Vantagens entre ubuntu e kubuntu

oii gnt!!

alguem poderia me explicar as vantagens e desvantagens de usar o ubuntu ou o kubuntu?

quero usar para programar

obrigadaaa

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Ubuntu usa Gnome, Kubuntu usa KDE. Essa é a diferença

Questão de gosto pessoal, como dito acima; ambos são o Ubuntu, com o mesmo “motor” digamos assim. Vc terá no geral a mesma versão de kernel, drives e a mesma lista de softwares do Ubuntu. Mas terá a opção de escolher o ambiente que se agrade mais.

O Ubuntu padrão vem com Gnome, então no geral, tem mais usuários e consequentemente mais postagens nos blogs e fóruns. O Kubuntu é uma flavor (sabor) oficial do Ubuntu, com o mesmo suporte e cronograma de lançamentos para novas versões.

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oii gnt!! bom dia!!

estou instalando o ubuntu e o kubuntu para experimentar.

alguém saberia me dizer por que o kubuntu que tem o KDE parece ser mais leve e rápido que o ubuntu?

não entendo porque o kubuntu parece ser mais rápido mesmo ele parecendo ter mais coisas e mais opções.

será que fiz alguma coisa errada???

meu notebook Ă© um pouco antigo com um processador i5.

se alguém puder me explicar o motivo.

obrigadaa

Voce poderia ter colocado essa duvida no outro tĂłpico que vc abriu

Eu acho o KDE (Plasma) mais leve que o ambiente Gnome, mas ambos seriam DE’s não focadas em computadores muito simples. Eu tenho o Plasma (KDE) instalado em dois notebooks, o mais antigo, é um Core i3 de 6° geração, neste se nota alguns engasgos, mas no outro, um I3 de 10° geração, roda muito liso.

Não fez nada de errado não, Carol. O ambiente KDE Plasma é bem otimizado…

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Se você conseguir mais informações sobre o Hardware dele e colocar aqui, facilitará mais para o pessoal da comunidade.

O KDE é maia flexível nesse sentido. Ele pode ficar bem leve ou extremamente pesado, vai da tua customização. O Gnome já é pesado por padrão

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tendiii

e tem algum motivo o gnomo ser mais pesado por padrão, já que ele é mais simples?

Se você procura uma interface realmente leve, vale pesquisar sobre XFCE, LXDE e LXQt — essas sim são opções com foco em leveza de verdade.

Sobre o KDE ser mais leve que o GNOME, eu sempre tive a impressão de que o KDE era um devorador de memória, mas não sirvo muito de base: faz anos que não uso KDE e também não me adapto ao GNOME.

Visualmente, sempre achei o KDE meio quadrado demais, com menus confusos. Já o GNOME é mais bonito, porém não gosto da linha minimalista que seguiram, com aplicativos quase sem opções de configuração.

Outra coisa que me incomoda bastante é misturar Qt e GTK no mesmo sistema. Para mim, ou se escolhe uma linha ou outra. Vejo muita gente dizendo que é “o melhor dos dois mundos”, mas, pessoalmente, acho que não compensa: além de consumir mais memória, o visual do sistema costuma ficar inconsistente, com janelas e ícones diferentes.

Se o foco é leveza, as melhores opções continuam sendo XFCE, LXDE e o LXQt, que é o sucessor do LXDE e traz um visual mais moderno mantendo o consumo baixo — ideal para quem quer algo simples, mas atualizado.

Qual escolher? O ideal é experimentar. Use por um tempo o KDE, depois o GNOME — são interfaces mais amigáveis para quem está começando — e depois teste o XFCE, o LXDE e o LXQt. No fim, você vai descobrir o que encaixa melhor no seu fluxo de trabalho.

Isso Ă© algo muito pessoal. Essa jornada Ă© sua! :face_with_peeking_eye: :grin:

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Salve, @carol

O Gnome segue mais a “lógica” do celular, e outros dispositivos que também têm tela pequena, ou “não muito grande”. – Uma lógica voltada para “ícones” (em vez de texto). – Essa “lógica” é simplificar, de modo que a pessoa olha, vê logo o que procura, abre, e já pode se concentrar no trabalho que pretende fazer – “sem distrações”, sem perder tempo etc., como dizem as pessoas.

Essa simplicidade tem um preço: – Não dá para ficar mexendo e alterando tudo. – É a mesma coisa do celular, onde o usuário não pode mudar quase nada, e por isso, zilhões de pessoas podem usar, sem dificuldade. Quem aprende a usar 1 celular Android, pode usar qualquer outro celular Android, de qualquer marca – e acredito que achará muito “natural” um PC com Gnome.

Quem quiser alterar o Gnome terá de instalar “extensões” – que não são “oficiais” – e não têm suporte garantido pelo Gnome.

O KDE segue outra “lógica” – onde tudo pode ser mudado, alterado, configurado – usando apenas os “módulos” que fazem parte do próprio KDE.

Muitas pessoas acham isso horrível – ter 300 zilhões de configurações. – Um labirinto! – Muita gente acaba se perdendo… e às vezes conseguem “quebrar o brinquedo”.

