Quero apresentar um Projeto de lei que dê preferência ao software livre na administração pública do meu estado

Meu órgão não faz parte, mas para a realidade do que faço, vejo que a solução do Comprasnet 4.0 é algo muito mais adequado à nossa realidade e aos artefatos que produzimos.

1 Curtida

Bem, pelo menos parece ser bonita, resistente e de boa qualidade, rsrsrs.

Boa sorte com seu projeto… Mas dificilmente algo assim vai pra frente.
Software pago é uma otima fonte de desvio de dinheiro para os politicos.

Além desse problemão, tem softwares particulares que já estão em uso na administração pública gerenciando os serviços públicos e a migração dados dos sistemas normalmente é incompatível e isso gera problemas com a população…

E os proprios problemas com softwares particulares de gestão de rh.


O problema não é tanto o treinamento dos funcionários pra usar um SO linux ou LibreOffice. O maior problema é o caixa 2 que esses softwres privados geram,
E incoveniente que gera para a população com a perda de dados de processos administrativos que estão em andamento, durante a migração de um software para outro.

1 Curtida

No meu ponto de vista, apesar que caixa 2 eh um problema, o problema nem eh o dinheiro. Visto que free software não precisa ser grátis. Mas precisa ser auditavel , livre, dar liberdade aos usuários, enfim…
O maior problema eh justamente os softwares e backdoors instalados de fábrica no Windows . Então não adianta trocar M$ Office por LibreOffice onde der, isso já diminuiria o nível de espionagem em 99% nesse caso mas sabemos que o LibreOffice também não eh santo, Mas o Windows ainda estaria coletando todos os dados.

Então para governos e universidades , não pode ser permitido tanta confiança em empresas privadas visto que pelo menos existem softwares muito melhores, basta a progressiva adaptação. Mas não me parece ser uma preocupação pu horizonte dos governos

Comentário que fere a política do fórum. Para mais detalhes: FAQ - Diolinux Plus

Mano, quando eu falo essas coisas de backdoor da Microsoft, da Apple, Google enfim, eh tipo eu falo que a gente desse mundo tem que calçar as meias, depois calçar os sapatos, não esqueça da gravata…

Daí chega uns caras e perguntam, mas o que são as meias, o que eh um sapato?

Uma boa referência eh vc começar estudando as palestras do `rms’…

2 Curtidas

Uma das coisas que tem ocorrido muito na administração pública é equipamentos que estão ficando inteligentes e eventualmente não são imediatamente ou claramente reconhecidos como de TI, e depois são feitas más compras na área, por pessoas que muitas vezes não são especializadas.

Por que o mundo tem roteador de R$ 200,00 que funciona e alguém compra um de milhares?
Porque existem necessidades diferentes em termos de segurança, controle, autenticação, alcance, velocidade, garantia etc.
Quem define o que deve conter na especificação? Aí é um problema serio, porque é onde, mesmo sem a intenção, pode haver um problema na aquisição.
E equipamentos inteligentes podem ter demandas novas. Por exemplo: um relógio de ponto há algumas décadas era manual e dependia de fichas. Hoje é digital, depende de um ponto de rede, uma configuração e eventualmente até um software de controle. E nem sempre isto é considerado no planejamento inicial da contratação, muitas vezes frustrando o objetivo ou tornando-o oneroso.

2 Curtidas

Muito do serviço público (e também dos serviços privados) não requer mais que uso superficial do software em desktops. Uma distro de Linux com pacote básico resolveria.

Pertinente:

O RMS fala que as crianças preferem usar o Zoom ao inves do Jitsi, por exemplo, pq o Jitsi ainda não eh muito conveniente…
Mas esse tipo de obstáculo pode ser superado uma vez que a meta, o objetivo, seja ser usar programas livres com o tempo. Tudo começa de forma gradual e linar, de vez em quando ocorre um progresso exponencial.
Vai ter muitos professores de universidade no Brasil que podem e vão querer contribuir para melhoria de softwares usados pelos Governo…

Um ótimo exemplo de Software Público é o SIOP, que trata do planejamento orçamentário.
Fez todo um ciclo de maturidade: começou simples, e diria até “feinho”, mas totalmente construído a partir do conhecimento e necessidades da administração pública.
Cada nova versão trazia importantes ganhos de desempenho, confiabilidade, facilidade de uso.
Hoje, certamente é algo que já tem nível para ser exportado para outros países.

Via de regra, é bem isto: o básico dá para fazer pelo livre, e o que não for, aí boa parte pode ser desenvolvida em casa. É para isto que o governo conta com uma equipe excelente de profissionais, muitas vezes subaproveitados.

