Uma coisa que afasta novos usuários do linux

Quem aqui se deparou com essa situação e pensou “Isso deixa uma má impressão para quem está chegando ao linux”
Você vai abrir um programa, ele não abre aí você pensa:Vou tentar abrir ele pelo terminal para ver se aparece alguma mensagem de erro e a partir dela tentar solucionar ou usar ela para reportar ao desenvolvedor do programa
Então você pega a mensagem de erro, entra no site do desenvolvedor e abre um chamado na sessão de reportar bugs e aí alguém te responde com os seguintes: " Informação insuficiente, Informação insuficiente e reclamação fechada ou Obtenha mais detalhes técnicos do problema e volte abrir o chamado ou ainda respondem: Baixe os fontes do programa, habilite os simbolos e faça uma depuração para coletar mais detalhes
Você pensa: “Peraí, eu sou um usuário do sistema e não um programador !!”
Já me deparei várias vezes com essa situação tentando reportar bugs e como você não pode e nem deveria ter que ficar debugando programa com erro você tem que rezar para o desenvolvedor resolver e rezar para ser logo
Acho que isso afasta um usuário que está tentando o linux pois ele fica com a impressão que o sistema não é voltado para um usuário normal doméstico e sim para programadores e pode voltar para o windows por causa disso

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:wave:t2: Isso eu concordo com você mas temos um detalhe a analisar ae, Valor e quem está no Controle:

Sistemas Operacionais Pagos como:
Mac e o Windows tem custos em $$ para os usuários se usado legalmente, ou seja a mão de obra dos profissionais da área já estão incluso nestes valores, além de que eles dão menas liberdade para os usuários modificarem os Sistemas. Tudo que é permitido modificar pelo usuário já esta funcionando, se por ventura der erro então eles tem o controle mais facil para consertar. Eles tem o controle, é como se fosse um carro automático. Isso chama-se Ecossistema. Qual é a “desvantagem” disto: consumo de hardware, ram, armazenamento interno, cpu, bateria etc… A “vantagem” é que funciona

Sistemas Operacionais Gratuitos Prontos como:
Ubuntu, Pop!_OS, Mint não tem necessariamente profissionais da área já pagos, os sistemas deixam os usuários fazerem mais modificações, porém estas modificações pode ser mais dificil de achar pois não tem um padrão. Então o controle já passa para nós. É como se fosse um carro manual pronto. A “desvantagem” os usuários tem de correr atrás. A “vantagem” consome menos hardware, ram, armazenamento interno, cpu, etc…

Sistemas Operacionais Manuais como:
Arch, Gentoo, LFS daí é parecido com os Gratuitos Prontos porém fabricamos os carros.
O Arch pegamos o Motor pronto, Tanque de Combustivel Pronto, Carcaça Pronta, Chassi Pronto e vamos unindo.
O Gentoo fabricamos o Motor, Tanque de Combustivel, Carcaça, Chassi etc…
O LFS então fabricamos a matéria prima para fabricar o Motor, Tanque de Combustivel, Carcaça, Chassi etc…
São Sistemas Operacionais mais indicados para estudos, pois no final eles irão funcionar igual o Pop!_OS, Ubuntu, Mint, etc…

Por isso, tudo tem vantagens e desvantagens… Eu concordo o usuário final que é um médico vai precisar mais que funcione o Sistema Operacional, a ocupação dele é outra, a profissão dele é ser Médico.

Finalizando é tudo questão de quem está no Controle:
Se queremos ter mais controle num Sistema Operacional, mais trabalho vamos ter. Carro Manual.
Se as empresas tem mais controle do Sistema Operacional, menos trabalho iremos ter. Carro Automático.

Edited:
Comparando Sistema Operacional com Carros.
Ubuntu, Pop!_OS, Mint, etc: O usuário pode pular da 3rd marcha para a 5th marcha afim de “economizar” combustivel. Será que isso é bom? Será que vai ter problemas futuros? Como que a Honda vai saber que o erro de quebra de marcha foi porque trocou de 3rd para 5th? Difícil prever como bilhões de usuários trocam de marcha… Mas tudo isso economiza combustivel.

