Bateria no Linux

Acredito que temos que levar em consideração alguns detalhes para entendermos os bastidores e porque a bateria pode variar de sistema a sistema.

Desempenho vs Economia

Ao clicar no ícone de bateria de seu notebook com o Windows, vai notar que é possível escolher entre duração de bateria e desempenho:

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Ou seja, ao escolhermos o modo de melhor duração da bateria , seu sistema passa para o modo de economia de recursos, podendo diminuir a velocidade de processamento e, consequentemente, podendo aumentar o tempo de resposta. Para o modo melhor desempenho, a responsividade fica aprimorada, porem demanda mais energia do micro como um todo, aquecendo mais e drenando mais “combustível”, nesse caso sua bateria, visto que a prioridade não é economia de recursos.

Automação

Quanto mais programas e serviços iniciando com o sistema em uso, mais recursos seu micro necessita para lhe disponibilizar uma usabilidade aceitável, com isso, quanto mais multi-thread for o seu uso, mais rápida a bateria vai embora; isso cabe para qualquer sistema.


Para exemplificar, tenho um notebook velhinho - com a bateria bem baleada - que uso para testar distros e, por coincidência, tenho anotado os tempos em que a bateria dura em cada um (minha irmã queria o que mais durasse):

  • Windows 10 - 17m
  • PopOs:
    • Modo Economia - 16m
    • Mode Equilibrado - 13m
    • Alta Performace - 11m
  • Xubuntu com bspwm - 28m
  • Archcraft:
    • bspwm - 24m
    • Openbox - 21m

Dentre esses sistemas, o xubuntu com bspwm foi o que a bateria mais durou, entretanto, cabe destacar que o sistema carrega basicamente com polybar, ksuperkey e os serviços essenciais.

Medidas para bateria durar mais

Ao escolher um ambiente mais robusto, em termos de entregar tudo que um usuário médio precisa, estamos optando por um sistema que vem com objetivo de entregar tudo da melhor forma possível, disponibilizando um uso, na teoria, sem engasgos e responsivo, com isso podemos entender que está trabalhando mais, visto que está sempre em modo performance. A dica é, caso saiba, ir modulando os sistema conforme o necessário: instalar um netstall mínimo do Debian, Fedora, Arch, para citar os mais conhecidos. Com a instalação mínima no Arch, meu sistema inicia em 12 segundos, isso usando um HD em um notebook dual core.

Escolhida a base, a DE é super importante. Para exemplificar, podemos usar o consumo já de arranque usado pelo Gnome, não que seja algo ruim, mas se a memória está em uso ou o cache dela está reservada para um sistema ou serviço, significa que está pendurado também no seu processador e, por consequência, sua bateria vai junto nessa jogada.

Utilização de um aplicativo para acompanhar a bateria (como os citados acima). Com exceção do PopOs que já conta com essa facilidade, as demais distros não trazem nativamente, com isso nosso notebook fica “no máximo a todo tempo”, sem a real necessidade, nos casos de apenas edição de texto, por exemplo.

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