Vocês acham que a padronização das distros seria algo bom?

@ZSxAghbii Foi o que eu disse quando mencionei que o mundo tecnológico se inspira nas interfaces e funcionalidades (no plural) produzidas no mundo linux. Esse diferencial do linux é bom e importante.

No entanto, para nós leigos que só quer um sistema funcional para usar no dia-a-dia, não faz muito sentindo ter um Linux Mint XFCE e um Xubuntu, quando no fim é quase tudo a mesma coisa e que só confunde quem está iniciando.

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Acho que dá pra manter o QT e o GTK e padronizar.

Realmente prefiro mais o lado QT da força, mas as principais distros usam GTK

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Eu de fato não sei as diferenças cruciais entre ambos para dizer algo, mas o GTK tem mais comunidade.

unrar (non-free version)… Mas em breve vou fazer uma experiência compactando em outro formato como .7z, ou .tar… ainda não sei. É que fica muito mais rápido e fácil transportar um único arquivo de 64gb do que uns 35 / 40 mil nessa somatória

Exatamente, as distros que usam interfaces escritas em QT (Lubuntu, Kubuntu, Neon, etc) tem menos comunidade que um Debian da vida. Talvez as Ubuntu-based tenham um pouco mais, mas mesmo assim é menos…

(eu sei que dá pra colocar o plasma no debian)

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Sim sim.
Então, eu acho que se diminuíssemos o número de distribuições praticamente iguais (com a mesma proposta, ideia, conceito e nome diferente) e focássemos nas principais, teríamos um sistema bem mais harmonioso, tanto visualmente quanto geral

O Lubuntu tem uma interface em Qt agora por causa da adoção do LXQt, mas antigamente a interface era em LXDE, que é em GTK.

E francamente, o usuário comum usa mais o GNOME (que, por sinal, é um dos carros chefe dos ambientes gráficos ao lado do KDE Plasma) e o Cinnamon (em GTK porque é baseado no GNOME) porque essas são os ambientes gráficos padrão do Ubuntu e Linux Mint respectivamente (justamente as duas distribuições mais populares da atualidade), não por uma questão real de escolha.

Pra quem é mais antigo, se lembra que o KDE (na época não tinha esse nome “Plasma”) era até que bem mais popular do que é hoje, se não não me engano ele era o ambiente gráfico padrão do Kurumin e BigLinux. O problema é que a equipe do KDE lançou um ambiente gráfico muito bugado em sua quarta versão, o que afastou as pessoas e acabou por queimar a imagem do KDE Plasma. Hoje em dia o KDE Plasma está super de boas, mas reputação manchada é ruim de limpar.

Um ponto ao seu favor é que, aparentemente, o XFCE (ambiente gráfico em GTK) tem muita popularidade, mas o subReddit do XFCE tem quase 7 mil inscritos enquanto o do KDE Plasma tem quase 34 mil inscritos (quase 5 vezes mais que o XFCE). Sei que usar número de inscritos em subReddits não é um método muito científico para avaliar popularidade, mas este foi o único que pensei.

Por favor, não estou dizendo que popularidade equivale a qualidade.

E pessoalmente eu não gostaria de uma adoção total do GTK. Não sou programador, mas como usuário tive más experiências com o GTK na época que eu usava um computador com placa de vídeo SiS. Os programas em GTK apresentavam BUGs gráficos seríssimos enquanto os problemas nos programas em Qt eram menores. Isso me deixou com um gosto ruim na boca em relação ao GTK.

Não sou contra o GTK, muito pelo contrário, sou a favor da variedade!

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Rapaz, um arquivo zipado de 64GB é muita coisa, imagino o tamanho disso descompactado…

Esse eu uso até hoje…

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O LiteStep é famoso no cinema, TV, etc…

Na primeira temporada de Mr. Robot, por exemplo, no PC do Eliot era sempre LiteStep.