Eu tinha um caderno onde anotava as configurações do PC e do Windows (que volta e meia precisava “zerar” e instalar tudo de novo). – Comecei a anotar as configurações que eu fazia no KDE – e até hoje nunca consegui quebrar o brinquedo.

Imagine, se 1 bilhão de pessoas, 3 bilhões de pessoas, precisassem ter um caderno para anotar as configurações que fazem num celular. Não ia dar muito certo. Qualquer criança aprende a usar celular, antes mesmo, de aprender a escrever.

Como pode ver, Gnome e KDE seguem 2 “filosofias” muito diferentes. – O KDE oferece muito mais “liberdade” (como o próprio “Linux”) – mas “liberdade” pode dar dor-de-cabeça, dúvidas, angústia, insegurança, com tantas escolhas que se podem fazer – e tantas consequências, que no começo a gente ainda não sabe quais poderão ser.

É claro que um usuário pode instalar uma tonelada de “extensões” no Gnome – e outro usuário pode usar o KDE, sem mexer em nada logo de início.

Existem alguns DEs que foram criados a partir de antigas versões do Gnome – quando um grupo de pessoas não gostava das novas versões, e faziam uma “ramificação” – um “fork” (de forquilha). – Numa dessas “divergências”, criaram o MATE. Em outra “divergência”, criaram o Cinnamon.

MATE e Cinnamon guardam alguns aspectos de antigas versões do Gnome – porém, permitem configurar muitas coisas – embora não tanto quanto o KDE.

Houve algumas “divergências” contra algumas evoluções do KDE – uma delas, acho que se chama Trinity – mas nunca se tornou muito popular.

Outros DEs foram criados com o objetivo de serem “leves” (para computadores antigos ou fracos) – como o caso do Xfce e do LXDE. – Este último deu origem ao LXQt.

Uma coisa importante (que eu não entendo muito bem, porque não sou técnico, nem desenvolvedor), é que o Gnome usa bibliotecas GTK – enquanto o KDE usa bibliotecas Qt:

No início, houve muita resistência ao uso do Qt – pois não era “livre”, embora a empresa proprietária prometesse permitir seu uso, para sempre. – Não acompanho esses babados, mas parece que até hoje não houve problemas com isso:

Acho (alguém me corrija se eu estiver errado) que MATE, Cinnamon, Xfce e LXDE usam GTK. – O LXQt é uma “ramificação” (fork) usando Qt.

Um DE não é só “visual”. – Cada DE oferece um conjunto de aplicativos básicos, como gerenciador de arquivos, bloco de notas, captura de tela, visualizador de imagens etc. – O KDE é o que oferece o maior conjunto de aplicativos “próprios”, e eu gosto muito do modo como eles se integram uns com os outros.

Infelizmente, alguns aplicativos fundamentais – que não fazem parte de nenhum DE – são feitos em GTK:

  • LibreOffice
  • Gimp
  • Firefox, Chrome

Estes, não se integram tão bem no ambiente KDE (por exemplo, os diálogos para salvar ou abrir arquivos). – O LibreOffice e os navegadores têm módulos para se ajustarem ao KDE. – No caso do Gimp, a diferença é mais visível. – Mas, dá para viver, usar, trabalhar, sem grandes incômodos… porque não me preocupo demais com a “aparência”, nem com pequenas minúcias.

Teoricamente, você poderia sair do Kubuntu com vários aplicativos abertos, e no dia seguinte, inicializar o PC, e encontrar todos os mesmos aplicativos abertos, com os mesmos arquivos, do mesmo jeito (basta fazer 3 ou 4 configurações) – mas isso não vai dar certo com o LibreOffice, o Gimp, o Chrome.

Nunca usei Gnome, então não posso avaliar essa diferença.

Mas o KDE também pode ficar “meio devagar” – se o usuário (ou a distro) instalar e ativar muitos “módulos” – e o PC for meio antigo (CPU), ou meio fraquinho (RAM).

Eu já tive problemas desse tipo, com o Kubuntu, no meu antigo PC (2 x Core2 Duo, com 4 GB RAM) – até que aprendi a desativar / remover / não instalar o “Personal Information Management” (PIM) – que é ótimo para organizar 1.001 coisas… mas consome muitos recursos (e eu prefiro, eu mesmo organizar minhas coisas).

Ao instalar o Kubuntu, você tem a opção de incluir ou excluir a suíte PIM. – O KDE Neon, que é um Buntu LTS oferecido pela própria fundação KDE e.V., não inclui o PIM na sua instalação.

Que eu saiba, o Debian, o Fedora, o openSUSE, o Mageia (entre outros) incluem o PIM na sua instalação padrão. – Sei disso, porque tive o trabalho de desinstalar o PIM nessas distros.

O KDE já teve fama de ser “pesadão” – acredito que por causa do PIM, e de outras suítes que antecederam o PIM. – O KDE Neon, oferecido pela própria fundação KDE e.V. mostrou que não precisava ser assim. – Hoje, o Kubuntu oferece a opção de instalação sem o PIM.

