Som "baixo" no Linux, independente do que você use

Pessoal, usando Linux no dia a dia tenho notado algo curioso relacionado ao áudio. E isso independe se usa um programa como o JamesDSP ou Easy Audio Effects, por exemplo.

Tenho percebido que o áudio no Linux aparenta, claramente, ser bem mais baixo do que no Windows. Já fiz uma comparação entre os dois.

Mesmo sem usar programa algum, nos dois sistemas, o áudio no Linux fica nitidamente mais baixo que no Windows. E sem o uso de programa é que temos essa percepção ainda mais clara, da diferença no volume.

Mas até com o auxílio de um programa, no meu caso o FX Audio Enhancer no Windows e o JamesDSP no Linux. É possível perceber a diferença.

Vou tentar ser mais claro no que estou me referindo.

Fazendo uso de um programa pra ajudar na melhora do som eu tenho os seguintes resultados:

  • No Windows: há depender do horário do dia, mais à noite ou bem cedinho onde o som parece ser naturalmente mais alto. Se deixar o volume entre 18% e 20% fica bem bom.
  • No Linux: na mesma questão do horário do dia. Deixando o volume entre 30% a 35%, há depender do que esteja ouvindo / vendo, o áudio parece bom.
  • No Windows: durante o dia, onde o áudio naturalmente parece ficar mais baixo, posso deixar o volume entre 20% a 30% que fica bom. Claro que depende do que esteja ouvindo / vendo.
  • No Linux: durante o mesmo período, tenho de deixar o volume entre 35% a 45% pra ficar bom. Isso, claro, dependendo do que esteja ouvindo / vendo.
  • No Windows: quando coloco o volume em porcentagens acima de 55%, por exemplo. Fica bem nítido que o som está bem alto.
  • No Linux: eu só começo a ter essa percepção quando coloco o volume acima de 75% por exemplo.

A questão que fica pra mim, é o porque isso ocorre. Vejam que sem usar nenhum aplicativo de auxílio pro áudio. Fica ainda nítido que o som no Windows é mais alto do que no Linux. Já com o uso de algum app, em ambos, isso fica ainda mais claro.

Vocês já perceberam isso?

Porque será que é assim?

Configurando o app que uso no Linux, no caso o JamesDSP, há uma melhora muito clara no áudio. Isso é muito perceptível entre sem ele e com ele. Mas, ainda sim, percebo que no Windows o áudio sai melhor.

Bem, deixo esse tópico aberto para falarmos do assunto.

Bom dia, @lieggio

Desconheço esses 2 programas – mas desconfio que seria bom fazer alguma distinção entre “programas”, e “programas” – e esclarecer “quem é quem”, ou “quem faz o quê” – em diferentes níveis:

  • 0 - Drivers – para lidar com cada hardware
  • 1 - Controles do Sistema Operacional
  • 2 - Controles do Ambiente de Trabalho (DE)
  • 3 - Controles de cada Aplicativo
  • 4 - Controles de cada site ou portal – dentro do aplicativo Navegador

Existem os drivers, para lidar com cada hardware. – Em seguida, o “básico” do SO. – Em seguida, controles de cada DE. – Depois, os “Aplicativos” (VLC, mpv, Navegadores…) – e mesmo dentro de cada Browser, alguns sites ou portais oferecem controles próprios (posso aumentar o som no Facebook sem afetar o volume do som no Youtube!).

Do jeito como você fala, fiquei imaginando se seriam programas fofinhos, que se inxerem entre as camadas 2 e 3…?

No Void, que instalei “meio” na unha – o básico + KDE Plasma + o resto – tomei conhecimento do alsa-mixer (camada 1?) – mas até hoje não consegui emplacar o controle de volume do KDE no Painel etc. (camada 2):

Talvez possamos falar de uma camada intermediária, entre SO (1) e DE (2)…?

Existia uma “briga ideológica” em torno do Pulse Audio – depois, apareceu um tal de Pipe Wire. – Nunca entendi o PA, e menos ainda, o PW. – Até hoje, uso o Void, sem nenhum controle de Volume no Painel, nem no KDE System Settings.

E no entanto, vivo muito bem, usando o Void. – Aquele controle do KDE Plasma não me faz absolutamente nenhuma falta – exceto que não recebo “Notificações” sonoras de Login, Logout (a vizinhança agradece, de madrugada, rá rá!), nem de capturas de tela pelo KDE Spectacle, se quiser usá-lo no Void (teria de optar pela Notificação Visual, para ter certeza de que a captura foi feita).

Nas outras distros, botei 80% no controle de volume do Painel – 80% no “geral” (Line Out), e 80% em “aplicativo” – seja lá qual for o “aplicativo”.

(E, não – não tenho microfone – nem câmera. – A espionagem do Google, que lute! rá rá rá!!)

No Void, fiz isso pelo Alsa Mixer – no emulador de Terminal – e, para mim, é a mesma coisa. – Nunca fui capaz de perceber nenhuma diferença, entre o volume de áudio no Void, e nas outras distros.

