Você pode ter familiaridade com o Windows, mas isso não significa que ele é fácil. Da instalação de softwares ao medo de atualizações, entenda 6 vícios que você precisa perder para utilizar o Linux.
Parabéns pelo texto! Achei ótimo!
Assino embaixo:
Daria uma “série”. – Melhor ainda: – Uma Bíblia do “Linux moderno”
, a ser feita e lançada em fascículos – podendo ser atualizada a cada 2 ou 3 anos.
Porque cada item poderia dar 1 capítulo – e alguns, vários sub-capítulos.
a caça ao software pela internet
Sair da “caça” (arisca, trabalhosa, arriscada), para um vasto “repositório seguro” – e a 1 clique do mouse! – é entrar no Paraíso.
Nos anos 80, a “caça” era pelos Correios, para obter softwares em disketes e postilas para o Apple II+ de 8bit (com espera de 2 a 3 semanas), pois havia poucos “colegas”, mesmo nas cidades médias, fora de RJ e SP. – Nos anos 90, uma rede de amigos confiáveis para obter softwares em disketes para DOS 16bit (limitado: poucos títulos). – Na virada do milênio, CDs entre amigos, e da “feira” (dias e horários limitados, carro, estacionamento), pois eu não confiava em sites tipo “Baixaki”.
Só após experimentar e conhecer bem um software, encomendar na fonte – ou comprar numa loja física ou banca de revistas. – Poucos títulos. Correios, demora. Ou carro, estacionamento.
De repente, “o Linux” era outro mundo. – O Kurumin chegou a oferecer 3 ou 4 aplicativos / fontes de software, em 2007, a 1 clique do mouse. – A partir do Kubuntu, adotei o Synaptic (que uso até hoje, nas distros de base Debian).
De 2009 a 2016, futriquei centenas, milhares de pacotes dos repositórios do Kubuntu (e Debian, Mint, KDE Neon). – Instalei tudo que acenasse com qualquer possível utilidade para mim (e fui anotando, para não esquecer). – Acho que não ficou 1 único software “promissor” (para qualquer finalidade útil), que eu não tenha instalado e experimentado.
Era a felicidade! – o paraíso! – Dezenas de milhares de softwares, a 1 clique do mouse. – Nada de Correios, demoras, carro, estacionamento, nada de “poucos títulos” etc. – e tudo, sob “curadoria” das distros.
- Até aí, não existia “lojinha”, tal como entendemos hoje. – Havia uma suíte “Muon”, com gerenciador de pacotes + descobridor (Muon Discover) + atualizador / notificador. Era fraco! Dava erros. Eu não usava. – Quando foi substituído pelo Plasma Discover, este ainda não passava de um tosco “improviso”, cheio de problemas. Também me recusei a usar. – Continuo usando o Synaptic, até hoje.
Agora o reverso da medalha – ou o retrocesso em massa – que quando alguém fala nisso, o mundo vem abaixo.
De volta para o caos.
PPA - Cheguei a instalar 2 ou 3 coisas, já eliminadas em sucessivas re-instalações dos Buntus (novos LTS, a cada 2 anos). – Acho que algum KDE Neon voltou a usar algo assim, mas já não tenho nenhum KDE Neon, então, felizmente, isso também já sumiu.
npm - Cheguei a usar, para instalar o corona-cli. – Eu não sabia de onde vinha, nem como funcionava etc. – Felizmente, hoje é irrelevante. Posso dispensar.
fpdrçañs - (nome fictício) - Usei para instalar não-lembro-o-quê, vindo não se de onde etc. – No dia que conseguir encontrar, deleto para sempre!
Github - Não tenho certeza, se cheguei a instalar alguma coisa direto de lá. – Se encontrar, deleto na mesma hora!
Snapd - Em 2019, meu Kubuntu rolling-release trocou o Chromium.deb por um Chromium.snapd. – Deletei aquele Kubuntu imediatamente. – Nunca mais instalei (nem deixei instalar) nenhum Snapd.
Flatpak - Nunca instalei, nem deixei instalar nenhum pacote Flatpak.
AppImage - Nunca instalei.
“ain, ideologia, filosofia, pipipi popopó”…
Não vejo assim. – Vejo “como é bom o Paraíso”. – Só isso.
Devo confessar que tenho alguma coisa “na fronteira” do não-oficial: – 10 pacotes do AUR, no Arch; – alguns pacotes do Pakman-Essentials, no openSUSE; – alguns pacotes do RPM Fusion, no Fedora; – alguma coisa de uns “canais” que não sei se são 100% ou 99% católicos, no Mageia; – uns pacotes do Git / “void-packages”, no Void Linux; – e Chrome, Earth do Google; – e LibreOffice direto da fundação, no PCLinuxOS.
São pecadilhos – “pecados veniais”, segundo o catecismo – que mantenho no mínimo possível.
O Packan-Essentials é o “mínimo” do Pakman – e o zypper administra “oficialmente”, com todo seu suporte – ainda que os (poquíssimos) pacotes não sejam 100% oficiais.
O mesmo se pode dizer do RPM Fusion – administrado “oficialmente” pelo dnf, com todo seu suporte.
Os “canais” adicionais que habilitei no Mageia, acho que nem chegam a ser “não-oficiais”. – O urpmi administra “oficialmente”.
Muito diferente – a meu ver – seria mergulhar numa mixtureba insana de Snaps, Flatpaks, AppImages & otras cositas más.
Talvez não chegue a ser “uma caça ao software pela internet” – mas para ter certeza, eu precisaria investir um tempo insano – para configurar alertas de várias fontes, ler mil coisas todos os dias, lembrar de tudo que já li, dormir com 1 olho aberto e outro fechado, usar botas de cano alto para não ser picado por alguma cobra…
Obrigado! – Declino.
Gosto de sossego, de dormir tranquilo – e lidar com apenas 10 pacotes do AUR – pois os do Pakman-Essentials, do RPM Fusion, dos “canais” extras do Mageia, do Git / void-packages até agora não deram qualquer sinal de perigo… afora o “perigo” que qualquer repositório “oficial” sempre tem.
/usr = Unix System Resources