Interessante o valor histórico dessa entrevista dada em 1994!
Conhecendo o Slpkg (gerenciador de pacotes para Slackware)
Introdução
Slpkg é um poderoso gerenciador de pacotes para Slackware . Ele é capaz de calcular automaticamente as dependências e pode fornecer dados administrativos sobre os pacotes. Diz sua página oficial que ele torna mais fácil manter grupos de máquinas sem ter que atualizar cada uma manualmente.
Slpkg funciona em conformidade com os padrões de organização utilizados na criação de pacotes pelo slackbuilds.org Também usa as instruções padrões do Slackware Linux para a instalação, atualização ou remoção de pacotes.
O que torna Slpkg diferente de outros gerenciadores? A facilidade de utilização é o seu alvo principal, bem como a facilidade de compreensão e utilização, também usa cores para destacar nomes de pacotes e mensagens de aviso, entre outros.
Também suporta múltiplas fontes (repositórios de terceiros e Slackbuilds) e é possível instalar os pacotes oficiais diretamente dos repositórios oficiais do Slackware . Você pode verificar as atualizações para os pacotes também, antes de instalar.
Características:
- Resolve dependências
- Visualiza dependências
- Várias opções
- Vários repositórios
- Fácil configuração
- Totalmente configurável
- Adaptável
- Tem opções poderosas
- Compila pacotes
- Veloz
- Seguro
Instalação
Slpkg pode ser encontrado no Slackbuilds e sua página oficial é:
Na sessão “Binary packages:” há pacotes pré-compilados que podem ser instalados com:
# installpkg [pacote]
No meu caso, que uso sbotools, instalei ele e suas dependências opcionais com:
# sboinstall slpkg python2-pythondialog graph-easy
Um vídeo mostrando o uso da ferramenta pode ser visto em:
Configuração
Após instalar, antes de tudo, precisa configurar os repositórios. Para isso edite o arquivo:
# nano /etc/slpkg/repositories.conf
No meu caso, eu deixei descomentado alguns e deixei assim apenas:
[REPOSITORIES]
slack
sbo
alien
rlw
slacky
studio
slackr
slonly
ktown{latest}
multi
slacke{18}
salix
slackl
rested
msb{1.10}
Obs.: o “msb{1.10}” se refere ao MATE Desktop.
Outra forma de editar os repositórios é com o comando:
# slpkg add-repo <repositório>
Após editar os repositórios atualize com:
# slpkg update
Comandos
Para ver a lista dos repositórios use o comando:
# slpkg repo-list
Exemplo:
Para atualizar o próprio programa use o comando:
# slpkg update slpkg
Para checar a “saúde” dos pacotes, ou seja, se arquivos de configuração estão faltando, use o comando:
# slpkg health
Resultado:

Checar status das dependências:
# slpkg deps-status
(Mas só vai exibir quando instalar pacotes com o Slpkg para gerar log)
Gerenciar novos arquivos de configuração:
# slpkg new-config
Criar pacote tendo o script e o código fonte:
# slpkg <script.tar.gz>
Gerenciar pacotes em blacklist:
# slpkg -b --add (ou –remove )
Gerenciar arquivo em “queue”:
# slpkg -q --add (ou –remove )
Construir ou instalar pacotes em queue:
# slpkg build (ou install ou build-install )
Listar pacotes por repositório:
# slpkg -l <repositório>
Obs.: use “grep” para filtrar.
Atualizar pacotes por repositório:
# slpkg -c --upgrade
Obs.: pode usar “–resolve-off” se quiser impedir resolução de dependências. Use “–checklist” para criar lista de seleção.
Baixar e instalar pacotes resolvendo dependências:
# slpkg -s
Exemplo:
# slpkg -s sbo steam
Resulta em:
Exibir árvore de dependências:
# slpkg -t
Se acrescentar, ao final, “–check-deps” exibirá para qual pacote aquilo é dependência.
Informação sobre um pacote:
# slpkg -p
Ver página do Slackbuild no terminal e suas opções (build etc):
# slpkg -n
Procurar pacotes em TODOS os repositórios habilitados:
# slpkg -F
Buscar pacotes instalados:
# slpkg -f
Outros comandos, com a mesma didática autoexplicativa dos comandos oficiais são:
# slpkg --installpkg, --upgradepkg, --removepkg
Instala, atualiza, remove pacotes.
Lembrando que o comando “slpkg --removepkg ”, com o parâmetro “–deps” remove junto as dependências.
O parâmetro “–check-deps” checa se determinado pacote é dependência de outro.
