Distros brasileiras: Qual motivo faz com que você não use?

Eu uso o Biglinux, não como distro principal, mas como distro secundária. Recomendo à todos que deem um chance e testem as distros nacionais.

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Linux em geral já é pouco usado nos desktops para uso doméstico se comparado com Windows e Mac (hoje as pessoas o menos sabem que o Linux existe), e ainda tem as distros mais conhecidas e usadas, para outras sobra uma pequena porção, cabe as responsáveis criarem divulgações boas para isso, fora que o gosto do brasileiro é quase como a do japonês, expecificifica, o que leva ao sucesso do Kurumin.
Tentei usar o RegataOS que se foca nos jogos e nem consegui instalar, agora a que me chamou atenção foi o BigLinux que nem sabia que existia.

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O meu motivo não é a origem, mas sim a estrutura.

Os dois principais sistemas operacionais do mercado, Windows e macOS, são parte de grandes corporações e tem grandes comunidades, muitas pessoas responsáveis por melhorias, ajustes e patches de segurança, eu espero o mesmo de uma distro Linux sólida.

Em parte, distros menores (não somente nacionais), são apenas versões modificadas de distros maiores, muitas vezes com melhorias de fato, mas isso faz com que eu não me sinta plenamente confortável com tal situação e acho importante valorizar quem realmente mantém a estrutura das coisas funcionando, apesar de achar que quem faz a modificação para o usuário final, também tem seu valor.

Dou um exemplo: O peppermint OS cria um ambiente que muitos podem gostar, porém, o trabalho realmente é feito por desenvolvedores do Debian, Mint, Ubuntu, etc, que mantém os programas que eles usam, eles “apenas” montam o quebra-cabeças.

E atenção que não estou dizendo que é errado fazer isso (faz parte de ser software livre inclusive), ou gostar disso, só digo que eu não me sinto tão confortável com essa situação. No caso do Peppermint, para continuar no exemplo, é uma distro que não consegue controlar o seu próprio futuro (ao menos por enquanto), porque tudo o que eles usam, no fim depende de terceiros.

Meu sonho é levar Linux e software livre para a maior quantidade de pessoas, e uma estrutura sólida é algo que eu considero primordial. Na minha posição, é mais fácil fazer um tutorial ensinando a ajustar algo para deixar um sistema maior de outra forma, do que me responsabilizar por indicar um sistema menor, o qual não tem um time de controle de qualidade, processo de desenvolvimento bem definido, etc. e que pode colocar o usuário em risco eventual, sem considerar a falta de equipe, muitas vezes, distros minúsculas eventualmente são tocadas por pouquíssimas pessoas, quando não é literalmente uma única pessoa que faz tudo, se essa pessoa pegar um resfriado, os usuários podem ficar sem atualizações e correções.

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A maioria das distros brasileiras são remixes de outras distros, eu não gosto de distros derivadas, prefiro utilizar as distros “mães”. Além disso, eu não me sinto confortável utilizando distros com comunidades e times de desenvolvedores pequenos, não há garantias de que atualizações de segurança serão aplicadas em tempo hábil, ou até mesmo que a distro existirá no dia seguinte.

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Não vejo nenhum grandes diferenciais entre as nacionais e os “big players”, e essas distros nacionais, em sua grande maioria, são só modificações das distros grandes, ou como diria o Ricardo Lobo, refisefuquis, e mesmo assim não conseguem, na maioria das vezes, entregar a mesma qualidade que os projetos nos quais elas se originam.

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Para mim, o ponto principal é exatamente este.

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Pela fato da grande maioria não passarem de customizações(inclusão de uma dock, alteração de um tema de icones(normalmente feita por terceiros), instalação de apps, cujo julgam necessários para o público em geral) e serem basicamente flavores do ubuntu diferentes das versões vanilas. Algo que qualquer usuário com tempo livre e criatividade não possa fazer.

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Exatamente !! Precisa muito mais do que fazer uma salada de frutas no XFCE para atrair uma gama considerável de usuários… além do que, eu prefiro uma distro com base sólida, de preferência mantida por uma grande corporação e não uma que pode sucumbir na semana seguinte por algum motivo trivial

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sou novo no universo do linux, conheço apenas duas ou tres distros mães.

Debian
Arch Linux
Suse ( Não sei se é distro mãe)

poderia me informar quais mais existem, quero começar a estudar uma distro base e não baseada, como uso no momento

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Esse é um ponto chave… segurança… !!
Um exemplo é que se a Canonical não tivesse corrigido o Bug do Kernel em Julho, não seria a turminha da Irlanda (Mint) e outros derivados que iriam corrigir, ou seja, ficaria com o sistema vulnerável por conta dos desenvolvedores de fundo de quintal…

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As que me vem a mente são Debian, Slackware, Arch Linux, Gentoo, Suse e Fedora, estas são as mais populares.

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Para ser sincero, a Canonical muitas vezes deixa a desejar no tempo que levam para aplicar patches de segurança, distros como Fedora e Arch Linux são mais rápidas. Em uma ocasião a Canonical levou 1 mês para liberar a atualização do microcode da Intel, perguntei o motivo da demora no Reddit do Ubuntu e um dos desenvolvedores disse que estava em teste, 1 mês em teste, e era uma falha de segurança crítica.

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Exatamente por isso que é bom ter um período de testes exaustivos, se não pode ocorrer de o patch não resolver de fato a situação ocorrer o efeito oposto que e abrir novas brechas

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Deixar o sistema vulnerável por um mês não é aceitável, patches desse tipo devem ser liberados em no máximo 48 horas.

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Não vejo muita diferença para as distros mais famosas em que elas se baseiam :confused:

Até onde eu sei, só a distro Emmi OS (Emmi Linux) está fazendo algo que pode ser um diferencial, já que estão desenvolvendo uma interface do zero usando QT5 :thinking: :slight_smile:

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Questão de gosto mesmo, nenhuma me atende então em "faço a minh"a com Arch a questão levantada pelo @Dio e outros sobre a parte da estrutura é paradoxal especialmente no Brasil:

A equipe é pequena, pra crescer a equipe a distro precisa crescer, só que se as não usarem a distro porque a equipe é pequena a distro não cresce…

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Patchs críticos precisam de teste de exaustão, abrir uma nova brecha com um patch de correção é criar uma bola de neve, ok, concordo que deveriam liberar o patch “workarround” o mais rápido possível, mas é extremamente necessário ir refinando e adicionar patch após patch numa LTS é bem problemático, vale lembrar que a Canonical foca no ambiente empresarial

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Outras distros testaram e liberaram em menos de 48 horas, incluindo o RHEL, ser “LTS” não é desculpa.

“testaram” entre muitas aspas, um PATCH que corrige um bug é uma coisa, você reproduz os passos, testa funções relacionada e se o bug não ocorrer, OK, libera pra geral…

Um PATCH de segurança é um buraco mais em baixo, você precisa testar ele de bilhões de jeitos não relacionados com o bug, por que dependendo caso você pode deixar passar uma falha de segurança ainda pior

Então… mas o que define o desenvolvimento da distro e seu uso em massa são os diferenciais…
Por mais que eu não seja fã do Mint, tenho que reconhecer o mérito deles com o Cinnamon, Nemo e etc, além de outras facilidades p/ o usuário que caiu de pára-quedas do Windows
Agora não adianta lançar uma distro “mais do mesmo”… pegar um XFCE, mudar o papel de parede, entupir de apps, colocar uma dock e achar que todos vão usar por conta disso (coisas que eu mesmo posso fazer ao meu gosto)
A distro tem que inovar, evoluir… senão nem chega a crescer

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