Windows e Mac: O usuário nunca vai conseguir trocar da 3rd marcha para a 5th marcha, o “Sistema Operacional” não vai deixar. Então fica mais fácil achar o erro dentro do carro. Mas tudo isso “gasta” mais combutivel, ainda…
Edited/

:pray:t2:

Não é bem um problema de Linux, mas de open-source em geral (e uma variação do velho problema de lidar com gente). Usuários de Windows que usam bastante open-source, ou mesmo programas fechados com os quais eles têm um contato direto o programador para reportar bugs (vejo isso muito entre usuários de emuladores) relatam o mesmo. Tem programador que só está preocupado se o programa atende ele, e que você faça o máximo de trabalho possível para funcionar para você.

Por outro lado, tem programador que fez de tudo e não consegue fazer o bug aparecer na máquina dele. Fazer uma sessão de assistência remota não é lá muito prático (ou muito respeitoso com a privacidade), então é pedir pro usuário coletar o máximo de detalhes técnicos possíveis.

Sobre os 'novos usuários' (meio irrelevante)

Se essa é a primeira coisa que você pensa, e não:

  • Vou chamar o sobrinho
  • Vou perguntar na internet
  • Isso não presta e vou voltar para o Windows

Você já é um usuário mais avançado. E aplaudo por tentar contribuir para melhorar, apesar de… às vezes o responsável pelo projeto não quiser ser ajudado.

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Essa discussão ou similares volta e meia se repete nas comunidades de usuários de softwares e eu sempre dou o mesmo exemplo: eu paguei Adobe Cloud por 6 anos e nunca consertaram um bug que eu encontrei no primeiro dia de uso. Eu comprei um app que modificava a interface do Android para tablets chamado Chamaleon, vários bugs e também nunca foi corrigido.

O problema com a tratativa de reclamações e bugs não é uma exclusividade de ferramentas livres, a grande diferença que eu vejo é que: como nós (usuários) falamos direto com o desenvolvedor, acabamos levando para o lado pessoal quando somos ignorados.

Existem desenvolvedores que fazem o possível para atender a comunidade, enquanto outros, certamente possuem problemas de socialização. Isso só fica mais “visível” para usuários Linux porque normalmente não existe uma empresa ou equipe de helpdesk/sac filtrando as respostas de ambos os lados.

Como usuário, já me senti frustrado algumas vezes por querer ajudar e não conseguir. Mas, de boa intenção o inferno está cheio, não basta querer ajudar e esperar que dev “descubra” magicamente como resolver o problema.

Fazer um programa pode ser uma tarefa muito complexa e só para dar mais outra perspectiva: quantas vezes nós enviamos um elogio ou um reconhecimento para quem faz os programas que usamos?

Tem muitas camadas nessa discussão :smiley:

:vulcan_salute:

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Essa é a realidade do Linux. Acho que a única coisa que poderia ajudar é o povo ser mais amigável, entender que nem nem todo mundo é cabeça com essas coisas, e levar isso em conta na hora de ajudar.

Deve-se explicar como fazer pra obter essas informações. Essa postura que muitos tem de “você usa Linux, logo já tem que saber de tudo” é horrível. Eu não sei de muita coisa, e não tenho outra alternativa se não perguntar. Se eu receber esse tipo de resposta, qual a chance de eu simplesmente não hoppar pra outra distro ou pior, voltar pro Windows e passar a odiar Linux?

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Rapaz q raro. Uso Linux a uns 6 anos e nunca fiz nda perto disso kk. Linux é mt amplo. Uso Ubuntu a 6 anos.

É um cenário muito complexo, porque muitos usuários pensam em desenvolvedores voluntários ou independentes como fornecedores de serviço e na vasta maioria dos casos isso não é verdade.

Tanto nós usuários precisamos desenvolver paciência e quanto alguns desenvolvedores, precisam adotar métodos que possam facilitar o feedback dos usuários.

:vulcan_salute:

Sim, é de graça, e nós usamos as coisas que eles decidem compartilhar na internet. Porém, não acho que isso impeça de procurar melhorar a relação. Se alguém não responder, ou não souber responder, o usuário não poderia descer o nível, ou começar a spamar, ou algo do tipo, por exemplo. (Não que estivesse ok que o usuário fizesse isso, caso estivesse pagando.)