Simplicidade não significa, sempre, leveza. – Um relógio de pulso é complexo, mas pesa menos do que um copo, ou um prato… :wink:

Não posso falar do Gnome, que nunca usei – mas como disse antes, o KDE também pode ser pesadão.

Além do PIM, específico do KDE, existem muitos outros “módulos”, que não são do Gnome nem do KDE: – São opções de cada distro, ao montar sua “distribuição Linux”. – Quanto mais “serviços” uma distro bota em funcionamento por baixo do capô, mais usará CPU e RAM.

O Mageia, por exemplo, tem um serviço de segurança, chamado MSEC, que usa e abusa de recursos. – Desativei 99% do MSEC – mas mesmo assim, preciso esperar uns 2 ou 3 minutos, depois do boot, antes de conseguir abrir qualquer aplicativo no Mageia. (Isso não acontecia, até uns 2 ou 4 anos atrás).

O instalador do openSUSE me ofereceu um conjunto completo de “instantâneos” (snapshots) e serviços relacionados a eles, em sistema de arquivos BtrFS. – Após o boot, vejo muita atividade de manutenção do BtrFS e do Snapper. – Isso deixava o openSUSE meio lento logo após o boot, no meu antigo PC; mas no meu PC atual (i5 9400, com 16 GB RAM), não fica tão lento.

Além disso, várias distros costumam usar “padrões”, que fazem instalar (e ativar) mil pacotes, que talvez o usuário não precise. Chama-se “bloat” (inchaço). – Ao instalar o openSUSE, pode-se desativar esses “patterns”. No Debian, pode-se optar pela instalação “no osso”, e depois acrescentar só o que se deseja. – Depois que a gente se familiariza mais com o Linux, pode-se instalar o mínimo básico do Arch ou do Void, e depois acrescentar só o que realmente queremos. – O PCLinuxOS tem uma ISO padrão, mas também tem uma ISO “Darkstar” que faz uma instalação bem mais enxuta.

Com essas diferenças, de uma distro para outra, o consumo de Memória RAM (por exemplo), pode aumentar 40%, da distro mais leve para a mais pesada – todas, com KDE:

2025-11-26

Uso inicial de RAM:

PCLinuxOS	 959 MiB     (instalação nova)
Void     	1074 MiB
Mageia   	1107 MiB
Mint     	1140 MiB
PCLinuxOS	1144 MiB     (instalação antiga)
MXLinux  	1176 MiB
Arch     	1178 MiB
Debian   	1327 MiB
openSUSE 	1328 MiB
Fedora   	1343 MiB
Kubuntu  	1353 MiB

No meu antigo PC, o Kubuntu também tinha momentos em que ficava “devagar, quase travando” – por exemplo, quando verificava se havia atualizações (4 vezes ao dia!), depois atualizava o filtro do Synaptic (apt-xapian-index) – ou então, quando baixava e instalava “atualizações de segurança”, silenciosamente, sem perguntar e sem avisar.

Acontecia a qualquer momento – em geral, nos piores momentos: – De repente, o Kubuntu ficava devagar, quase travando.

Desde aquela época, fui me acostumando a desativar essa “verificação de atualizações”, essas “atualizações de segurança” e, principalmente, aquele popup que explodia na minha cara, como se eu tivesse de parar tudo, e sair correndo pra obedecer às ordens da “notificação”. – Até hoje, costumo remover o PackageKit – que aciona o apt do Debian / Buntus, o zypper do openSUSE, o dnf do Fedora etc. Com isso, vai-se embora também o Plasma Discover, aquela “lojinha” bonitinha, colorida, igual mostruário de balinhas e doces do caixa da padaria.

  • O Discover usa o PackageKit, que usa o apt, ou o dnf etc. – Prefiro usar diretamente o gerenciador de pacotes e atualizações de cada distro – ou o Synaptic, que Ă© praticamente, o prĂłprio apt, sĂł que em formato gráfico (meio antigĂŁo).

Uma vez por semana (em geral, aos Domingos), eu rodo o apt update, pra verificar as atualizações, o estado dos repositórios, o estado da conexão – depois uso o Synaptic para atualizar tudo. – Não leva nem 5 minutos – mesmo parando pra ver se tem Kernel velho para remover:

Faço isso no Kubuntu, Mint (com KDE), Debian, MX Linux, e no PCLinuxOS “antigo”.

Nas outras distros, uso apenas os comandos: – zypper no openSUSE, pacman no Arch, dnf no Fedora e no PCLinuxOS “novo”, urpmi no Mageia, xbps no Void.

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Ubuntu é a versão principal, recebe mais atenção da empresa desenvolvedora, a Canonical. Se estivermos falando da versão LTS, o Ubuntu tem 5 anos de suporte e isso significa que haverão atualizações de segurança por cinco anos, se optar pelo Ubuntu Pro (uma espécie de assinatura, mas gratuita para quem tem poucos computadores) pode-se receber atualizações de segurança por 10 anos.

Já o Kubuntu, mesmo em sua versão LTS, tem suporte por 3 anos. Você consegue continuar usando pelo suporte LTS do Ubuntu e até usar o Ubuntu Pro, porém não estão garantidas atualizações de segurança do KDE e suas aplicações após 3 anos.

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