Na verdade são diversos arquivos zipados (uns 35 / 40mil) dentro deste único .rar… É que além de mais fácil p/ transportar, também é mais rápido a transferência (lembrando que transferência de arquivos entre unidades USB no Linux não é lá essas coisas… começa no topo e vai caindo em queda livre, e até hoje não conseguir manter uma taxa constante)

Eu preferia quando era em LXDE… o ambiente era muito mais limpo…
Agora é uma mistureba de funções espalhadas por todo canto e o sistema perdeu o seu propósito de ser leve… e nisso acabei adotando o Mint XFCE p/ um Netbook Atom

Seria bem contraditório padronizar o software de código aberto ou livre (por mais que eles já sejam bem padronizados, mas por questões de portabilidade e pra facilitar o desenvolvimento entre devs e comunidades diferentes). Em se tratando de distribuições, a maioria já segue um certo padrão de desenvolvimento e design, mas deixa livre ao usuário pra que ele possa mudar o sistema a seu gosto. Um exemplo que segue essa filosofia de padronização de forma bem rígida é o Elementary; o sistema tem sua própria forma de funcionar, loja própria de aplicativos, ambiente gráfico próprio e que da até um certo trabalinho mudar alguma coisa no sistema e esse é o preço da padronização, tudo tende a ficar cada vez mais fechado.

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Sim, eu conheço esse efeito, se você começas a descompactar o mesmo arquivo simultaneamente no mesmo hardware no Windows e no Linux haverá uma diferença significativa de tempo. O mesmo vale para transferência de arquivos.

Discordo de quem acha que padronizar o mundo Linux seria ruim. Concordo totalmente que uma padronização como houve com o Android seria incrivelmente ótimo.

Devemos lembrar que o Android só foi pra frente de verdade depois que a Google tomou as rédeas da situação, chamou os fabricantes pra tomar um chá e levou um papo sério sobre padronização.

Depois disso, as diferenças que vemos entre Android de fabricantes diferentes são basicamente apenas interface gráfica.

Alguns fabricantes e comunidades vaidosos e revoltadinhos tentaram criar outros para competir achando que suas fragmentações teriam chance contra uma padronização como essa, mas foram apenas mais uma prova de que fragmentação é sinônimo de fraqueza e padronização é força.

Poderia citar alguns aqui como Firefox OS, Tizen, etc…

Até a gigante Microsoft abandonou seu projeto Windows Phone que nem tinha nada de Android para investir seus esforços de desenvolvimento em produzir apps e contribuir mais para a evolução dos sistemas mobile que já alcançaram sucesso: Android e iOS.

Como desenvolvedor eu ainda posso dizer que o próprio desenvolvimento de software só é possível na realidade do mundo de hoje devido às padronizações de linguagens de programação e métodos de desenvolvimento.

Por exemplo, qualquer um que tiver contato com desenvolvimento de software moderno provavelmente vai ouvir falar de Git, que é um sistema de padronização de controle e versionamento de código de software. E poucos sabem que quem criou esse sistema padronizado de versionamento foi ninguém menos que Linus Torvals, o próprio criador do Linux, com o propósito original de padronizar e controlar o versionamento de código do Linux. Hoje é simplesmente o padrão de mercado para versionamento de QUALQUER software.

Gente, padronização fortalece qualquer ideia de projeto!

Algo semelhante no Linux seria sem dúvida incrível. Um dos maiores motivos que matam a aceitação do Linux no mundo todo é exatamente a fragmentação, assim como aconteceu e foi superada pelo Android.

Mas, no meu ponto de vista, a comunidade Linux é muito vaidosa e cheia de ego pra vencer essa fraqueza. E estou falando como um total fã de Linux que não usa outros SO a menos que seja obrigado.

Não entendo qual o problema da comunidade que prefere criar uma nova distro ao invés de contribuir com uma já existente. Ou de comunidades que são tão fechadas e religiosas em suas imposições que não aceitam ideias novas e diferentes para enriquecer o projeto.

Aaahhh sim, isso acontece muito! O mundo Linux está cheio disso! Cabeças duras, ego e vaidade são praticamente os maiores motivos do surgimento de novas distros quase todos os dias.

