A fragmentação no Linux pode ser positiva?

https://diolinux.com.br/editorial/fragmentacao-no-linux.html

O Linux no desktop é bastante fragmentado e embora diversas pessoas acreditem que isso é “ruim para os negócios”, a fragmentação no Linux também pode ser positiva. O que você acha sobre isso?

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A fragmentação é uma bênção e maldição pra qualquer mercado. Por certo é muito melhor que a ditadura monopolista mas também ter milhares de coisas que fazem a mesma coisa só que com a carinha diferente também não ajuda.
Apesar do Linux seguir certos padrões como LSB, há distros que organizam seus diretórios e arquivos de uma forma peculiar, dificultando publicadoras de prestar suporte pra muitas distros devido a custos e tempo.
Outro calcanhar de aquiles que vejo é há muito mais do mesmo, como disse acima, e trabalhos que dividem esforços pra fazerem a mesma coisa no final das contas, causando a “predação” de usuários entre si. Neste caso ela não quebra os monopólios tradicionais mas divide a comunidade em certas “bolhas”.
O Windows e MacOS ganharam mercado devido a padronização, e lobby claro, entre suas diferentes versões conseguindo mitigar excessivos custos de produção e desenvolvimento.
Quantas vezes não entramos no DistroWatch pra ver o que teria de novo no mundo opensource e saímos de lá entediamos ao ver que existe mais de 500 distros que só mudam o WM e temas ? Quem seria o louco e a empresa maluca de desenvolver seus jogos e software pra toda essa bolha ?
Outro fator que não ajuda muito é o empacotamento de software que cada uma lida de uma forma diferente, ou seja, não existe garantia de interoperabilidade e sinergia entre comunidades. O que mais chegaria próximo de um “pacote universal” seria esses empacotamentos com sandbox, like a flatpak app, que é mais padronizado pra qualquer distro que tenha suporte, porém ainda está amadurecendo e não tem um desempenho de um “app nativo”. Só pra não ser pessimista, eu amo flatpaks e os uso diariamente no meu Manjaro por trazer uma camada extra de segurança e as atualizações neles serem mais rápidas. A maioria dos pkgs, tirando aqueles de base, aqui são desse tipo.

Enfim, a fragmentação é uma faca de dois gumes que pra alguns(umas) é a alimentação do seu hype e outras o minarquismo de sua comunidade.

PS: O Linux poderá ser um gaming environment algum dia se padronizar algumas distro ou seus pacotes de software facilitando pra o lado das publicadoras. O movimento já começou com a Valve desenvolvendo suas soluções e trazendo jogos nativos ao Linux.

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Eu acho que o ideal seria um equilíbrio, se não fosse a fragmentação não teríamos Ubuntu, Linuxmint e Pop!_os mas Distros demais é um problema, causa mais duvidas para quem quer escolher a primeira distro, mas Desktop Environment eu acho positivo que se criem mais, ainda mais uma distro criando a sua própria DE dando assim mais personalidade (Linuxmint com Cinnamon e Pop!_os com o Cosmic), mas obviamente precisamos de padrões, como flatpaks para apps no Linux, Wayland, systemd etc.

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Pois é, distros demais complicam muito pra usuários que desejam adentrar no mundo linux porq sempre gera aquela confusão sobre escolha. E pra piorar cada um quer recomendar a que usa mesmo n sendo adequada para iniciantes, chegando ao ápice da recomendação de um archlinux ou um debian por exemplo.

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recomendar arch pra iniciante é sacanagem. kkkkk

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Psé. Mas por incrível q pareça é bem comum na comunidade. E isso acaba afastando os usuários.

