Porque a canonical e redhat estão "meio distantes" da filosofia original de opensource do Linux?

eu venho notando que por mais incrivel que seja Linux, sistemas e software open source, são obviamente ótimos para todos, porém a canonical e red hat estão meio “separadas” da filosofia do linux, de manter um código aberto para todos, acabaram por meio que se tornar algo proprietário, a redhat por mais que o fedora ainda exista e é ótimo e uma das minhas distros favoritas, eles abandoram o redhat para ser algo corporativo, a canonical tenta forçar a usar o snap a qualquer custo, até se for algum pacote de debian usando apt, a snapstore mesmo que tenha um catalogo de softwares bacana sejam de codigo fechado ou aberto, a snapstore em si é proprietária ao invés de aberto como o bazaar por exemplo que mesmo que use os flatpaks ainda continua sendo opensource, por mais que a canonical seja importante para o linux e também ajudou a popularizar, as práticas estão ficando como as da microsoft, fugindo do opensource e da filosofia original linux, mas porque ambos estão fazendo isso?

Em resumo: Capitalismo.

A lógica do mercado é sempre buscar lucro, uma hora ou outra isso acontece, as empresas acabam deteriorando seus produtos para ganhar mais. É a tal da bostificação.

Salve, tudo bem contigo?

Acho que rolou uma certa confusão de valores, a filosofia é GNU e não Linux. Inclusive, originalmente o Linux não era licenciado pela GPL - a primeira licença proibia o uso comercial. A GPL foi adotada para dar mais flexibilidade ao projeto.

Agora, sobre o comportamento das empresas - esse tema snaps e redhat já são debatidos há muito tempo, sugiro fortemente dar uma pesquisada aqui no fórum e ler algumas das discussões.

:vulcan_salute:

Salve, @Funerea

Essas guinadas – totalmente contrárias à filosofia (original) – são 1 caminho “prático”, “pragmático”, para 1 tipo de “crescimento” do “Linux” (com anulação, de seu propósito).

  • Não tenho nada contra! – Nenhum preconceito! – Tenho, até, amigos que caíram nessa “trend”. :innocent:

A “filosofia” (original) “do Linux”, era criar, para as pessoas, um ambiente (FOSS) livre das “não-liberdades” do capitalismo – onde a “liberdade” das empresas é o que importa – e às pessoas só cabe se submeterem.

A (nova) "filosofia, é o contrário: – Lasque-se a “filosofia do Linux”! – O importante, é a grana das grandes empresas – contra as quais, “o Linux” se insurgiu (lá no começo: quem lembra) – por serem contrárias à liberdade das pessoas.

Faz tempo, algumas empresas começaram a “botar dinheiro” aqui e ali, “no Linux” – umas gorjetas minúsculas, ínfimas, ridículas – e muitos olhinhos começaram a brilhar.

Desde então, começaram a “crescer” – dentro do “Linux” – 2 “filosofias” (nada originais!), alimentadas por 2 iscas, fisgadas em 1 anzol:

  • “o Linux” (quem??)… “precisa”… “atrair zilhões de usuários” – oferecendo como atrativo que eles não precisem saber nada, nem entender nada, nem ter interesse por nada, nem queiram ler nada, nem pensar, nem raciocinar, nem se envolverem com nada, nem… nem… nem – para que “o Linux” se torne “atrativo” para as empresas – e pipipi popopó

  • Precisamos de grana – muita grana – para financiar o software livre e aberto (FOSS) – por isso, “precisamos das empresas” – que não têm nenhum interesse em nada “livre” ou "aberto.

As 1ªs consequências dessas 2 novas “filosofias”, são que:

  • Criticar qualquer coisa nas empresas, é “filosofia”, “ideologia” – coisa de gente esquisita, sabe-se lá etc.
  • etc.
  • etc.
  • e tals

Isso não é um bom caminho! – Viva a Canonical! Viva a Redhat! Viva a Microsoft! – Não tenho nada contra. Tenho, até, amigos que caíram nessa!

O negócio é ser “moderno”. – Quem critica, é um dinossauro, inimigo do progresso.

Eu vou na onda. – Digo, contra a corrente. – Da Canonical, acabei indo para o Arch, totalmente “comunitário” – e dele, acabei indo para o Artix, sem SystemD, e com XLibre.

