O Systemd habitilou suporte experimental ao musl, uma implementação da biblioteca padrão C que funciona sobre a API de chamadas do sistema Linux, deixando de ser exclusivo para o glibc e ampliando o alcance para sistemas Linux mais leves.
Essa mudança representa uma reviravolta importante, pois até então o Systemd e o musl seguiam caminhos separados: enquanto o primeiro dependia do glibc, as distribuições baseadas em musl usavam sistemas init e gerenciadores de serviços alternativos.
Distribuições com musl não conseguiam rodar o Systemd sem ajustes significativos, ou nem conseguiam rodá-lo de forma alguma. Em vez disso, utilizavam alternativas como OpenRC, s6, runit e dinit.
Com essa inclusão, torna-se possível a experimentação com o Systemd em distribuições baseadas em musl. Embora esses projetos não tenham planos de adotá-lo, o suporte upstream elimina uma barreira histórica que dificultava as experimentações.
Essa mudança também é relevante para quem trabalha com plataformas móveis, IoT ou focadas em containers, pois o musl + Systemd possibilitam a combinação de ambos para criar configurações mais flexíveis para sistemas especializados e imagens mínimas de nuvem.
A integração do musl ao CI do Systemd permite que eventuais regressões sejam detectadas pelos desenvolvedores upstream, em vez de depender de correções downstream, tornando o musl uma consideração de primeira classe no processo de construção do Systemd.