Quando o vendedor não ajuda quem quer usar Linux

No mercado brasileiro há máquinas que estão sendo vendidas com o Endless OS.
Esta distribuição exibe um assistente para definir usuários e senhas no primeiro boot.
Além disso, a distribuição faz uso do OS-Tree, o que torna o sistema praticamente inquebrável.
No entanto, apesar das vantagens do OS-Tree (é quase impossível o usuário destruir o sistema), a desvantagem é a menor quantidade de softwares pois depende do Flatpak.
Outra coisa que é importante falar sobre o Endless OS é que ele usa um Gnome Shell modificado e que funciona de forma similar a interfaces usadas em smartphones, ou seja, alguém que só usou smartphone na vida estará pronto para usar o Endless OS. Cada aplicativo é exibido em uma área de trabalho virtual separada (assim como no MacOS X).
A empresa por trás do Endless OS também se preocupa em disponibilizar aplicativos que funcionam desconectados, pois um dos focos da empresa é levar conteúdo para áreas em que não há internet ou que esta não apresenta bom desempenho. Há até mesmo uma enciclopédia para uso offline e muitos outros conteúdos.
Quando testei o Endless OS fiquei surpreso com a presença do aplicativo da Exame (provavelmente é alguma parceria).

Sempre que alguém comenta que os serviços de streaming como Netflix e Prime Video limitam a qualidade dos vídeos quando o sistema operacional é o Linux, eu lembro que isso ocorre porque a fragmentação das distribuições impede a homologação para correr esses serviços sem riscos à pirataria de conteúdo, e por fim afirmo que acredito que o EndlessOS é capaz de ser a primeira distribuição Linux a receber homologação oficial da Netflix e Prime Video, considerando que na distribuição não há acesso root e há garantia de consistência do sistema operacional.

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O problema dessas distros 'descuidadas" é que elas “queimam o filme” do Linux para o usuário que está tendo o primeiro contato com Linux e isso pode ser irreparável ao ponto dessa pessoa criar uma opinião precipitada e jamais considerar novamente a possibilidade de testar um Linux novamente.

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Endless OS curiosamente está vindo em alguns modelos da linha gamer Acer Nitro.
Lembro também quando FreeDOS vinha em modelos corporativos da HP (década passada).
2.A.M. também envia FreeDOS em alguns de seus notebooks até hoje. A extinta Powernote era outra que tinha notebooks gamers com FreeDOS.
A Avell por seu lado pode mandar o notebook sem sistema operacional ou com alguma distribuição pré-instalada, desde que acordado previamente com o setor de montagem e manutenção.
Sempre achei estranha a opção por FreeDOS, creio que era para não mandar o computador para o cliente sem “alma”:

Neste caso específico, nem estou enquadrando o FreeDOS ou Endless na mesma categoria dos citados anteriormente pela sua falta de qualidade, haja vista que ambos são bem competentes dentro de suas propostas, mas, me parece que a instalação OEM dos mesmos nas referidas máquinas é despropositada.

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Já conheci várias pessoas que quando falei em Linux lembraram dos sistemas horríveis que vieram pré-instalados nos notebooks deles ou do famigerado “Linux Educacional”, e me perguntaram pq faria questão de usar “essa porcaria”. E pra explicar pra eles que não era bem assim…

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Menos mal. Não deixa de significar desleixo da parte dos fabricantes. A gente pesquisa pelo Satux na Internet e só topa com coisa bem antiga. Talvez esse Debian 10 maquiado tenha de aparecer como “Satux” por alguma questão contratual ─ mas deveria haver ao menos uma página na Internet que fosse, no site do fabricante, a sinalizar que se trata de versão nova…

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o pessoal de direito que me corrija.
mas isso não seria induzir o consumidor ao erro?

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Fora o agravante que muitos usuários não tech savvy, até mesmo os que já possuem um pouco mais de noção de tecnologia porém são ignorantes, tem medo e “raiva” do pinguim… Tiro isso por um episódio que aconteceu no serviço do meu pai. Em fim, acho que vale a pena criar um tópico para isso “Por que o Linux é odiado, por muitas vezes, sem motivo ou por ideias fúteis?”

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Sim, isso inclusive também remete a outro ponto: antes de se recomendar uma distro para um usuário sem contato prévio com Linux ou outra família de sistemas operacionais é necessário que se estabeleça minimamente o perfil da próprio pessoa e o uso pretendido, do contrário, mesmo que a distribuição seja excelente, robusta, competente etc, sua indicação pode ser inadequada, por isso, ao recomendar é preciso se colocar no lugar da pessoa e não querer de forma proselitista apenas recomendar os sistemas de nosso agrado.

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eu me pergunto
o que é que custa vender um computador sem sistema operacional instalado?
eu tenho certeza que se vendessem sem OS instalado venderia.

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O problema não é técnico, mas legal.
Infringiria o código de defesa do consumidor ao entregar um produto que não é “completamente funcional”. Em tese, isto é ultrapassado em máquinas sob demanda, em que pessoas com presumido conhecimento técnico fazem opção expressa de vir sem sistema.

E aí digo que infelizmente, vale a máxima do mercado. Se as pessoas não querem aprender, não querem saber que têm a opção, pagam caro sem nem saber.
É a mesma coisa com tarifa bancária, com carro à vista x financiado etc. E quem tem um mínimo conhecimento, acaba ficando tão à margem do mercado que ou passa raiva ou sem o produto.

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E voltamos ao problema inicial: a venda é feita de qualquer jeito e o usuário acaba apelando para a pirataria. Isso apenas fortalece o monopólio e diminui as opções para as pessoas

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O Linux Educacional era bem feito.
Ocorre que a experiência dos usuários com ele foram em escolas, ambiente que era muito controlado e que nem sempre o hardware existente era bom o suficiente para rodar o Linux Educacional. Em alguns ambientes um único computador era usado como multiterminal por até quatro usuários.

Outro problema do Linux Educacional é que nem sempre as escolas contavam com alguém para tirar as dúvidas dos professores quanto ao funcionamento do sistema, e nem sempre havia alguém que cuidava das máquinas. Era bastante comum ninguém da escola saber a senha do root, necessária para atualizar o sistema e fazer algumas tarefas administrativas (até mesmo mudar de rede era necessário ser root, pois o Linux Educacional foi criado tomando diversos cuidados para ser usado em um ambiente em que muitas pessoas iriam utilizar o mesmo computador e qualquer descuido poderia desconfigurar o computador).

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o problema não é o Linux. o problema é a comunidade pois 80% dos usuários de Linux são esnobes. e quando os mesmos se dão o mínimo trabalho de “ajudar” iniciantes interessados a entrar no universo universo Linux, essas “segunda ressurreição de Albert Einstein” usam uma linguagem na tentativa de humilhar e espantar o pobre novato. por causa desses o Linux nunca vai pra frente e ficar restrito só esse nicho sem oportunidade de crescimento e investimento igual seus concorrentes.

o meu dell vei com ubuntu rodando as apps de boa liso só que eu não tinha experiencia ai coloquei windows , ai dp de conhecer o dio fiz dual boot com o propio ubuntu. dp testei mint, pop etc…

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Ué. Que comunidade tu tá visitando? Única que um dia foi assim, que eu tenha ciência, é a do Arch e do Manjaro (gringa). Usando o mesmo argumento, a gente pode ver que a “comunidade” do Windows consegue ser pior ainda por simplesmente não saber conversar quando a palavra “Linux” aparece no meio. Basta acessar qualquer vídeo do youtube que aborde sobre o “Windows 11 e a polêmica mudança de requisitos mínimos” que tu vai ver o desrespeito total se algum cidadão sugerir que utilize alguma distro Linux.

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Nem a do Manjaro (ao menos o Fórum) - eu sempre olho e as pessoas são bastante cordiais (ao contrário do Fórum do Garuda, onde a maioria das respostas é na base do “te vira, mermão”

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Já tive essa mesma experiência, sugerir a possibilidade de usar Linux pra eles é como se você tivesse xingando eles ou algo do tipo, difícil entender porque alguns tem tanto ódio por um software que nunca usaram

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Síndrome de Estocolmo, só pode.

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Só que não.

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Adiciono ainda mais um evento ao comentário sensacional do Sergio

E outro de brinde

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