando Arch derivadas, é difícil um dia que não tenha mais de 100 MB de atualizações. Tem dias que dependendo do tanto de coisas que você tiver instaladas no PC tem 500, 600 MB de atualizações.

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O Manjaro está longe de ser um tipo de distro que recebe atualizações quase instantâneas, aliás essa distro é até superestimada neste quesito. Se tratando de frequência de atualizações, Manjaro só é um pouco menos conservador do que o Solus OS.

Afinal o Manjaro realmente testa as atualizações antes de lançar no repositório stable ou eles só atrasam as atualizações do Arch por uma semana? Eu li em vários fóruns e no Reddit e nunca encontrei uma resposta oficial da staff do Manjaro.

Ate onde sei, eles atrasam porque testam, mas ai seria uma testagem simples

Por isso usei aspas, quando me referi a “quase instantâneas” foi no sentindo de sempre ter atualização(semanais),mesmo segurando um pouco a mais os pacotes que o Arch…