Relatos de um usuário de linux há alguns anos

Já fazem alguns anos que migrei para o mundo linux, e por isso venho contar minha história para os entusiastas que estão com vontade de migrar.
A primeira vez que tive contato com uma distro foi com o Ubuntu 14.04 que usei em um computador no curso de computação que fazia. Não sabia lidar com aquela coisa que abriu (o unity hahah) e logo desliguei.
Fiquei anos usando o M$ piratex até que um colega de faculdade chegou falando: “Eu to vendo que tu tá se estressando com o sistema, o que tu acha de migrar pro linux.” (Não sei se foi essa fala exatamente)
Então, em 2015, migrei para o elementary 0.3.1 (única versão que rodava no meu caquinho).
Desde lá foi idas e vindas, distros e mais distros, até que estagnei no Biglinux.
Hoje sou formado, bacharel em teologia, pós em teologia pastoral, e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
Meu uso vai desde escrever sermões e pesquisas até editar áudios, vídeos, e jogar.
Não me vejo mais usando o M$, tudo que tenho está centralizado no linux e, mesmo que eu mude de distro, não perco nada.
Já saí da época de militante da causa, mas sempre que posso dou uma ajuda para quem precisa.
Esse tópico me veio na cabeça porque meu concunhado me pediu uma chave para office pirata, foi aí que percebi que esse mundo de software pirata não me faz falta.
Estou 100% adaptado ao linux, open source, e tals,
E você que quer migrar para o mundo linux, saiba de uma coisa, e chatinho se adaptar no início, direto eu entrava nos sites de alternativas para procurar nomes de apps, assisti diversos vídeos do Diolinux, Rikerlinux, Linux tips e tal, para procurar apps, distros melhores para meu note e assim por diante. Mas me habituei, hoje tenho uma máquina virtual com M$, mas nem uso, tá parada pra “emergências”.
Por isso digo, se você quer migrar para o linux, faça disso uma diversão, fuce, quebre sistemas, explore, faça maquinas virtuais a rodo, assim você aprende, se adapta, e migra com mais facilidade.

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Obirgado pelo depoimento, e parabéns pela persistência!

De fato, sair de alguma coisa que a gente já se acostumou e onde já se sente à vontade, para enfrentar um sistema desconhecido, e com poucos colegas para dar dicas (ao contrário do Windows, que “todo mundo” usa), é meio chatinho. :rofl:

Nos primeiros anos, usei e abusei do Synaptic, em especial a Busca por palavras-chave. – Muitas vezes me enganei, instalei coisas que não eram nada do que eu estava imaginando. – E a outra coisa é frequentar sites e fóruns, e fazer muitas buscas no Google (ou em outro site de busca, se preferir).

Ainda tenho Wine em 4 ou 5 distros, mas uso cada vez menos.

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Olha, a vida inteira eu usei WIndows (passei por quase todas as versoes do WIndows, desde o 95!!!)
Ate que o Windows no meu PC tava dando problema!!! E recentemente eu resolvi instalar o Ubuntu no meu PC como sistema principal. Comprei um Notebook com 4GB de RAM, e me sugeriram instalar Linux nele. Entao, assim que ele chegou instalei Linux nele!! Nem ativei o Windows. E estou satisfeito com o sistema!! Queria um sistema seguro e que tivesse atualizacao por muito tempo… Ja que o Windows tem prazo de vida util. Apesar que meu PC e Gamer mas quase nao jogo. para isso tenho Consoles de MESA. (XBOX e PS4) Mas como eu fiz Curso de TI (Superior de Redes por 2 semestres) e Tecnico no SENAC (Conclui o Curso ja tem alguns anos) E em ambos tive contato com Linux. E atualmente faco faculdade de Criminologia. Entao, nao faço muito uso do Office. e ESSA e a minha historia com o Linux!!!

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Muito legal essa Historia. Vou resumir a minha. A primeira vez que usei linux foi ubuntu 10.10 (acho que é isso) estava em um curso de montagem e manutenção de computadores (bem fraco o curso) um dos alunos e enteado do professor, fiquei com vontade de testar, e testei achei que era igual o Windows :joy: como não sabia o que fazer com ele e não tinha quem me explica-se já que o curso tinha terminado voltei para o Windows e em 2013 entrei em um curso de técnico em informática. O professor ensinou como usar o debian eu fiquei maravilhado com aquele sistema se eu não estiver enganado era o debian 6 passei a usar e testar varias DE’s. Vocês vão rir e muito disso mas só de usar “apt-get update e apt-get upgrade” eu me sentia o máximo :rofl: depois comecei a usar outras distros mas não me fixei a nenhuma.E voltei para o windows para jogar o bom e velho (bem velho diga-se de passagem) Priston tale. Minha maquina para jogos chegou ontem e veio com windows 11, fiz dual boot mas voltei para o Arch (distro que amo muito). Agradeço ao amigo Orthodox_Felipe por me fazer essa historia e me fazer abrir ainda mais os olhos e ver que tenho tudo e mais um pouco no Linux. Essa é minha historia. Obrigado ao pessoal por tudo.