Eu penso que um usuário final não tem que ficar debugando software para passar detalhes em uma reclamação, tanto em windows como em linux
Eles não podem responder até muitas vezes de forma grossa que sua informação é insuficiente e você deve coletar mais dados e aí você vê que nesse “coletar mais dados” envolve conhecimento de programação, então deveriam deixar esses canais com um aviso que somente programadores podem fazer usos de tais canais
E pior que essa situação não é rara, como eu disse eu já me deparei muitas vezes com isso em sites diferentes de distros diferentes e você só quer ajudar a resolver o problema

Nada disso aconteceria (hiperbole, só resuziria bastante) se alguém gastasse 2h fazendo uma ferramenta de logging, mais ou menos como ocorre no Windows:

Abre a ferramenta de log, escolhe o app, digita o comando, escolhe o AppImage… Dá ok, a ferramenta gera um arquivo todo detalhado

Para vocês terem ideia, eu uso arch linux cinnamon todo atualizado em 2 máquinas aqui e nas duas eu não posso mais usar o gnome-system-monitor (antigamente funcionava perfeitamente) mas agora dá erro de gtk mais algumas coisas depois que esse pacote foi atualizado e tem mais gente reportando o bug aonde eu reportei
Ai tive que aprender a usar o gdb para depurar o programa (pensei, um usuário normal nem chegaria aqui), então mandei o log do gdb para o canal do gnome e aí um cara respondeu que eu tinha que baixar os fontes do programa e compilar com opção de debug e depois e somente depois tentar o gdb de novo, aí eu desisti !!!

Você disse tudo, se uma pessoa te trata mal, você pode descer ao nível dela ou preservar sua própria sanidade mental simplesmente procurando um ambiente mais saudável. Cada um faz sua escolha.

Não se trata de obrigação, mas se você indica um problema muitas vezes a única forma de corrigir é continuar contando com a sua ajuda. Na minha visão, um usuário que reporta problemas, já andou alguns degraus além do “usuário comum”.

É uma via de duas mãos, você dá informação e o desenvolvedor busca uma solução. Essa cultura de “nós ou eles” dificulta a vida de todos os lados nessa equação.

Concordo que nesse caso fica complicado, mas este me parece um caso um pouco mais avançado do que a média.

Mas só para deixar claro minha posição, não estou defendendo nenhum dos dois lados. Meu ponto é que ambos precisam aprender a fazer concessões para que as coisas fluam mais tranquilamente.

:vulcan_salute:

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Eu entendo seu ponto de vista, mas isso não é exclusivo de Linux. Uma vez fui reportar algo que poderia ser mudado no Qbittorrent e o dev disse que não dava para mudar, que era a taxa de atualização na lista de peers, o que acontece anos mais tarde, ele muda.

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Minha Opinião: Arch é Rolling Release e n é focado no usuário comum, portanto usar Arch e reclamar que o mesmo não tem a mesma experiência / estabilidade de um Ubuntu LTS por exemplo não faz muito sentido.
“Ai tive que aprender a usar o gdb para depurar o programa (pensei, um usuário normal nem chegaria aqui)”
Exato! Como vc mesmo falou um usuário comum não vai usar isso. Usuário comum vai usar um Ubuntu, POP OS ou mesmo Linux Mint.

“…aí um cara respondeu que eu tinha que baixar os fontes do programa e compilar com opção de debug e depois e somente depois tentar o gdb de novo, aí eu desisti !!!”
Vc já pensou que o Arch realmente n seja pra seu uso? Se vc procura um uso mais facilitado vá de Ubuntu, Linux Mint ou Pop OS. A não ser que o seu objetivo seja aprender mais a fundo sobre Linux e suas ferramentas, usar o Arch não vai fazer muito sentido pra vc, pois o foco dele não é ser user friendly.