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A fragmentação se levada de forma inteligente é muito positiva, seleção natural pura, o modelo ideal seria o linux ser uma plataforma para construir sistemas operacionais, aí cada parte da comunidade faria uma coisa separando a parte gráfica da parte que “faz a coisa”, por exemplo, peguemos a ideia de “Web Apps”:

  • Linux Mint tem uma
  • GNOME tá fazendo uma
  • Peppermint tem uma
  • Chrome tem uma
  • [coloque o navegado aqui] tem um

São n implementações (se não tiver mais) e faz sentido, cada mecanismo atende a um “HIG” uma interação com o sistema operacional ou de gestão do browser, MAS, a base não é comum, cada um implementa seu proprio gestor, não existe separação de “responsabilidade”, o que eu quero dizer é que faria muito mais sentido existir uma ferramenta “backend”, vamos imaginar que o FreeDesktop tenha uma ferramenta assim:

  • Recebe 3 parâmetros (URL do ícone, URL do site e título do site) e cria um WebApp
  • Verifica com base na URL se WebApp já foi criado
  • Lista os arquivos .desktop e o arquivo de ícones instalados (pra separar de programas)
  • Remover um .desktop instalado com base na URL

Simplesmente não importaria quantas distros, quantos navegadores, quantas interfaces diferentes implementassem suas soluções de front end (que o usuário interage) desde que se use o “backend” (ferramenta que faz uma gestão oculta do usuário médio, destinada a programação) as diferentes distros apenas concorreriam entre si pra ver qual entrega a melhor versão gráfica… Agora estenda isso pra cada coisa que gerencia coisas no sistema e voila você tem um desenvolvimento distribuído que não gera problemas, agora pra isso são necessárias várias coisas:

  • Estabilidade de API
  • Uma lógica mais abrangente no uso do Kernel
  • As distros tem que parar de se auto proclamar “Linux” e a “comunidade” tem que fazer um esforço pra evitar querer impor seus padrões

O que mais traz problemas pro linux não é a fragmentação (Android é ainda mais fragmentado e olha aí) mas sim a guerra de egos e o pensamento de que o universo linux funciona como a Apple que pode ditar tendências de mercado

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De acordo com certo dicionário, fragmentar significa: “reduzir a ou fazer-se em fragmentos; fracionar, quebrar”.

E é justamente isso que acho que acontece com o Linux.

Sabe aquela história… “Cachorro com muito dono morre de fome”? Pois é isso que acontece na prática.

Enquanto Windows e Mac se especializam em atualizar constantemente o único sistema que têm, o Linux, por assim dizer, “morre de fome”, por ter tantas distros criadas e, em termos gerais, isso gera uma falta de constante aperfeiçoamento e atualizações, que ficam em sua grande parte, a cargo dos desenvolvedores das distros (que, como bem sabemos, em vários casos, só se preocupam em aperfeiçoar e atualizar de acordo com o saldo das suas contas bancárias, rsrsrsrs).

Porém, como um ex-dependente e ex-usuário do Windows, gostaria de deixar claro que sou um defensor ferrenho do Linux e do Open Source.

Só acho que, se o Linux tivesse mais foco, tornaria-se inevitavelmente acessível e atraente à todos e, com certeza, surgiriam milhões e milhões de “ex-dependentes” e “ex-usuários” do Windows!

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Eu até concordo, mas fragmentação significa que o trabalho também é reduzido, isso é positivo

Eu acredito que esta tal “fragmentação” é o resultado do linux ser linux. Não dá para imaginar o sistema sendo de outro jeito, já que ele desde o começo foi projetado como um sistema livre. Isso foi uma revolução e uma anarquia contra as donas do mercado. O Arch faz jus as origens do Linux. É um dos sistemas, ou melhor, plataforma, em que vc pode realmente personalizar tudo. Acho que quando a canonical começou a ser protagonista, ela começou a querer ditar regras e isso desagradou muita gente, inclusive eu, fazendo buscar alternativas e essa é uma das coisas boas de ser um sistema “fragmentado”. Vc tem opções, tem a liberdade de mudar de distribuição, até mesmo o poder de criar a sua própria.

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Acho o problema da fragmentação do Linux meio exagerado. Há de fato muita fragmentação aparente nos projetos voltados ao usuário, mas além de no geral eles atenderem públicos diferentes, devido ao código ser aberto eles acabam compartilhando muitos comportamentos, reutilizam bibliotecas e melhorias em um geralmente refletem nos outros. Mesmo quando aparecem iniciantes confusos com a quantidade de escolha, no geral sempre são recomendadas distros bem parecidas no “debaixo do capô” – derivados do Ubuntu, Debian, ou Fedora – e usuários mais avançados escolhem distros mais “diferentonas” por sua conta e risco.

