A versão 7.0 da biblioteca Python chardet causou polêmica ao ser primeira versão lançada sob a licença MIT, após todas as versões anteriores terem sido sob a LGPL.
O atual desenvolvedor do projeto argumenta que, como o projeto foi reescrito do zero, a mudança, citada como uma vantagem em relação às versões anteriores no novo README, é respaldada juridicamente.
O porém é que essa reescrita se deu com (muito) apoio de um modelo de IA – mais especificamente, o Claude da Anthropic – , levantando questões sobre o quão “do zero” foi a reescrita, ou se o produto resultante sequer pode ser distribuído sob uma licença (em vez de estar automaticamente em domínio público, por exemplo).
Alguns, como o autor original do projeto, se opuseram à mudança. Já outros, como o autor da biblioteca para serviços Web Flask, concordaram com a mudança. Bruce Perens (um dos autores da definição de Open Source) considerou o episódio “um exemplo de como a IA vai destruir as licenças de software”.
Resta saber como vão se desenrolar as ramificações legais.