Vantagens e desvantagens na utilização do menu global

Sei que eu sou novo aqui, mas eu li essa discussão e percebi que está toda errada, se a ideia é apresentar as vantagens e desvantagens, primeiro se tem que apresentar os conceitos base:

Pra começar é preciso mostrar o que é uma menubar, isso não tem nada a ver com CSD ou não:

Menubar, é uma barra que contém itens dispostos horizontalmente, que quando clicados exibem uma lista suspença com outros itens, técnico demais? Essa imagem exemplifica:

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Já adianto que essa barra é completamente dispensável em 100% dos casos logo afirmações sem base como:

Fazem os olhos de um Designer de UX sangrar, as MenuBars são apenas uma forma de dispor informação, não a única, a menu bar tem duas e apenas duas vantagens:

  1. Praticamente toda a informação é oculta em menus suspensos, (daí o nome “barra de menus”), isso poupa espaço em UI

  2. É extremamente fácil manter as coisas categorizadas e em ordem usando elas

E o numero dois me leva a dizer que isso:

É totalmente equivocado, uma boa barra de menus é por consequência, bem categorizada, caso for adicionar um novo recurso, basta colocar na categoria correta e o usuário vai achar fácil dentro das limitações desse modelo, por exemplo, se for adicionar um filtro no GIMP que renderiza um céu estrelado, basta colocar em “Filtros/Renderizar/Céu estrelado”


Apresentado e desfeito equívocos, e mostrado o que é uma menubar, vamos ao Global Menu, pra começar pra ter um Global Menu, é necessário ter uma barra de menu

Logo, pelo menos nesse caso essa afirmação não procede:

Como ter um global menu, sem ter um menu pra ser global?


Agora sobre vantagens e desvantagens, são as mesmas da barra de menu normal, só com duas diferenças:

  • Vantagens:

    • Ocupa ainda menos espaços, já que se funde com a barra superior, se a janela do programa usar CSD ou fundir os botões de controle com a barra ao maximixar, praticamente toda a tela se torna o App, é o maior ganho de espaço possível de um modelo com barra de menu
  • Desvantagens:

    • Quando a janela não está maximizada, se cria um gape entre a janela e a barra de menu
    • Por mais que se tem itens e ordenação, é um modelo que obriga as pessoas a pensar e isso não é muito produtivo

Embora seja o caso, não é regra

Olha, Ribbon como foi demonstrado permite isso, por exemplo. Eu tenho uma leve impressão que você tem um apego ao modus operandi antigo

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Não vejo muita vantagem na utilização do menu global a não ser a de ganhar mais área útil em aplicativos maximizados.

Exemplo

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Você poderia deixar mais claro como uma pessoa dizer que usa muitos atalhos, mas ao mesmo tempo considera barras de menus importantes incomoda a turma de UX? Eu concordo com as duas premissas que você colocou e, justamente por concordar com elas e compreender o funcionamento delas, disse que são importantes. Aliás, eu aprendo os atalhos, muitas vezes, pelos menus e, aprendendo os atalhos, posso recorrer menos a eles.

Pode ser (eu não sou mais tão jovem e isso faz parte da tecnologia também, nem todo usuário foi introduzido ontem a determinado programa), pode ser que funcione melhor para mim (questões subjetivas e de gosto pessoal). Não estou aqui para criar uma guerra entre uma coisa ou outra, estou aqui para conversar. O que eu posso fazer é expor minhas razões.

Eu utilizo vários programas no meu cotidiano e maioria deles segue com o padrão menubar + toolbar. E eu acho ótimo. Do ponto de vista da curva de aprendizado, a ideia que existia até pouco tempo atrás não era “aprenda um, aprenda todos”?

Eu gosto dos menus pois acho que a disposição e categorização são mais práticas e mais diretas. Eu considero que são mais legíveis. E também gosto de vê-los combinados com barras de ferramentas e paletas.

Quando eu preciso aprender uma tecla de atalho para um botão que está na Ribbon de um programa do Office, sou obrigado a deixar o cursor na opção até uma tooltip aparecer. Numa barra de menus, se a opção aparece e há uma tecla de atalho associada, ela fica imediatamente visível.