Mesmo que a fragmentação fosse eliminada, o esforço ia de fato ser consolidado num “vencedor”, ou esse público – tanto usuários como voluntários contribuidores – iria partir para fazer outra coisa, talvez até mesmo fazer mais alternativas?

A parte em que eu concordo que a fragmentação é um problema são mais os aspectos que nem o fato do kernel ter uma ABI estabilizada nem o código ser aberto podem salvar, como a existência de localizações diferentes para arquivos cruciais do sistema (há vários tweets do criador do AppImage citando exemplos específicos, como os nomes de bibliotecas, localização de certificados de rede, etc.).

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Eu mostro essa tabela para iniciantes que eu modifiquei:

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Achei injusto isso com o Manjaro, mas a piada é boa!

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kkkk Mano, não tem jeito, o Manjaro vc sempre tem que resolver alguma coisa pq sempre algo quebra, principalmente a versão KDE.

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Olha, uso a versão Gnome desde agosto de 2020, só quebrei uma vez, isso pq faltou luz durante uma atualização (já reinstalei 3 vezes, mas pq troquei de hd pra ssd, de lap e pq infectou de vírus - sim, um trojan! -, mas quebras mesmo só uma. Só que sou precavido, sempre tenho backup com o Timeshift)

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Acho injusta a parte do Windows.
O sistema da Microsoft recolhe as mesmas informações que as redes sociais, o Android e até o Chrome recolhem, e eu não acho que isso torne o Windows um spyware.
Observo que muitas vezes quem diz que o Windows é um spyware abre o seu navegador Chrome ou Edge todos os dias, utiliza o Android, WhatsApp e etc sem reclamar.

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Concordo com certeza, hj em dia pra recolher informações das pessoas nem e necessario um software ou rede social pra isso kkkkk
o proprio ISP ja recolhe sites acessados e trafego do usuario… Mas o Linux-user imagina que esta com a privacidade em dia evitando os serviços populares e tentando se “esconder” usando Tor e companhia kkkkk

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Antes de mais nada, isso é apenas minha opinião pessoal, mas, acredito que pode sim… Da mesma forma que um relógio quebrado pode estar certo 2 vezes por dia.

Eu vi comparações da fragmentação com seleção natural. e de fato, a fragmentação é um exemplo análogo de competição. Mas ai reside o problema… Eu gostaria de colocar aqui que existem métodos evolutivos mais inteligentes, rápidos e efetivos que a seleção natural que é baseada na competitividade, como por exemplo cooperação.

Na minha visão, o que salva e é realmente o ponto forte do Linux, é a cooperação da comunidade, que hoje em dia, na minha visão, é algo mais forte fora do nicho desktop do Linux. Por isso eu acho que a fragmentação causa muito mais problemas do que ajuda.

Ainda no conceito de seleção natural, eu acho que a fragmentação de distros do Linux tem tido resultados contraditórios aos de uma seleção natural, como por exemplo, baixa diversidade real dentre as variantes, ou seja, como o pessoal comentou, muita coisa repetida, ou mudanças ínfimas.

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Verdade, não tinha olhado por esse lado, mas continuo não achando que apenas cooperação vá funcionar, querendo ou não cooperação é uma forma de centralização, eu diria que tem que ter um meio termo, praticamente todas as melhorias no Plasma, XFCE e no GNOME dos últimos tempos vem de distros menores que implementaram “gambiarras”… Enfim, posso estar falando besteira e provavelmente tô, mas acho que tem coisa que deve ser cooperação e coisa que deve ser competição,

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A questão é saber se a liberdade pode ser positiva, ou se faz mais mal do que bem.

Aí, poderíamos imaginar graduações. Meia-liberdade? Ligeiramente livres? Liberdade, pero no mucho?

