Suporte Flatpak nas distribuições Linux


No site do flatpak existe algo como “O futuro dos aplicativos Linux” segundo o site é compatível com 21 distros.

O flatpak foi criado em 2014, mas alcançou sua versão 1.0 em novembro de 2018. Então vamos dar uma visão geral na adoção e como está sendo implementado (ou não) este gerenciador/formato de pacotes. Não vou comentar sobre todas distros, mas as que julgo as principais para o desktop linux, mas já adianto que algumas distros não citadas no site são compatíveis com flatpak.

att 04/11/2019

EndlessOS

Começando com uma das empresas que mais contribui para o flatpak e tem funcionários mantendo vários programas no flathub, obviamente trás o flatpak e o flathub por padrão com vários apps e runtimes já instaladas no sistema, o usuário tem uma experiência “out of the box”.

Red Hat/CentOS/Fedora

Red Hat também é uma empresa que investe no flatpak, tendo vários funcionários trabalhando nele, no flathub e outros repositórios. Trás o flatpak por padrão nos 3 sistemas, porém apenas o Fedora com seu próprio repositório de flatpak’s adicionado. Para usar o flathub, pode adicionar o repositório via terminal ou via gnome software, através do link no site.

Ubuntu

A Canonical foca em snap’s, não trás o flatpak por padrão, mas apesar disto tem o flatpak nos repositórios oficiais (existe uma PPA para quem quiser o mais recente) é facilmente instalável via terminal ou via gnome software, assim como o repositório flathub.

Linux Mint

Trás o flatpak + flathub por padrão, o usuário pode gerenciar facilmente via central de aplicativos.

openSUSE

Trás flatpak por padrão (versão KDE Plasma) podendo instalar repositórios flathub via terminal ou GNOME Software/Discover.

Arch Linux

Bom, nada vem por padrão no ArchLinux, mas está nos repositórios oficiais. Podendo instalar via terminal ou GNOME Software/Discover, um detalhe, ao instalar o flatpak o flathub é adicionado automaticamente.

Debian

Não trás o flatpak por padrão, mas está nos repositórios oficiais. Podendo instalar via terminal ou GNOME Software/Discover, assim como o flathub.

Solus

Não trás o flatpak por padrão, mas está nos repositórios oficiais. Podendo instalar via terminal, sua central de software não gerencia flatpak’s (até o momento) pois os devs já divulgaram que pretendem implementar na central de aplicativos.

Mageia

Trás o flatpak por padrão, mas não vem com flathub ou outro repositório adicionado, podendo ser feito via terminal ou GNOME Software/Discover.

Zorin OS

Tras flatpak + seu próprio repositório flatpak com runtimes de seu tema padrão instalado, o flathub pode ser habilitado via GNOME Software ou terminal.

ClearLinux

Trás o flatpak + flathub por padrão, o usuário pode gerenciar facilmente via GNOME Software

ElementaryOS

Vem com flatpak por padrão, mas não flathub, porém com ferramentas nativas para integrar o flathub como: sideload e appcenter.

Manjaro

Trás o flatpak + flathub por padrão, o usuário pode gerenciar via terminal ou mais recentemente, com a ferramenta gráfica Bauh.

Deepin

Não trás flatpak por padrão (apesar de distribuírem alguns apps em flatpak) mas está nos repositórios oficiais, podendo gerenciar tudo via terminal.

Menção:

Projetos GNOME e KDE possuem repositórios próprios de flatpak’s com a maioria dos seus aplicativos, suas runtimes também se encontram no flathub.

Minha conclusão geral, é que no momento poucas distribuições implementaram de forma “out of the box” para os usuários, sendo que a maioria usará o que vem por default no sistema, independentemente do formato do pacote. Algumas dão um passo a mais trazendo o flatpak por padrão, e deixando a cargo do usuário adicionar os repositórios, caso ele venha a conhecer a tecnologia por algum meio. Poucos não trazem o flatpak por padrão, mas possuem em seus repositórios.

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão/atualização nesta matéria? mande para fastos2016@gmail.com

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Isso é bem compreensível na verdade até esperado, até o momento o Flatpak é uma tecnologia mantida essencialmente por seus usuários/intusiastas e não pelos desenvolvedores das aplicações (o Leo Satanger funcionario do Endless mantém vários repositórios no Flathub por exemplo) fora os desenvolvedores do GNOME, o número de desenvolvedores mesmo que distribuem flatpaks são muito baixos, considerando a forma como o flatpak funciona e que eles não são tão práticos de serem construídos e testados automaticamente, então pra garantir que tudo funcione e se integre ao sistema compensa mais usar o empacotamento nativo. E usar um repositório de terceiros (FlatHub) pode ser problemático porque você simplesmente não tem controle sobre o que entra e integrar ao sistema a não ser que se use GNOME e KDE é especialmente problemática (vide caso do elementaryOS) e se for pra deixar via CLI melhor deixar por conta do usuário afinal, teoricamente ele deva saber o que quer da vida

O Gentoo/Funtoo apesar de ir por outra linha de uso, também tem suporte ao Flatpak via repositório externo(layman).

e funciona muito bem, alem de estar sempre atualizado ou próximo da última versão.

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Renato, gostaria de te dizer que o teu site é uma referência aos usuários Fedora.
Um muito obrigado e um grande abraço!

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