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Só para acrescentar 2 ou 3 “detalhes”…

99% dos usuários atuais, começaram a usar computador depois que o WIndows se tornou o “SO universal”. – Já nasceram vendo “só Windows”. – Quase todos os colegas de escola, de trabalho, de rolé etc. só conhecem Windows.

Windows, é o que viram, desde o dia em que abriram os olhos, na maternidade! – Mamaram Windows, engatinharam Windows, deram os primeiros passos Windows.

Windows é o que viram na escola. – É o que viram nas revistas… porque M$ é quem “paga anúncios” – e as publicações babam nos anunciantes.

Nascemos, mamamos, engatinhamos e crescemos em um mundo de consumo – e o Windows é feito para ser consumido.

Qualquer dúvida? – Pergunta a qualquer pessoa que estiver ao alcance da voz. – Se a pessoa não sabe, vai indicar alguém que sabe.

Linux? – Que diabo é isso???

“Liberdade” é uma coisa assustadora! – Você tem de começar a andar, sem um “andador” – e ninguém em volta de você nunca ouviu falar. Ninguém pode te ajudar.

Ser “livre” é muito chato! – Você vai ter de “se virar”, praticamente sozinho… até encontrar quem te ajude. – E essa “ajuda” não vai ser tão “moleza”, quanto era no Windows. – É uma ajuda… só para você mesmo começar a enfrentar o bicho.

Off topic

Sempre digo que estou nas “redes sociais”, não para convencer ninguém – mas, apenas, para que outros “perdidos” como eu saibam que não estão sós. – A sensação de “isolamento” é terrivelmente depressiva, e mata (literalmente).

Há coisas, & coisas.

Comecei a usar computador – e com objetivos “profissionais”! – numa época em que ninguém pensava nisso, em 1986.

Daquele momento em diante, vi parentes, amigos, colegas, investirem os tubos (era caro!) em “Videocassetes” :scream: – Depois, vi alguns irem ainda mais longe… Torraram tudo que tinham para comprar Câmeras de Vídeo (ainda mais caras!). – (In)felizmente, não lembro (ou não prestei atenção), em quantas outras coisas aquele povo “consumidor” mergulhou de cabeça.

Enquanto isso, me afundei num sistema maluco 8bits da Apple (Apple II+), numa época em que cada “marca” tinha seu próprio “SO” – todos fraquíssimos, e todos incompatíveis, uns com os outros.

Um dia, vendi Férias (+1/3!), violão, “máquinas de escrever” (1 Olivetti eletrônica + 2 manuais), as calças e as cuecas, para comprar 1 “placa CP/M” + 1 “placa 80 colunas” – para começar a usar CP/M – um SO “universal” para todas aquelas “marcas” de computador – desde que você adicionasse placas CP/M + 80 colunas.

Depois, investi mais uma “grana preta” (gíria da época) para comprar um PC IBM-XT 16bit (usado!) – o que me levou a outro aprendizado: – MS-DOS.

Depois, descobri que o DR-DOS (da Digital Research, que unificou os 8bit com o CP/M) era 1.000 vezes melhor – e embarquei em outro aprendizado. – Executava os mesmos softwares Word, dBase III etc. do MS-DOS, só que muito melhor.

Por fim, comecei a usar o Windows – que só começou a ser “usável”, a partir da “versão 3” (ou será que a memória me engana?) – e “PERDI” vários softwares que a MicroSoft “matou”, porque queria privilegiar seus próprios lançamentos.

O dBase é um dos exemplos. – Nunca consegui usar o Access da M$ – e nunca mais encontrei outro software de banco de dados que fosse amigável para um “pequeno empreendedor”.

Ou seja, não nasci, não mamei, não engatinhei dentro do Windows. – Ele chegou, para mim, como “só mais uma coisa que para me atrapalhar, e para me exigir $$$ uma grana preta”.

E a cada nova versão… exigia que eu gastasse mais uma “grana preta” em hardware – porque o “consumismo” do Windows não se limita a cobrar o preço dele. – Também “exige” o preço de hardwares cada vez mais caros!

Isso ocorreu na faixa de 1992-1994 – e desde essa época, eu “decidi” que, um dia, iria migrar para o Linux – que estava nascendo e começando a crescer.

Só consegui lidar com o Linux na faixa de 2003-2007 – e em 2016 finalmente consegui deletar o Windows da minha vida. – Para mim, nunca foi “ô SO”, mas apenas, “um SO que me forçaram a usar, depois de matarem todas as alternativas que eu tinha”.

“Perder” alguma coisa, ao migrar para o Linux? – Ora, perdi várias coisas, quando o Windows matou minhas alternativas e me obrigou a usar “o que o Windows me permitia”. – Fiquei muito feliz, em “perder” alguma coisa, e ganhar a minha liberdade.

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Grato
Rafael Ruscher

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