Uma ou outra exceção, e quando for por conta do mercado, aí vale a pena partir para software fechado. Exemplo: autocad, posto que é um “padrão” para tudo que envolve construção.

3 Curtidas

Em órgãos grandes você tem uma infra bem complexa, com Windows em um domínio e gerenciado por SCCM, com GPOs para lá e para cá. Eu mesmo trabalhei em órgão onde absolutamente tudo era gerenciado por SCCM.

Dá para fazer com Linux? Dá, mas na prática é capaz de te dar mais trabalho e sair mais caro.

2 Curtidas

Tem de tudo no serviço público.

De todo modo, para o que é estratégico, base em software livre deveria ser a norma.

1 Curtida

Vamos lá que não é tão simples assim:

Primeiramente, vocês romantizam o software livre em órgãos públicos. Acho que muitos de vocês vão pensar “oba, vamos baixar umas ISOs, gravar uns pen-drives e sair instalando”. Ninguém vai adotar solução caseira ou sair instalando coisas de githubs aleatórios.

Nada disso, vão ser feitos estudos e análises e se for constatado que software livre é uma alternativa viável, provavelmente vai ser chamada uma consultoria para implementar e documentar e fazer toda aquela coisa chata.

Outra questão é que tem órgãos públicos com sistemas bem complexos feitos para Windows, dependentes do Office etc… e cuja migração sairia mais cara do que simplesmente comprar as licenças.

1 Curtida

Dado que tenho um bom histórico com empresas públicas, não estou romantizando nada. Só reitero que no serviço público e em estatais há de tudo. Inclusive lugares com desktops movidos a “soluções caseiras”. Temos Receita Federal e Petrobras, como temos aquelas repartições de prefeitura de interior que nem sabem o que é uma rede de computadores.

Longe disto. Eu tenho décadas de serviço público, e já lidei com todo o tipo de coisa.
Desde órgãos que são extremamente alinhados e gastam fortunas com Microsoft a quem é mais pró-software livre raiz.
Sem contar na faculdade, em que felizmente peguei o lado mais aberto da coisa.

A questão de adotar software livre a meu ver não é nem custo, que tende a ser menor no longo prazo, mas estratégica mesmo. Tem a ver com toda uma filosofia de segurança, que também é disponibilidade (muitos esquecem) e facilidade de acesso dos dados a qualquer cidadão.

Obviamente, não é para mudar da noite para o dia. Se começarmos hoje, um plano viável seria uma implementação plena lá para 2028 ou 2030. Mas alguém, nalgum momento, deveria começar.

Como disse, só pegar países semelhatnes a nós, China e Rússia, e ver o quanto estamos atrasados nesta discussão.
Alemanha fala em open source há décadas.

2 Curtidas

Essas pesquisas foram feitas e o Sotwate Livre eh viavel, se não fosse nao iriam os 500 supercomputadores do mundo rodar software livre. Softwate de Unix são feitos com Produtividade e Versatilidade em mente, ou seja o usuário final eh um tipo de profissinal, não amadores mas funcionam tb para eles…
Eh muita ignorância, precisamos de mais didática pq o povo parece que não sabe muito sobre a filosofia e utilidades de software livres.
Parece que falta SANGUE.
Parabéns ao autor do projeto

Massa anêmica.

A ideia por trás do software livre é a mesma do conhecimento científico. Alguém estuda alguma coisa a partir do trabalho de outro, usa aquilo e, eventualmente, descobre uma maneira de aperfeiçoar, e contribui para a evolução. É um ciclo contínuo.

Infelizmente, nossa sociedade de umas décadas para cá tem caminhado para o extremismo e a cobrança por tudo, numa insanidade de se limitar o acesso ao conhecimento. Já pensou se você tivesse que pagar royalties toda a vez que usa a fórmula de Baskara?

3 Curtidas

O GNU ja tentou, de brincadeira, cobrar 1 centavo de dólar por cada uso dos programas GNU. Era uma bobagem.
Sei que tem um projeto de brincadeira que gravam e cobram 1 centavo de dólar a cada vez que vc usar um comando das ferramentas do GNU no seu sistema…
Nao achei a referência de qual pacote mas existe…

Mas se pagassemos um centavo a cada vez que usarmos as ferramentas do Gnu, tenho certeza que a FSF estaria rica.
Se achar a referência depois eu posto o link para esse pacote que contabiliza essas dividas… rs

1 Curtida

Bom, aí que tá, tem algo mais extremista do que evangelista de free software?
Como falaram aí há muita romantização e pouca racionalização. Tudo não passam de ferramentas, não se vê um pedreiro questionando se o martelo foi produzido de forma aberta ou uma empresa tem a patente exclusiva desse martelo. :sweat_smile: