Quem disse que o GNOME é pesado?!

Certo que não é o ambiente mais leve do Linux. Mas tá longe ser o que pintam por aí, de qualquer maneira, deixei ele mais leve que o habitual. Eu sempre gostei do ambiente do GNOME, mas tenho um laptop velhinho e sempre ficava lento e travando, principalmente por conta da RAM e CPU, por isso deixei o GNOME mais leve e fluído.

Por algum motivo o GNOME do Ubuntu e Fedora travava por demais e do Solus e Manjaro sempre foram mais leves, ainda assim longe de não ter problemas. Não sei o motivo real disso, por isso escolhi o Manjaro (que tenho mais conhecimento) e fiz um instalação ultra mínima do ambiente, apenas com essencial para o funcionamento. Já tinha conseguido algo similar no Arch Linux a um tempo atrás, mas por algum motivo tive mais sucesso no Manjaro, mesmo sendo uma distro mundialmente conhecida por ser um “bloat” e adicionar muitas coisas inúteis pré-instaladas. Acredito eu que a equipe do Manjaro fez alguma modificação a nível de kernel ou algo parecido, pois a performance do GNOME é bem superior a do Ubuntu e Fedora. O Solus também não fica atrás. Um amigo meu disse que a quantidade de serviços ativados pode afetar a performance do sistema, por isso verifiquei e realmente, o Ubuntu tinha algo perto de 100 serviços na 19.04. Não sei na 20.04 LTS.

Então, seguindo algumas dicas e aplicando um pouco do que já sabia fiz uma modificação, ao estilo “Arch” utilizando a ferramenta Manjaro-Architect e obtive algo bem leve que está conseguindo rodar fluidamente no laptop com Celeron 4 GB de RAM. Também dei umas mexidas no swap (removi para testes) e journaling, desativei todos os serviços inúteis que graças a deus eram poucos em comparação com outras distros e cheguei nesse resultado.

Antes, o GNOME iniciava com mais de 700 MB de RAM mais ou menos e no Fedora, por algum motivo acima de 1 GB (talvez por culpa do Wayland, não sei). Agora inicia com 300 e pouco e acabou dando uma folga, além do uso de CPU ter caido bastante, abaixo dos 5% e antes estava mais de 20% sem fazer nada praticamente. A remoção do snap também deixou o boot mais rápido e tirou uns 200 MB de RAM.

PS: Não se guiem pelo que o GNOME System Monitor mostra, pois ele adiciona o cache e buffer a leitura, por isso aparenta usar mais do que realmente usa. KDE Plasma faz algo similar também, por isso nada melhor que o bom e velho terminal para ter uma leitura mais próxima da real.

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No mês passado eu troquei meu Notebook, um Acer com 8 GB de ram + i5 5200u + SSD pra um Ideapad, 4 GB de ram + Ryzen 5 3500U + HD (comprei um pente de 16 GBs, mas chegou depois do Notebook). Ficou não usável no Windows 10 (que vem de fábrica), mas no Gnome (Arch com o metapacote gnome) rodava tranquilamente, só quando eu resolvia abrir brave, IDEs e spotify ao mesmo tempo que começava a sofrer, agora to com 20 GBs. Por isso eu penso que, gnome não é muito mais pesado do que KDE, e é mais algo com a distro e o que vem pré-instalado e também pode ser que o gnome no Arch seja mais recente do que um gnome no Ubuntu.

Firefox (3 abas), Telegram-Desktop, Thunar e VSCode aberto, TWM para mim foi a melhor saida!

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Não sei se isso é coincidência, mas teve um post no subreddit r/linux justamente sobre esse assunto:

E você conseguiu deixar mais leve ainda. :stuck_out_tongue:

Ai fica a questão… Enxugou o sistema pra meia hora de uso dps os travamentos retornarem? Kkkk a culpa não e do Gnome… O kernel não sabe lidar com o “grande uso de memória”, então esse esforço e temporário

No meu computador o Gnome consome praticamente a mesma quantidade de recursos que o KDE Plasma. Essa história de que o Gnome precisa de pelo menos uns 8gb de ram pra funcionar bem é mentira, pois mesmo com 4gb de ram minha experiência com o Gnome é bem fluida

Kubuntu 22.04:

(firefox em snap)

Fedora 36 beta:

(firefox em .rpm)

Screenshot from 2022-05-03 20-10-39

Acho que não dá pra considerar o computador que uso fraco, mas ele também não é muito potente, porque eu já tentei usar ele com Windows por um tempo e o desempenho era terrível, mas mesmo assim, o Fedora com Gnome roda muito bem nele.

Já ouvi dizerem que o Ubuntu não é uma boa recomendação para iniciantes pois o Gnome é muito pesado e o desempenho ruim pode afastar um novo usuário, mas eu acho que isso não faz muito sentido, pois se o computador desse cara não conseguir rodar o Ubuntu direito ele provavelmente já não consegue rodar o Windows que vem instalado também

O Gnome tem a fama de ser pesado por causa da época do Gnome 3.0, o primeiro da linha 3.x, que saiu com leak de memória e infernizando a vida de muitos usuário dessa DE, em especial, o Ubuntu 17.10. Com o passar o do tempo, ele veio se provando uma DE, finalmente, otimizada, mas que ainda assim não recomendo para máquinas com 4Gb ou menos. Assim que a versão 40 foi lançada, tomei um susto ao ver o quão mais responsiva e otimizada estava, o que me fez de vez cortar o paradigma “Ah, Gnome é um bicho papão que nem o Chrome”

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É verdade, o Gnome 3 foi lançado há 10 anos mas só ficou fluido como está agora há 1 ou 2 anos atrás, ainda vai demorar um pouco para que as pessoas deixem essa impressão ruim do Gnome de lado

O GNOME funciona super bem com “apenas” 4GB de RAM para uso cotidiano/típico (e mesmo além). Já usei assim por algum tempo em um dos meus notebooks e sempre foi perfeitamente fluido. Com 4GB de RAM qualquer DE pode ser usada bem. :slight_smile:

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