Mas, nada contra. – Repito! – Tenho até 2 ou 3 amigos que caíram nessa, coitados. :rofl:

@eddiecsilva obrigado por me corrigir, é que eu acho o ubuntu de fato em si bom e inuitivo e acho que essa distro contribuiu muito com a popularização do sistema linux que foi ótimo, porém só acho algumas práticas da canonical um pouco questionáveis, tirando isso nada contra

@frc_kde no caso acho que a canonical estaria mais tratando o linux como um sistema bsd invés do linux já que tem coisas que poderiam ser opensource da canonical porém são fechadas assim como qualquer coisa desenvolvida para sistemas bsd, como foi a sony com o ps4, mas em si eu não odeio ubuntu nem a canonical, só algumas práticas deles que agem mais como uma corporação invés de projeto opensource

no caso da redhat o fedora ao menos se manteve como algo opensource

olha, ambas tem razão de fazer o que fazem. se coleque nos lugares deles nesse exemplo:

primeiro de tudo, você cria um sistema incrivel, deixa a comunidade participar… aí vem uma galera e cria uma distro em cima da sua (até aí tudo legal). porém a sua distro se torna o núcleo principal, onde as grandes correções são feitas, o lugar onde tudo fica “redondinho”…

ai vem as distros (vou resumir de maneira tosca, mas não é 100% real) gera uma atualização em cima do esforço da comunidade base. coloca um widget ali, outro aqui, troca o wallpaper e a galera vai saindo da distro base com razão ou não.

eu acho o ubuntu extremamente cheio de bugiganga de iniciativas da própria canonical como o snap, lembro também de um certo momento da minha vida que precisei do linux e quando terminei de instalar o ubuntu, estava muito pesado.

agora a RH tem razão em dificultar o rolê da galera. vamos lá: 1 - é o sistema onde o Linus aprimora o kernel ativamente, ele não larga o fedora. 2 - todas as melhorias, quando estão prontas e estáveis sobre pro RHE – poxa, é uma baita referência de mercado.

ai vem uma galerinha, faz uma distro baseada no fedora e obviamente terá um certo destaque. rs

se eu fosse a Canonical o Mint já teria rodado e se eu fosse a RH, restringiria um pouco mais a ponto de distros baseadas, tivessem que trabalhar um pouco mais para obter as melhorias do Fedora. afinal, se a ideia é ter repositórios de outra distro na sua, alguém pode não estar sendo reconhecido nessa história.

como eu sei que isso gera um debate gigantesco, fui e não voltarei mais. rs

Isso dá uma debate interessante e vou deixar minha parte aqui. Primeiro, filosofia não paga desenvolvimento de software. Hoje o Linux só existe porque existe várias empresas que injetam dinheiro na fundação e até oferecem mão de obra paga. Então quando a Red Hat restringe o código fonte do sistema comercial deles, ou a Canonical está empurrando os snaps, eles tem esse direito. São empresas que bancam o desenvolvimento do Linux e por isso vocês conseguem baixar uma distro Linux de graça.

Porque a filosofia nunca foi “OpenSource” mas “software livre”, um da liberdade ao desenvolvedor que irá fazer uso, o outro da liberdade ao software em si

Já nesse caso isso não é exatamente verdade, a Canonical não força o uso de .snap, é um desconhecimento técnico sobre o que acontece, a Canonical só não compila mais o Firefox fora dos snaps, você é livre para instalar uma versão com o .deb extraindo no /

Basicamente porque não paga as contas, alguém tem que pagar um build de um CI de 50-60 horas, simples assim

Como assim se fosse você já teria descontinuado uma distro linux ?, não faz sentido, tudo isso por gosto pessoal ?, ou motivo econômico na visão de uma empresa como a canônicas?, lembrando que eles sabem muito bem oque os usuários gostam e utilizam, se eles segue uma visão contrária a uma base de usuários ou comunidade, ela não pode achar ruim de perde algums utilizadores do seu sistema

uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. essas empresas não estão aqui para serem opensource ou coisa parecida. estão aqui pra ganhar dinheiro. estabeleceram suas estratégias e as implementam para atingir esse objetivo. até aí nada demais.

elas não tem obrigação de disponibilizar nada, ou deixar seus código à disposição de qualquer um. excessão dos que estão sob licenças que determinam isso.

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não se esqueça nunca que, em relação do ubuntu, somos eternos beta-testers. ganhamos o direito de usar a distro, desde que este uso beneficie a empresa no aprimoramento de seus produtos. a red hat - por sua vez - fechou a torneira porque usavam as versões grátis e deixavam de comprar seus serviços. pode ser cruel mas perfeitamente legal. se fosse eu o “dono”, faria a mesma coisa. vc acha que uma corporação confiaria num grupo de jovens intusiastas que, de uma hora pra outra, deixam de produzir uma pseudo-distro porque tem “outros projetos” em mente?

pra terminar, muitas das “restrições” de pacotes devem-se à licença original, que ambas devem respeitar. e elas não tem obrigação de liberar nenhum aprimoramento para a “comunidade”, restrigindo aos serviços pagos que custaram dinheiro para serem desenvolvidos.

elas tem de passar por essas mudanças. se dependerem da “comunidade” para crescerem financeiramente, tão lascadas.