O mundo Linux parece estar apoiado em sua grande maioria por ideias de que “eu acho e eu quero que um SO seja assim e o resto é resto”. Curiosamente, geralmente essas ideais são bem opostas ao que tem grande aceitação de mercado e dos usuários no mundo todo.

A exceção me parece ser exatamente das empresas sérias que trabalham em grandes distros e comunidades de distros mais maduras, os quais parecem estar atentos às tendências de mercado e preferências da MAIORIA de usuários, e não de preferências pessoais de pequenos grupos.

O que mais se encontra pela Internet sobre Linux é comparações entre diferenças e muitos fóruns de “gerra infinita” com discussões onde cada um tenta convencer os outros de que sua distro favorita de estimação é melhor do que todas as outras “mancas e sarnentas”. Inclusive aqui neste fórum. Inclusive aqui, neste tópico!

Não há nada pior para o mundo Linux! As distros que tem maior aceitação de mercado no mundo são as que tem maior força de padronização. Ponto.

Ainda bem, que as grandes mentes envolvidas com Linux no mundo não são como as pequenas cheias de ideias vaidosas nas comunidades. Grandes nomes do mundo Linux já falam sobre padronização e espero que isso cause resultados.

Para saber mais, confira o link:

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Na verdade o ponto chave não é a interface gráfica. Isso e apenas um mero detalhe.

Interfaces gráficas poderiam continuar sendo opções. No Arch/Manjaro, por exemplo, você pode instalar qualquer interface gráfica que quiser entre todas as existentes atualmente, mas por trás delas, o sistema continua sendo o mesmo e funcionando da mesma forma.

E é este o ponto crítico, a forma como cada distro Linux funciona, a base sobre a qual um desenvolvedor ou empresa precisa entender pra conseguir entregar um software funcionando nela.

Entendeu?

Seria bom se TODAS as distro Linux tivessem um mesmo sistema de distribuição/instalação/atualização de software em comum.

Assim como em TODOS os Windows ou Android. Independente do fabricante que te entrega o sistema funcionando em um dispositivo, a distribuição/instalação/atualização de software/apps é sempre a mesma.

E olha que se você pegar Android de fabricantes de celular diferentes, as personalizações de interface gráfica podem até fazer parecer que são Android totalmente diferentes um do outro. Mas pelo menos 90% dos apps que estão disponíveis na loja vão funcionar na maioria dos Android atuais.

Sacou?

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Facilidade e praticidade é a chave… !! O Android não chegou onde está à toa… as pessoas se habituaram a ele naturalmente e até mesmo quando alguém adquire um TV-Box (que não passa de um Android modificado), em poucos minutos acaba operando sem a menor dificuldade

O que vejo no mundo Linux é que muitos tem a “Sindrome de Elliot”… acham que pra ser bom tem que ser difícil… e é essa dificuldade que tem que ser afastada do usuário final… pouco me importa se é o zero ou o 1 que vem primeiro no código binário… o que me interessa é ter um sistema estável, prático e rápido para executar o meu trabalho com eficiência e não me deixar na mão…

Já a variedade de interfaces eu acho importante… nem todos tem $$$ p/ investir em um equipamento mais moderno… e nesses casos o uso de uma interface XFCE é essencial…

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A síndrome de Eliot é justamente o que atrai as pessoas para o Linux, atualmente, pode tentar justificar como for, mas essa é a realidade.

Usuários finais, que na verdade nem existem de fato no Linux, porque poucos usam de verdade, a maioria só testa e parte pra outra distro em seguida, não são considerados justamente por conta disso.

Quem usa Linux de fato, são usuários avançados e provavelmente a coisa vai continuar dessa forma, por isso não há padronização que perdure.

Creio q esses dois artigos da ZDNet (e nao as postagens de copy paste do google tradutor de certos sites por ai kkkkk), possa dar uma “incrementada” e trazer pontos bem interessantes para “fora da bolha Linux”!!! The future of Linux desktop application delivery is Flatpak and Snap | ZDNet e We could still have a 'Year of the Linux desktop' | ZDNet