Eu também tenho outras ressalvas sobre o condicionamento em termos de memória visual. Eu sinto que o menu muda muito menos de lugar. Se eu estou trabalhando no notebook com a tela dele, a Ribbon está de um jeito, se eu o conecto num monitor de alta resolução, está de outro. Para não falar nas mudanças que ocorrem quando a janela é manipulada. Em alguns casos, nem com uma resolução razoável é possível ler as categorias:

Nesse exemplo acima, do TextMaker, há problemas de legibilidade para mim. Já nos exemplos com o PlanMaker a seguir, podemos ver como os elementos são rearranjados de acordo com as dimensões da janela:

Em alguns casos, os comandos são colapsados de forma bastante drástica. Nessas horas, eu acho que barras de ferramentas tradicionais, ainda que não fossem sempre imediatamente óbvias, eram mais práticas. Exigiam uma curva um pouco maior, mas isso se pagava melhor. Os comandos já pareciam ter sido dispostos logicamente pela frequência de uso e relevância, de forma que diminuir a tela não provocava disrupções em diferentes pontos das barras, como podemos ver usando o PlanMaker em outro exemplo.

Voltando ao TextMaker, observe também que eu fui obrigado a customizar a única barra de ferramentas tradicional disponível, para dispor comandos clássicos de formatação, já que eles desaparecem conforme a guia ativa e eu acho isso inconveniente.

Trata-se de um problema que eu nunca tive desde que comecei a usar processadores de textos, com o Word 6.0. No Microsoft Word, isso é mitigado com uma espécie de barra de ferramentas flutuante que aparece quando um texto é selecionado, mas o TextMaker não possui o recurso. Infelizmente, eu acho a solução do Word um pouco irritante e acho que ela provoca uma distração que antes era desnecessária.

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Eu também percebo que não existe um padrão e cada desenvolvedor implementa isso do jeito que bem entende. Aliás, nos aplicativos do SoftMaker eu ainda posso escolher uma interface clássica ou acessar os menus na lateral.

Já no Visual Paradigm, eu sinto que as opções ficam muito mais agrupadas quando comparado ao Microsoft Office ou SoftMaker Office. Não causa o problema dos ícones mudando de forma, mas aproveita mal o espaço da tela. De novo, acho que oferece uma experiência inferior.

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Queria deixar algumas considerações neste tópico e algumas inconsistências.

O meu comentário acima (o primeiro que inicia este tópico) não correspondente bem ao título. Queria dizer não fui eu quem criou esse tópico, apesar estar dizendo que quem o criou fui eu.
Na verdade o que aconteceu é que eu comentei em outro tópico (A minha experiência com o Elementary OS 5.1, e o que esperar para a versão 6), aí o usuário @thespation moveu o meu comentário e criou esse tópico como se fosse eu quem o tinha criado, mas não o foi, e ainda criou essa discussão que, depois de um tempo, percebei que não corresponde com o que eu queria dizer, apesar de ser uma boa discussão.

O que eu quis dizer na verdade não tem haver com “as vantagens e desvantagens na utilização do menu global”, mas quanto a isso, realmente, vendo algumas respostas a isso aqui percebi que realmente a ideia de “barra de menu” é no mínimo defasada.

Mas, voltando ao que realmente eu queria dizer: o workflow do Elementary é uma cópia do Mac OS, e uma cópia mal feita, e lhe falta um menu global, pois, já que se propõe a ser um substitito ao Mac OS, não entendo porque ainda não puseram um menu global.
E ainda, se um usuário quiser ter tal experiência do worklflow do Mac OS, a melhor opção não é o Elementary OS com sua interface, e sim qualquer distro com a interface KDE Plasma, justamente por ter o menu global, fora todas as opções de personalização que o KDE Plasma tem como efeitos, blur, temas, ícones e suas incríveis widgets. Essa liberdade de personalização que o KDE Plasma dá é o ponto principal da interface e por isso EU o considero a melhor, pois, você pode criar QUALQUER worfklow, e isso é incrível!

