Urna Eletrônica do TSE

Para aqueles que querem conhecer melhor sobre as urnas eletrônicas.

Linux aparece em 12:55

Hardware

O design original da urna eletrônica já passou por diversas revisões e atualizações, mas a versão atual (modelo UE2000) é fabricado pela empresa brasileira FIC Brasil. A parte chutável dos componentes é composta pelo terminal de votação (a urna propriamente dita) e um terminal de atendimento.

O terminal de votação pode fazer qualquer calculadora científica atual se roer de inveja: ele conta com um processador X86, 256 MB de memória RAM, um visor de LCD e interfaces USB, Serial, SmartCard, PS/2 e CompactFlash. Poderoso, não? Já o terminal de atendimento tem um leitor biométrico e um teclado, através do qual o mesário ativa o modo de votação.

Software

Já a parte que se xinga da urna é composta de uma versão do sistema Linux criada por uma empresa autorizada pelo TSE. 180 dias antes das eleições, esse código é liberado para membros dos partidos políticos, da OAB e do Ministério Público, que o fuçam de cabo a rabo, procurando por bugs e falhas para reportarem ao tribunal. Até 20 dias antes das eleições, o código final é apresentado novamente, junto com os manuais, documentação e executáveis. As hashes de todos os sistemas também são apresentadas aos membros e publicadas na internet, para verificação da assinatura digital dos arquivos.

Antes das eleições começarem, os dados da zona e da sessão eleitoral em que a urna está são carregados nela, além de dados dos futuros políticos ladr— perdão, candidatos. Os dados da votação são gravados com criptografia em um cartão CompactFlash e extraídos no final do processo para um pendrive USB. Dentro do pendrive ficam gravados um boletim da urna, o registro digital do voto, dados de quem não foi votar (para aplicarem a multa, claro), justificativas e arquivo de log. Porque afinal de contas, tudo precisa de um log.

Fonte: Tecnoblog

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Plataforma de software utilizada foi batizada de Uenux

Fonte: Debate sobre conquistas adquiridas com o uso do Linux na urna encerra seminário no TSE — Tribunal Superior Eleitoral

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Ainda sobre o assunto, recomendo (muito) o episódio 146 do Podcast Segurança Legal, em que eles avaliam a segurança da urna eletrônica para as eleições passadas (e te deixam meio noiado sobre o assunto)
https://www.segurancalegal.com/2018/03/episodio-146-a-seguranca-da-urna-eletronica-nas-eleicoes-de-2018/

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Vou ouvir esse podcast depois, confesso que não conhecia.

Agora, uma coisa que tenho visto/ouvido e acho muito, muito estranho é essa reclamação e paranoia toda em relação as urnas. O que o pessoal quer? Que a gente volte a usar cédulas de papel? Que a gente marque nosso voto em um pedaço de “pedregulho” (tipo Flinstones)? Muitos países do mundo já se atentaram para esse nosso modelo de urnas eletrônicas. Até entendo a preocupação das pessoas, porém, vejo mais gente reclamando que ajudando em possíveis melhorias nas urnas ou mesmo em outro sistema de votação que pudesse ser mais segura. Enfim, é apenas minha opinião.

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Pois é, entidades do mundo já testaram e aprovaram a credibilidade das urnas brasileiras. Todavia vivemos uma época nebulosa de anti-intelectualismo, desinformação e pseudo-conhecimento em favor de hipóteses conspiratórias. Temos que lutar contra esse presente de trevas. Claro que nenhum sistema é imune à falhas, mas, é por isso que existem as atualizações. Certamente votar em cédulas de papel seria um retrocesso, o melhor será o aperfeiçoamento continuo do sistema somado à um sistema redundante de comprovação de votos, algo como um recibo de votação. Proposta de novos hardwares e softwares não faltam.

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Eu particularmente não gosto de um sistema de votação exclusivamente digital, sem um registro físico do voto. O ideal o que iria entrar nas eleições de 2018 que era essa aqui se eu nao me engano. Ela tem o voto digital e um registro físico do voto, e permite conferir o que a pessoa votou

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Ignorem o titulo kkkk

Senhores, antes de mais nada, apesar de ter só 9 anos eu vi a confusão que foi a eleição de 89 e como as primeiras eleições automatizadas melhoraram muito o sistema. Entretanto o sistema não é perfeito e o próprio TSE não permite testes extensos na plataforma. Recomendo muito a audição do podcast e vocês poderão ver que os argumentos do professor Diego Aranha são bem embasados. Ele participou de 3 ou 4 edições dos esquemas de avaliação da segurança da urna e fez diversas sugestões de melhoria.

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O problema escancarado disso é não ter mais sigilo do voto e além disso facilitar assim como era antigamente o voto de cabresto.

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Urnas eletrônicas são passíveis de vulnerabilidades como qualquer tecnologia, e o TSE não é lá muito fã de ter seus métodos questionados, mas enfim, de qualquer maneira isso não significa que a volta do voto impresso seria a solução (A História recente já mostra isso).
Na verdade o maior problema das eleições na minha visão é antes, é como o voto pode ser influenciado na era da IA, bigdata e redes sociais.
O caso da Cambridge Analytica é um exemplo disso, isso sim é o motivo de maior preocupação!

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O votos TEORICAMENTE são embaralhados a cada votação de um novo eleitor e não estão conectados de forma alguma com os seus dados. Então o sigilo acredito que seja maior.

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Eu acredito que se utilizassem a verificação do SHA256SUM e do MD5SUM, não haveria a necessidade de deslocamento dos equipamentos físicos, sendo estes utilizados para prova de conferência. Não há como haver modificação de arquivos sem a alteração destas informações.

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Parece que o que foi verificado na época, é que a assinatura de algumas bibliotecas não são verificadas e foi possível injetar um código dentro do binário da urna, outro problema é que as chaves de criptografia são fixadas dentro do código fonte, além de usar uma criptografia modificada pela equipe do TSE (Talvez com a ajuda da ABIN). Enfim, problemas existem, não seriam fáceis de explorar, talvez bagunçar uma urna ou outra, mas na totalidade precisaria do envolvimento de gente de dentro do TSE. De qualquer forma a auditoria da urna não é uma coisa simples, muito por culpa do próprio TSE, que não deixa o processo transparente, burocratiza ao máximo. Tudo poderia ser facilitado se um recibo impresso fosse fornecido ao eleitor, tornaria o processo mais transparente, mas transparência e governo são palavras que quase nunca estão na mesma frase.

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Hoje eu tenho a plena certeza que se há alguma fraude nas eleições, o TSE está intimamente envolvido… Antigamente existiam as histórias de trocas de urnas, mas hoje tem que haver muito mais pessoas envolvidas…