Um caminho que o Ubuntu poderia tomar para se tornar popular igual Android

Eu estava lendo nesse site sobre algum problemas que dificultam Linux ser usado de forma geral nos desktops e me deparei com esse comentário:

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O que a pessoa sugeriu é que a Canonical faça o que a Google fez com o Android. Selecionou uma versão do kernel (algumas versões) para manter sozinha sem interferência dos desenvolvedores do kernel. Por exemplo, tem versões do Android que usam o kernel 3.18 funcionam até hoje. A Google fez o Android evoluir usando a mesma versão do kernel. Será que seria possível fazer uma distro ‘doméstica’ assim? Um ‘Android’ dos desktops?

Pra conseguir chegar nesse ponto só precisa criar uma “cadeia de valores” ex: Canonical investe na Intel que investe no consumidor com vendas que o consumidor invista na canonical de volta comprando o produto dela
Claro que uma soma de propaganda vinda da Canonical nisso pra divulgar o “produto”… Como a própria canonical já desistiu disso a anos e resolveu aplicar onde se mais usa os softwares Linux, hoje em dia congelar o kernel para as fabricantes desenvolverem softwares proprietarios para melhorar o “hardware” no Linux acaba sendo perda de tempo… Graças a demanda
Alem de tudo pra sair dessa zona de “altenativa” e se tornar uma “solução” e necessario largar o GNU de vez e seguir algo independente

Não tem muito sentido comercial fazer isso. Não se esqueça que o cerne do negócio da Canonical são os servidores.
Aliás, é a preocupação de todas as grandes distros.

Desktop é nicho e cada vez menos tem importância, excetuando as workstations.

Google fez isso, porque pegou justamente a ponta de onde os usuários foram, que são os smartphones e outros dispositivos inteligentes.

Por exemplo, a Red Hat manteve no Enterprise Linux a mesma versão do kernel por mais de 10 anos. Acho que é algo viável em desktop.

Não importa muito o caminho que as distros no geral tomem, elas não vão se tornar populares, por que elas não foram feitas pra isso

Vai custar uma fortuna manter o kernel. Imagina o processo de backporting (portar coisas mais novas para a versão antiga) de drivers, fora os testes.

O Google pode soltar o que é basicamente um desenho de referência para uma série de fabricantes desenvolverem aparelhos com versões que já nascem mortas e não recebem atualizações, ficando o ônus totalmente para o usuário. Como o Google comercializa serviços e tem seus aparelhos de referência e toda a documentação de referência, fica blindada contra a postura negligente do mercado, principalmente de baixo custo.

No desktop, a situação é diferente. A fabricante estaria muito mais numa posição de Apple do que de Google. Estaria numa posição mais próxima da System76.

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Claro, mas isso não vai acontecer por n motivos, mas pra isso a abordagem teria que mudar drasticamente, a começar por criar uma plataforma

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