Se vc reclamou q precisou compilar algo no Arch eu acho q vc n deveria estar usando essa distro pra inicio de conversa. Enfim, apenas minha opinião.
E apenas pra lembrar: Linux é o Kernel (Núcleo),mesmo que hj ele seja bem mais do que isso. O que usamos são distros (Ubuntu, Arch, Fedora e etc) e elas variam na experiência de uso. Assim como existem distribuições focadas em estabilidade (Debian) existe outras focadas em softwares novos mesmo que com alguns bugs (Rolling Release) e as meio-termo que são as LTS ou Point Releases.

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Uma opinião do outro lado:

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Já vi grandes pessoas desistirem de obras de caridade que faziam com todo amor porque o feedback era só cobranças e críticas.

A falta de gratidão pelo que recebemos e também, a falta de empatia em várias situações, certamente tem diminuído a velocidade com a qual tudo poderia estar avançando.

:vulcan_salute:

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Na verdade o “problema” do Arch é ser bleeding edge e não Rolling Release, mas o fato é que mesmo sendo Bleeding Edge ele não é nightly logo os Releases dos programas são Point Release

amigo esse lance das vezes eles pedirem mais informações quando vc reporta um bug já aconteceu comigo usando linux mint, ubuntu e não é somente porque uso o arch
se vc pegar um desenvolvedor ou algum moderador “chato” vc pode se frustrar, ele vai te tratar com descaso ou vai achar que vc é um programador que sabe depurar o programa com erro
o interessante disso é que eu vejo mais a boa vontade de outros usuários que entram na discussão do seu bug em tentar ajudar do que as pessoas que mantem a página de bugs

Eu estou participando de alguns grupos de discussão sobre Linux e fico espantado com algumas considerações que encontro na comunidade. No fundo, para muitos, o problema é que o mundo (ou o PC alheio, ou o programa, a distro…) não é exclusivamente como EU desejo. Essa postura é muito perigosa. Considero bastante autoritária. Ela exclui o outro e sobrecarrega os desenvolvedores com questões que fogem à técnica. Eu imagino que, por mais que um programa seja estável, em algum momento surgirá um bug. Não existe código perfeito e universalmente aplicável. Mesmo em seu domínio específico de aplicação, o programa será cotejado com novas modalidades de uso por parte dos usuários, ocasionando o surgimento de algum bug. Tal fato pode ser uma condição necessária, mas não é uma condição suficiente (depende de outros fatores também) para classificar um programa como falho, pois o surgimento de algum bug é algo inerente ao desenvolvimento computacional.

Em relação aos desenvolvedores de software livre (ou proprietário, dado que são funcionários da empresa), considero que eles não trabalham para mim. Tenho a impressão que alguns membros da comunidade estabelecem essa relação fantasiosa. Uma coisa é um feedback sobre um bug específico aos domínios de aplicação do programa. Eu imagino esse bug como uma falha no código ou na interação entre processos de execução (p. ex.: distro + programa). O bug não alude exclusivamente a minha experiência pessoal, visto que o desenvolvedor não tem acesso ao meu computador (p. ex.: instalei um jogo X e não funcionou). Para esses problemas existe a comunidade. Ela também serve para isso. Eu considero a comunidade como um dos grandes diferenciais do Linux.
O apaixonante do mundo Linux é a possibilidade de escolha e, a partir disso, a adequação dos programas e distros às minhas necessidades. Adequação que não será total, dado que o mundo não é simplesmente o que eu desejo. Ainda bem que não é. Existe o outro.

Não sou desenvolvedor e não trabalho na área computacional. As minhas considerações são de um simples usuário.

Uso o Pop!_OS 20.04 e tenho instalados flatpaks, snaps e appimage. Todos funcionam bem e eu estou super satisfeito. Meu sistema não dá problemas e o notebook funciona com ótima velocidade. Estou satisfeito com a minha experiência de usuário Linux. Não fiz dual boot com o Windows. No entanto, eu não desvalorizo o Windows e entendo para qual público ele serve.
Eu fiz o meu relato após ler o texto do criador do Lutris postado na discussão. As considerações do colega que originou o debate não foi o foco do que eu escrevi.

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Sua experiência é a mesma que a minha. Uso Ubuntu a muito tempo e tenho instalado flatpaks, snaps e debs e repito! Em 6 anos de uso nunca precisei reportar um bug de software sequer. Mas entendo que cada caso é um caso.

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