Por fim, ressalto que a discussão gerada nesse tópico foi produtiva, mas, como disse, quem criou este tópico não fui eu, fizeram no meu nome e ainda pôs um título errado pois não corresponde à minha linha de raciocínio.

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Provavelmente um problema técnico. O ElementaryOS fez um fork do Gnome e usa GTK para as aplicações.
Como o GTK abandonou o menu global e os apps usam uma outra forma para fazer menus, se eles dessem suporte criaria uma grande inconsistência visual no sistema, pois alguns apps teriam menus e outros não.

O EoS lembra um pouco o MacOS, mas não é o MacOS.

Isso é ilusão, pode até customizar e ficar parecido, dependendo do usuário vai gastar horas e vai até quabrar a interface… para ficar parecido, no final o menu global não funciona com todos, existe glitchs chatos com Kwin, cantos ativos não funcionam como o do GNOME, ainda vai ter milhões de opções que só poluem visualmente e não terá uma experiência mais minimalista, vai ficar uma imitação barata de qualquer coisa…

Para tirar uma print e mostrar na internet “olha como meu KDE pode ser qualquer coisa” funciona, na realidade as pessoas não tem paciência/tempo pra isso…

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Como se não acontecesse com o Gnome, onde a customização mesmo sendo mais difícil, não evita o usuário de bagunçar tudo. Ou seja, isso não é um motivo de vantagem do gnome.

Eu entendo a falta de customização no ambiente corporativo, onde o empresário quer seu funcionário focado na produtividade, e não perdendo horas inventando moda colocando menu no topo do monitor virado na vertical!

Entenda que a impressão de ser uma imitação barata é da própria pessoa que avalia o desktop montado pelo outro usuário. Mas para o usuário que montou aquilo representa a vontade dele. Eu posso achar feio colocar um painel de widgets na lateral do monitor, dizer que é uma imitação barata dos widgets que ficaram famosos no win7, mas pro usuário pode ser exatamente o que ele queria. E se está felizão com o painel, é o que importa!

E eu ainda tenho minhas dúvidas se o pessoal dos outros sistemas operacionais não tem um KDE Plasma no setor de desenvolvimento deles pra ficarem inventando moda e fazendo facilmente alterações no layout pra depois programar alguma melhoria na interface deles! É um sistema onde todo mundo sai ganhando!

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Realmente tem essa do suporte da aplicação.

No MacOS, a Apple meio que obriga todo app a seguir as regras de design no sistema.

Se você quebrou o seu KDE tentando fazer a customização, recomendo o canal Linux Scoop no YT > LinuxScoop - YouTube

Eles tem vídeos incríveis demonstrando e ensinando a customização de forma simples, você não terá mais esses problemas e vai deixar seu KDE no estilo que quiser.

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Eu fui num deles mas (e a culpa não é deles) não consegui aplicar um tema na Latte - apanhei até que desisti. Porém eles mandam bem sim, esse aqui é lindo:

Então, o Latte Dock tem 3 tipos de temas: Plasma, Invertida e Inteligente. O padrão é plasma, que justamente é o que deixa o tema como do Global. O resto são opções de blur, sombras, opacidade, etc., tudo está na guia aparência, e se preferir ver mais opções clique no botão “Avançado” no canto superior direito.

O problema foi aplicar o tema (O Edna), que dava uns erros doidos de plasmoides… mas deixa quieto, agora o Plasma que uso aqui tá ajustado na medida do possível, vai ficar como está :wink:

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A única vez que consegui configurar um Menu Global, sem ser no Ubuntu MATE, foi no MX Linux com KDE, e mesmo assim tomei uma surra para conseguir.

É a mesma coisa com o GNOME, o Plasma só é mais fácil alterar, com um GNOME Tweaks é bem fácil “quebrar” o GNOME também sem nenhuma extensão


Não vou estender a discussão com isso, mas a unica diferença em termos de UX entre o HUD KDE e o GNOME é a disposição, nem o Plasma é tão maximalista quanto pintam nem o GNOME é sequer minimalista

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