Ubuntu Unity Remix 20.04.1 LTS - A salvação para os órfãos do Unity?

Como a maioria aqui deve saber, a partir do Ubuntu 17.10, a Canonical deixou o desenvolvimento do Unity de lado e começou a trabalhar em uma migração para o GNOME, abandonando o Unity como interface de usuário.

Já tivemos projetos como o Unity eXPerience do Raul Dipeas que traziam o Ubuntu mais recente da época com o Unity7 e algumas melhorias no mesmo. Porém, o projeto foi encerrado.

Eis que surge das cinzas um projeto de flavour do Ubuntu - junto com o Ubuntu Cinnamon Remix e o Ubuntu DDE Remix, o Ubuntu Unity Remix foi trazido à tona.

Seu desenvolvimento vem do ano passado, com alguns testes e tal. Porém, com o lançamento da LTS 20.04 do Ubuntu, sua versão final foi lançada - o Ubuntu Unity Remix 20.04 LTS.

Com uma base totalmente atualizada e estável, os fãs de carteirinha do Unity não precisam mais ficar no 16.04 (eu usava ele até uns tempos atrás :smile:), e podem continuar com sua DE favorita.

Além disso, esta versão traz o Nemo do Projeto Cinnamon como gestor de arquivos (nada de Nautilus desatualizado!), e um visual moderno (o tema padrão é o Yaru, o mesmo do Ubuntu GNOME e que é muito bonito, junto ao tema de ícones Papirus).

O projeto já tem um site: Ubuntu Unity Remix, e sim, é estável o suficiente para ser usado em um ambiente de produção.

Finalizo este tópico com uma demonstração dele:

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Sinceramente eu não vejo muito futuro em uma distro com um ambiente gráfico que foi descontinuado, até porque os ambientes gráficos “principais” estão evoluindo muito rápido e a cada atualização estão mais e mais completos :confused:

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Talvez por que você não pegou a época de ouro do Unity, mas quem o usou guarda um certo carinho por ele, e são usuários mais antigos que muitas vezes nem querem essa “evolução” (falo por mim mesmo), e também foi meu primeiro contato com o mundo fora do Windows, lá em 2014/15.

As coisas que mais me atraem nele são o menu global, a economia de espaço de tela (o menu global agrupa também a headbar dos programas) e sua dash universal, algo que nunca consegui replicar em outras DEs. Fora isso, gosto muito do look-and-feel dele. Mesmo o padrão sendo meio “antiquado” (bem-vindo a 2011), com um cuidado na interface ela já bate de frente com muita DE atual.

Fora isso, o Unity8, agora nomeado Lomiri, por mais que não tenha seu desenvolvimento contínuo, provavelmente terá alguma atualização pro desktop. Quem sabe o Ubuntu Unity 22.04 LTS não venha com o Unity8 :smile:

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E um bom exemplo de DE que “parou no tempo” assim como você disse é o XFCE. Pegue as versões dos últimos 6 anos e não notará muita diferença. Porém, mesmo assim, é uma DE muito poderosa, e seus usuários a transformam em um ambiente gráfico que bate de frente com Plasma, GNOME e etc.

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O “problema” não é por não mudar muito a DE de anos para cá, e sim conforme vão aparecendo novas tecnologias, protocolos e tudo mais, como por exemplo o Wayland, aos poucos o Unity vai ficando para trás.

ACREDITO EU (não estou afirmando, podem me corrigir se estiver errado :slight_smile: ), que por ser um ambiente antigo, talvez com o tempo além de ficar para trás em questões de tecnologia, talvez não se torne mais tão estável. Por utilizar bibliotecas antigas que aos poucos não serão mais disponibilizadas.

Acho muito legal ter um projeto com um ambiente gráfico mais antigo e que muitos adoram. Acredito que mostrando para os desenvolvedores e contribuidores do projeto que há “espaço” para eles, talvez atualizem ou pelo menos mantenham o projeto atualizado para as novas tecnologias.

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Acho que esse problema pode ser “sanado” um dia com o Lomiri (fork do Unity 8, que nunca foi lançado), que já tem um time de atualizações (a mesma UBPorts que gerencia o Ubuntu Mobile hoje). Usando seu exemplo, há suporte a Wayland via Mir. Infelizmente, o Lomiri ainda não é “pronto para produção”, como dizem, então o Unity da época do 16.04 é uma escolha melhor para uma distro do dia a dia.

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Até onde eu sei, a equipe do Ubuntu Unity Remix não fez nada além de dar uma modernizada na aparência da DE, sendo que para ela valer mesmo no mercado, precisaria de uma atualização total nos códigos, até mesmo para acompanhar o desenvolvimento do Wayland, que se mostra como o futuro das bases gráficas Unix.

Sem uma atualização em toda sua estrutura de códigos, o Unity Remix não vale nada além de um belo e moderno efeito nostalgia para os fans do Ubuntu. O Gnome se desenvolveu tanto e tão bem, inclusive com o poderio de suas extensões, que um Unity viraria praticamente uma DE redundante.

É sim bem legal poder experimentar esse revivel do Unity, mas não creio que seja um projeto com futuro, ao menos que a DE seja realmente reinventada a ponto de trazer uma experiência de desktop com diferenciais relevantes para os dias atuais.

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Não sei se a comparação cabe, mas pode ser um problema semelhante ao LXDE x LXQt. Algumas distros se mantém no primeiro, o que pode gerar o mesmo problema de falta de inovação no futuro

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