Se uso o VLC, ele oferece seu próprio controle – que também costumo deixar em 80%. – Se eu altero o volume no VLC, automaticamente se altera o volume “do Aplicativo”, no Painel – exceto no Void, onde fico no escuro:

Exemplos de controles independentes – no Navegador – conforme o site ou portal:

Afora isso, existem as “Notificações” – que no KDE Plasma têm configuração própria de “Volume”. – Tento manter um sonzinho discreto, para Login, Logout – mas aí, vem uma nova versão – e no meio da madrugada, a vizinhança acorda com um estrondo, como se mil mísseis estivessem caindo, cada um com um piano nas alturas:

O KDE Plasma ainda permite configurar – separadamente – os sons estrondosos do Sistema e dos Aplicativos:

… e de cada Aplicativo, separadamente. – No Spectacle, p.ex., desabilitei aquela notificação visual – que atrapalha as Capturas de Tela – por um sonzinho discreto – só para eu saber que a Captura foi feita:

Enfim… de quais sons estamos falando – cada um, com a possibilidade (ou não!) de um controle separado?

E – mesmo se eu tivesse algum Windows – eu jamais falaria em uma comparação com “o Linux”. – Qual Linux?? – Com qual DE???

Aí, lembro mais 3 “pequenos detalhes”:

1 - Eu “multibooto” várias distros – todas, instaladas “bare metal”. – Se alguma coisa falhar numa distro, não preciso me submeter àquela conversa fiada de Atendente de Suporte: – “Já verificou se o cabo está plugado?” (ninguém merece!). – Se está Ok nas outras distros, vá chupar pirulito!

2 - Felizmente, não “dualbooto” nenhum Windows. – Em vez de ajudar, só iria atrapalhar! – Trocentos zilhões de coisas a mais, para verificar!!! – Em qual “nível”??? – Hardware? Drivers? SO, DE??? (o que significa “SO”, “DE”, quando se fala em Windows?). – Ninguém merece.

3 - Esqueci o terceiro detalhe. – Adiciono, quando lembrar.

Caracas obrigado por contribuir com o tópico fazendo uma postagem ainda mais detalhada.

Esqueci de dizer, @lieggio

De dia, o ruído urbano (ambiente) faz todos os sons “específicos” parecerem “baixos” – enquanto, de madrugada, todo som “específico” parece um estrondo – por falta de ruídos de fundo, para abafarem.

A mesma coisa acontecia com emissoras de rádio AM, OM, OC, OT. – De dia, precisavam emitir com muito mais potência, para se sobreporem ao “ruído magnético” das grandes cidades. – De noite e de madrugada, podiam gastar bem menos KiloWatts, que a gente captava bem.

Vejam como fica nítido a diferença.

Tem alguns pontos que também gostaria de colocar.

O sistema de regulagem da altura do som depende da modelagem teórica de como o som será atenuado, bem como do tipo de dispositivo que é usado na placa de som.

  1. Tipo de atenuação
    Vamos supor que o som máximo (100%) seja toda a potência sonora da placa. O ajuste de 50% do som pode ser realizado de diferentes formas. No caso da atenação ser ‘linear’, dá uma impressão que baixar de 100% para 80% não baixa muito, mas de 50% para 30% causa uma boa redução. Geralmente é usada a atenuação ‘logarítmica’, onde ‘teoricamente’ a percepção da altura do som será mais natural. Mas ainda assim diferentes técnicas podem ser usadas para essa redução, então não necessariamente a técnica usada driver do Windows será a mesma do driver no kernel Linux. Provavelmente essa é a razão pela percepção de diferentes ‘alturas’ mesmo com mesmo percentual de volume. Se for isso, não se preocupe quanto ao percentual. O que vale é que a regulagem do som esteja funcionando.

  2. Tipo de dispositivo usado
    Nesse caso, a regulagem vai depender se a saída é específica para ‘fone de ouvido’ ou para ‘saída de linha’. Eles são diferentes quanto ao funcionamento.

  • Fone de ouvido: É usada uma carga com baixa impedância e que demanda corrente elétrica significativa para fazer o som ser ouvido. As placas de som tem certas limitações dependendo do fone de ouvido usado, então para alguns fones (como os intra-auriculares) um volume percentualmente baixo pode ser percebido como alto, mas em outros (como aqueles de concha), mesmo no valor máximo pode ser que o som seja percebido como baixo.
  • Saída de linha: É usada para transferir o som de um dispositivo para outro, baseando a saída na voltagem do sinal. A corrente que circula é mínima. Geralmente o desejável é que o valor de transmissão seja sempre o maior possível, e que o ajuste de volume seja feito apenas no dispositivo final (aquele que efetivamente tem plugado o fone ou caixas acústicas) para minimizar o ruído.
    Como é usado o mesmo fone de ouvido, provavelmente esse não é o caso. Porém ainda há uma chance que o driver consiga imprimir o ajuste de volume conforme alguma detecção da impedância do fone, e que isso seja usado no algoritmo de atenuação do volume, enquanto outro driver não faça essa detecção e tenha um comportamento diferente mesmo usando a mesma atenuação logarítmica.