Visualizar todo conteúdo relacionado ao pacote:
# slpkg -d
Editar configurações do Slpkg:
# slpkg -g edit
Checar changelog:
# slpkg -c ALL ou
# slpkg -c
Atualizar pacotes oficiais:
# slpkg -c slack --upgrade
Remover pacotes por TAG:
# slpkg -r TAG --tag
Exemplo:
# slpkg -r _SBo --tag
Remove tudo o que casar com “_SBo”
[ delete ] → Jinja2-2.7.3-x86_64-1_SBo
[ delete ] → MarkupSafe-0.23-x86_64-1_SBo
[ delete ] → Pafy-0.3.72-x86_64-1_SBo
[ delete ] → Pulse-Glass-1.02-x86_64-1_SBo
[ delete ] → Pygments-1.6-x86_64-2_SBo
[ delete ] → asciinema-1.1.1-x86_64-1_SBo
[ delete ] → astroid-1.3.8-x86_64-1_SBo
[ delete ] → autopep8-1.2-x86_64-1_SBo
[ delete ] → blessings-1.6-x86_64-1_SBo
[ delete ] → bpython-0.14.2-x86_64-1_SBo
[ delete ] → cffi-1.1.2-x86_64-1_SBo
[ delete ] → cryptography-0.8.2-x86_64-1_SBo
[ delete ] → curtsies-0.1.19-x86_64-1_SBo
[ delete ] → enum34-1.0.4-x86_64-1_SBo
Removed summary
Size of removed packages 24.61 Mb.
Are you sure to remove 14 packages [y/N]? Se usar “–check-list” aparece dialog:
# slpkg -r _SBo --tag --checklist
Conclusão
Eu adorei o Slpkg, pois substitui todas as formas alternativas que uso para obter pacotes, oficiais ou de terceiros e ainda gerencia slackbuilds. É completo. E se você instalar as dependências opcionais poderá criar gráficos em imagens.
Só para efeito de estudo.
Provavelmente o melhor gerenciador que já foi criado para Slackware.
Para mais informações leia a página oficial (link no começo do artigo). Porém creio que este artigo cobre basicamente tudo o que é necessário para iniciar o uso do Slpkg.
Do mesmo criador existe uma ferramenta que ainda não testei Slackware Update Notifier:
Abraço!
Curiosidades e mitos sobre Slackware
Origem do nome Slackware e do mascote Tux com cachimbo
A distribuição Slackware tem esse nome como uma referência ao termo “slack” usado pela Igreja de Subgenius (Church of SubGenius). Mas o que é essa tal Igreja de Subgenius e o que é Slack?
Igreja de Subgenius é uma pseudo-religião que satiriza religiões e crenças envolvendo conspirações mundiais, profecias, extra-terrestres etc.
- Informações sobre a Igreja dos Subgênios
- Página oficial da Igreja de Subgenius
- Blog da Igreja de Subgenius em português
O símbolo dessa religião é o “Bob com cachimbo” (daí a origem do símbolo “Tux com cachimbo” como mascote da distribuição Slackware!)

Tux e Bob com cachimbo
Já “Slack” é um termo muito utilizado na Igreja de Subgenius que define a sua crença central. Geralmente o termo pode significar muitas coisas como sentimento de felicidade, liberdade, compreensão, pureza etc. Seria como o nirvana (a iluminação, o alvo dos budistas), só que muito mais sublime. Na verdade eles dizem que em comparação com o Slack, o nirvana é como ter seus olhos furados com agulhas de tricô.
A Igreja afirma que todos nós nascemos com o Slack Original, puros, livres e inocentes, mas este Slack nos foi roubado por uma conspiração mundial de pessoas “normais”, os “pinks”.
Com isso chegamos à conclusão de que o nome Slackware é uma referência ao “slack”, ou seja, ao sentimento de liberdade, originalidade e independência. Seria algo como: “não pense como todo mundo (os pinks), seja original, livre e independente”.
Essa inspiração para o nome Slackware se deu porque criador do Slackware é filiado a Igreja de Subgenius.
O criador
O fundador e principal mantenedor da distribuição Slackware Linux é Patrick Volkerding . Durante muitos anos ele manteve a distribuição sozinho. Aparentemente hoje ele até aceita a ajuda de duas pessoas: David Cantrell e Chris Lumens.
Patrick também é conhecido como:
- O Cara (devido a reverência que alguns tem por ele);
- O Velho (possivelmente por ele manter a distribuição mais antiga ainda ativa e mais conservadora);
- O Benevolente Ditador Vitalício do Slackware (mas informações em: BDFL - en.wikipedia)
Além de compilar kernel, Patrick tem outra paixão: compilar cerveja… Er, quer dizer, fazer sua própria cerveja, para consumo próprio e dos amigos.
Patrick também é um Deadhead, nome dado aos admiradores mais fanáticos da banda Grateful Dead.
Em 2004 Patrick sofreu com uma doença bacteriológica, mas hoje ele parece estar recuperado.
