Uma coisa que afasta novos usuários do linux

Eu nem sei, pode me explicar? :sweat_smile:

Posso tentar. Seja “/arvore” uma árvore-de-diretórios criada em 01/01/2001, com “/arvore/link” sendo ligação simbólica para o volume NFS com 10 terabytes de dados, montado em “/nfs/10_terabytes” e “/arvore/financeiro”, um subdiretório com arquivos do departamento de finanças, de propriedade de diferentes usuários e grupos, se eu copiar “/arvore” para “/becape” pelo Thunar, ele vai seguir a ligação simbólica, esgotando o espaço do volume montado em “/becape” e falhando os trabalhos de outros colegas no processo? Se eu copiar pelo Thunar, ele vai preservar atributos, como propriedade e as datas de criação, evitando dores de cabeça com usuários que se guiam por esses metadados para controlar o próprio trabalho?

Esse tipo de coisa, fazendo via linha de comando, pode ser controlada por uma ou duas flags do comando cp (vide man cp na seção 1). Essa delicadeza pode não existir quando o usuário manuseia seus próprios arquivos, mas muda de figura quando se faz alterações na raiz.

Claro, talvez pensando na vida do usuário doméstico, tudo isso seja besteira, mas um sistema baseado em Linux cobre muito casos de utilização.

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Na verdade, atualmente o desenvolvimento do Linux é feito majoritariamente por empresas e não mais por voluntários.

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Mas desenvolvimento comunitario e justamente isso. Entenda comunitario como a união de varias pessoas, dentre elas, as empresas tambem.

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As empresas contribuem com aquilo que impacta diretamente o negócio delas. O Linux não é tão forte no desktop, então acho que você pode tirar conclusões bastante óbvias sobre o destino das doações.

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Na maioria das vezes, é um problema simples que é resolvível apenas com a edição/adição de um arquivo de texto, coisa que dá para fazer com um gerenciador de arquivos e editor de texto.

Aqui um exemplo de problema que não precisaria de nada demais. Eu falaria para o indivíduo abrir o gerenciador de arquivos no modo root, ir até a pasta /etc/X11/, criar a pasta xorg.conf.d (pelo menos comigo essa pasta não existia ainda) e dentro desta criar o arquivo de texto 20-intel.conf com o devido código.
Imagine explicar isso para o modo terminal.

cd /etc/X11/
mkdir xorg.conf.d
cd xorg.conf.d
cat 20-intel.conf

<escreve ou copia todo o código>
<Ctrl D>

Pra gente, pode até ser um negócio trivial, mas para o usuário comum… sem contar que aumenta as chances do usuário comum fazer alguma merda.

Sim, pode ter coisas que são mais indicadas de serem feitas pelo terminal por conta da quantidade de informações oferecidas, mas, na maioria dos casos, a alternativa com interface gráfica é o suficiente.

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O usuário comum não deve precisar criar regras de configurações para o X.

Essa linha de raciocínio e discurso é que resume a fama de toxicidade que a comunidade do software livre tem.

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Não até o momento que ele está sofrendo com screen tearing e a solução que ele encontra é criar o arquivo /etc/X11/xorg.conf.d/20-intel.conf na partição raiz :slight_smile:
Felizmente eu não tive esse problema em atualizações da versão LTS mais recente do *ubuntu (20.04.1 e 20.04.2)

Lógico que não defendo que o usuário fique brincando com a partição raiz. E convenhamos, assim como as pessoas comuns não ficam futucando na pasta C:\Windows, nenhum usuário comum irá ficar de bobeira na partição raiz /, a não ser que tenha um bom motivo. Se o indivíduo é curioso além da conta, é de se esperar que ele esteja ciente dos riscos e tenha compreensão se o seu sistema quebrar de alguma forma.

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Depende, ele pode estar passando por problemas de screen tearing, etc…

Ela não é tóxica, ela simplesmente não vive em função de escrever código em prol de quem diz que ela é tóxica. Simples assim.

Não deve precisar. Se precisa, é porque tem algo errado em outro componente. Nenhuma distribuição é monolítica. Isso também faz parte do modelo. Quem não concorda pode usar outro sistema operacional.

Não entendi seu ponto. Meu problema foi resolvido justamente porque criei o arquivo /etc/X11/xorg.conf.d/20-intel.conf, uma solução bastante simples.

Quer dizer então que eu deveria abrir mão do Linux por conta de um problema facilmente resolvível?

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Se a solução que ele encontra e editar o xorg.conf, e porque o problema era no Xorg, permita-me discordar de você.

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Você acabou de dizer que uma pessoa não deve ter o direito de usar o PC dela como quiser caso não domine ferramentas avançadas do sistema operacional. Essa é literalmente a definição de comunidade tóxica. A comunidade querer ditar como as pessoas devem ou não usar seus próprios PCs.

Comunidade Arch se negando a ajudar quem usa script para instalar o OS, devel implementando funcionalidade propositalmente para evitar que usuários usem o PC como querem (veja que é a situação oposta do que você falou, os deles GASTAM tempo e recurso para IMPEDIR usuários de realizarem tarefas ou mitigarem problemas). Isso que só citei exemplos de comunidade tóxica, exemplos desse tipo de atitude não faltam no mundo GNU.

Errado, eu disse que, tanto quanto ela tem direito, quem escreve código e desenvolve também tem. Forka ou patcheia na mão e seja feliz!

Essa solução exige conhecimentos avançados, logo, não é ideal e, por isso, colide com os princípios de governança de projetos como o KDE.

O trecho em negrito mostra exatamente o que eu falei: “Domine o sistema tão bem quanto quem o desenvolveu e somente assim você terá seu direito de usar o PC como quiser, caso contrário, cala a boca e engole o choro que ninguém quer você aqui!”

Você pregou liberdade. Quem desenvolve tem a liberdade de não ser seu escravo.

Uma coisa que você consegue fazer com poucos cliques, exige conhecimentos avançados? :thinking: E so abrir o Gerenciador de Arquivos como Root e criar o arquivo /etc/X11/xorg.conf.d/20-intel.conf na partição raiz, simples.