Liberdade com prazo? Ok, já temos Debian, Slackware, Red Hat, então vamos parar com esse negócio de liberdade. Chega. Já deu. Nada de Mandrake, openSUSE, Arch, Void etc.! Vai fragmentar demais!

Fragmentação, quando resulta no desenvolvimento de ótimas distros, é positiva. – E qual parâmetro para decidir em quais casos foi negativa?

O maior exemplo de “fragmentação” que já vi, foi a Canonical, de um empresário riquinho. Fragmentou seus recursos em inúmeras experiências. Dispersou esforços em todas as direções. – Um dia, o “mercado” deu-lhe uma chamada em regra, ele viu o abismo de perto, jogou tudo pra cima. Bye bye upstart, convergência, unity, mir e tudo mais. Por pouco não jogou fora até o desktop.

Mas foi importantíssimo, ao lançar o “Linux-fácil” e fragmentar uma montanha de dólares enviando CDs, DVDs gratuitamente para todos os cantos do mundo.

Será que não prejudicou muitas outras distros, com isso? Todo mundo pedindo doações, e ele jogando dinheiro pra todo lado – o que retirou antigos usuários (ou, mal-acostumou novos usuários), desacostumando-os de contribuir para distros que vinham lutando e desenvolvendo o Linux até então – e cujo trabalho aproveitou.

Entre as possíveis “vítimas” mais óbvias, Mandrake e Kurumin – que até então, cumpriam esse papel de serem amigáveis, fáceis para qualquer iniciante. – Claro, podiam se acabar mesmo sem o festival de bondades (dumping?) da Canonical; não há como saber.

E RHEL / Fedora, podem ter liberdade para ficar inventando systemd, BLS, Silverblue?

Além disso, quem decidiria o que pode e o que não pode? A Linux Foundation? Não foi feita para isso. Qualquer que fosse a entidade designada, ficaria sobrecarregada, ia virar uma burocracia sem fim, com mil disputas internas. A Microsoft poderia entrar e ter direito a voto? A RHEL, a Canonical?

Outra fragmentação, que nunca citamos, é PPA, Snap, Flatpak etc. Precisariam de autorização?

Porque, sem definir limites para a liberdade – e sem estabelecer uma “autoridade” para “botar limites” na liberdade – de que outro modo isso poderia ser feito?

Só por curiosidade, fui ver as estatísticas:

DistroWatch database summary

Apenas 262 distros estão ativas – 117, baseadas no Debian – das quais, 51 baseadas no Ubuntu / Debian (e se eliminarmos a estranha subdivisão Kubuntu, Lubuntu, Xubuntu etc., diminui mais um pouco).

Dessas, o Mint tem um papel que ninguém consegue tomar. Não é só uma porta de entrada. Existe uma legião de usuários que estão nele para ficar, enquanto ele existir. Sentem-se bem com ele, e não aparecem em outros fóruns, então a gente mal se apercebe deles, nem eles de nós. – Outras de certo relevo são o Pop, o Elementary e o Zorin, que também têm seu papel nesse universo.

Seriam permitidas?

Lá para o fundo da lista… Quem já ouviu falar daquelas distros, que parecem ter vindo de Marte? No entanto, também têm seu papel. Ubuntu Christian Edition atende certo público, e não faz mal a ninguém. Por incrível que pareça, conheço OSGeoLive, baixei e rodei para ver se podia ser útil a uma geóloga na família. Também não prejudica ninguém.

No fundo, existem só 1 punhado de distros – todas, fruto da liberdade – mas, quando começaram, quem poderia autorizar ou proibir, a priori?

O resto, atendem casos específicos. Para um artista que vem do Windows (e que não é nerd), pode ser ótimo encontrar um Ubuntu Studio (ex-Medibuntu) já pronto para usar. É uma “distro”, listada aqui e ali, causando assim uma “fragmentação”? – Fedora tem Astronomy, Neuro, Design, Jam, Scientific etc., só que não são listadas, e por isso… não causam a maldita fragmentação.

A suposta fragmentação talvez não passe de um efeito de mil sites e blogs que procuram acompanhar todos os acontecimentos – e do nosso distro-hoppismo desenfreado…

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