Mais informações sobre Patrick em:
O “pulo” das versões do Slackware
Slackware não teve as versões 5 e 6. Da versão 4.0, foi direto para a versão 7.0. Estranho, não? Isso aconteceu porque um leigo poderia olhar para o “Slackware Linux 4.0” e para “Red Hat Linux 6.0” e imaginar que os números estavam indicando que o Slackware estava ultrapassado. Esse “pulo” de versões foi dado para dar a impressão de que a distro Slackware não estava desatualizada em relação às outras, que naquela altura tinham versões altas.
A remoção do Gnome
Em 2006 uma mudança drástica aconteceu no Slackware. Patrick deixou de empacotar o ambiente gráfico Gnome . Isso foi ruim porque o Gnome com certeza é um dos ambientes mais utilizados. A remoção do Gnome da árvore de pacotes oficiais do Slackware significou perda da popularidade da distro por parte dos que amavam usar o Gnome e por parte daqueles que começavam a temer estar sujeitos a uma ditadura imposta pelo Patrick. A justificativa de Patrick é que perde-se muito tempo procurando erros no Gnome.
Os mais críticos fizeram alarde sobre os perigos da distro de “um homem só”. Já os mais fiéis ao Slackware se adaptaram ao uso de outros ambientes como o KDE e o Xfce ; e alguns passaram a utilizar o Gnome para Slackware fornecido por terceiros como o Gnome SlackBuild e o Dropline Gnome.
Que distro deu origem ao Slackware?
Foi a Softlanding Linux System (SLS), uma das primeiras distribuições Linux. Patrick Volkerding pegou essa distribuição num momento em que sua popularidade tinha caído, modificou-a e fez surgir o Slackware Linux, lançando-a em 1992 (algumas fontes dizem 1993) em forma de imagens para disquete de 3½ polegadas.
A distribuição mais fiel ao princípio “KISS”, a mais “expert-friendly”, a mais “unix-like” e a mais antiga ainda ativa
KISS é o acrônimo de “Keep it simple, stupid”, algo como “mantenha-o simples, seu estúpido”. Trata-se de um princípio, muito utilizado por desenvolvedores, que valoriza a simplicidade, ou seja, a remoção de toda camada de complexidade em um sistema para deixá-lo mais enxuto, simples e elegante. Slackware tem a fama de ser um sistema cujo desenvolvimento e configuração é muito fiel a esse princípio.
Expert-friendly. O próprio Patrick em uma entrevista disse que tenta fazer o Slackware a distribuição mais expert-friendly, ou seja, a que melhor consegue manter a união de características avançadas e amigáveis. Provavelmente ele disse isso porque há muitas distribuições avançadas, mas que não são muito amigáveis.
Sobre o Slackware ser unix-like, isso significa que tem forte aderência aos princípios Unix, quer dizer, a forma como estão organizados os diretórios, os serviços, etc, são bem fiéis ao sistema Unix. A vantagem disso é que existe uma coerência lógica na estrutura geral. Mais informações em:
Slackware não é a distribuição mais antiga, mas das que estão ainda ativas, ela é a mais antiga. Você pode ver a linha do tempo das distribuições (tanto as metadistribuições como as derivadas) em:
Mitos sobre Slackware
Slackware é difícil de instalar : com certeza não é a mais simples, mas está longe de ser uma das mais difíceis. Tente instalar a distribuição Funtoo sem ajuda de manual.
Slackware é para experts em Linux : embora não seja uma distribuição voltada para leigos, não é necessariamente para experts. Muitos usuários iniciantes, não completamente leigos, podem usar Slackware tranquilamente.
Slackware não serve para desktop : claro que serve. Com alguns ajustes torna-se uma ótima opção para desktop.
Slackware é Linux, o resto é resto : mentira. Linux é o Kernel e ele está presente em todas as distribuições. E ainda bem que há várias distribuições para se adequarem às várias personalidades e necessidades dos usuários.
Slackware não resolve dependências : oficialmente isso é verdade. Mas há um gerenciador de pacotes extra-oficial muito utilizado chamado slapt-get que funciona de forma semelhante ao apt-get do Debian e resolve dependências;
Impressoras, dispositivos USB e drivers são difíceis de instalar : mentira. O Slackware, apesar de ser conservador em muitos aspectos, não deixa de lado as facilidades e novidades do Linux. Só porque não há uma caixinha bonitinha com um botão “Instalar” para instalar um driver, não significa que seja difícil.
É difícil encontrar pacotes para Slackware : totalmente falso. Pode não existir muitos pacotes nos repositórios oficiais, mas existem vários repositórios de terceiros com pacotes para Slackware. Por exemplo: slacky.eu, slackfind.net, linuxpackages.net, salixos.org
É difícil atualizar o sistema : isso é o que a distrowatch diz, mas onde está a dificuldade em digitar “slackpkg update” e depois “slackpkg upgrade”?
tenho ate um livro do Slackware que provavelmente seria interessante recomendar nesse topico
“uma reliquia das epocas de escola do meu irmão mais velho” ![]()
Qual é o link de acesso ao grupo?


