Por que parte da comunidade Linux não gosta do Wine?

Olha, vou citar um exemplo de coisa que é um sistema fazendo as vezes do outro.
Eu nem penso em ter Windows 11, nunca testei, então vou falar do que ouvi: WSL, que seria uma forma simples de rodar Linux “dentro” do Windows, é algo que não funciona. Requer uma máquina possante, 32 GB e por aí vai…

Então o simples fato de conseguir rodar algo num sistema diferente normalmente já é sensacional.
Eu lembro que uma vez apanhei um pouco com o Wine para instalar a SEFIP, precisava fazer um teste de alguma coisa… Com paciência, analisando os erros que o console gerava, resolvi e rodou bontitinho, o que é realmente incrível. Provavelmente windows de 64 bits tem problemas com aquela coisa horrorosa.

Entendo o lado purista, até gosto de alguns argumentos deles. Mas na prática, sem wine eu precisaria criar uma VM ou um boot windows (blargh!) para fazer coisas que me são essenciais, não porque gosto, mas porque é o único caminho que tinha, até vir o Wine.

ceis vejam só. nem sabia desse arrancarabo. kkkkkkkkkkk

:rofl:

Discípulos muitas vezes exageram. Acabam ficando “mais realistas do que o rei”.

A existência das distros GNU+Linux deve muito ao trabalho desenvolvido por Richard Stallman – e aos princípios defendidos por ele – ao longo de várias décadas.

Tentar impor esses princípios aos usuários atuais do GNU+Linux, aí já é outra estória.

Se alguns fabricantes de hardware não querem cooperar – mas nos cercam de maravilhosos “objetos de desejo” – é complicado querer que ninguém use. – Eu evito alguns hardwares e isso me poupa inúmeros problemas, mas não dá para obrigar os outros a fazerem o mesmo.

E o mesmo, quanto aos jogos em geral. – Não se pode obrigar as empresas a gastarem dinheiro para oferecer “versões Linux” – nem se pode forçar os usuários a ficarem longe deles.

Pessoalmente, prefiro sempre software livre e / ou de código aberto – mas não queimo os miolos por causa disso. – Não faço a menor ideia, se tudo que uso é realmente “livre” ou “aberto”, pois tenho repositório non-free no Debian, Packman Essentials no openSUSE, RPM Fusion no Fedora, além de algumas distros menos rígidas. Realmente, não me aprofundei nos eventuais “princípios” envolvidos nisso tudo.

Só do velho Corel, MS Word etc. é que tenho certeza de que não são nada disso. – Esse é um dos motivos pelos quais, há muitos anos parei de criar novos arquivos neles – e “congelei” naquelas versões antigas.

Há décadas tento fugir de “formatos proprietários”. – Em suma, os arquivo são “meus” – mas não tenho muito direito a eles.

É por isso que comecei a substituir Outlook, MS Office etc. por alternativas “livres”, muito antes de entrar no Linux – mas ainda fiquei dependente do MS Word, Corel etc. para ter acesso aos meus próprios arquivos. – No caso do Photoshop, deletei uns 7 mil arquivos, depois de converter alguns para JPG.

Espero que essa etapa já tenha terminado. Já recuperei o que queria.

Quando Stallman fala sobre essas coisas, para mim não é “teoria” – mas experiência própria – e uma decisão minha, consciente.

Quando instalei o Wine, no antigo 2 x Core2 Duo, percebi que o DW e o Corel eram mais “leves” do que no próprio Windows. – Talvez o Windows XP gastasse mais CPU e sobrasse menos para os aplicativos?

Guardei anotações da instalação do Wine em cada distro, para o caso de precisar repetir o processo. – No Kubuntu 16.04 LTS, o arquivo tem apenas 20 linhas – basicamente, as bibliotecas necessárias ao funcionamento dos meus aplicativos (coisa que me custou alguma pesquisa, e achei melhor deixar registrado).

No Debian, também em 2016, acabei salvando 3 arquivos-texto, um com 500 linhas, outro com mais de 750 linhas, e o último com 100 linhas.

Lembro que precisei pesquisar muito, e tentar muitas coisas diferentes, tanto no Google quanto no site do Wine – em especial, as bibliotecas necessárias para cada aplicativo, que eram específicas para cada versão.

No início de 2017, foi fácil e rápido no Manjaro (que eu desconhecia por completo).

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Eu resumo meu uso dessa forma, no geral eu prefiro software livres e/ou código aberto, em 90% dos casos existem boas alternativas que funcionam tão bem quanto ou até melhor que seus concorrentes proprietários. Se eu genuinamente fosse seguir a risca o uso de software livre, eu não usaria internet praticamente, pq só do fato de existirem webapps e SaaS onde nem sequer o binário fica na sua máquina e sim em um servidor, já cai por terra a ideia do free software.

Isso muda algo na minha vida ? Não.

Agora, se eu preciso de algo que não é aberto ou grátis, eu vou lá, pago, mudo pro windows se precisar e tá show. Não tem porquê ficar gastando muito a cabeça pensando nisso, apesar dos pesares o computador é apenas um meio para realizar um fim, você conseguindo alcançar o objetivo, não importa o meio.

Claro que houve, e ainda há, muita briga para manter free softwares e código aberto onde muitas empresas se aproveitam desses conceitos para incorporar código aberto em seus softwares sem liberar o código para as pessoas, isso por si só já dá um longo debate.

Uso Linux por vários motivos, porém eu não sou tão extremista assim, não saio espalhando a palavra de Linus Torvalds para o mundo haha

Se não tem alternativas open-source/free software, compatíveis com Linux eu não fico tão incomodado não, desde que eu consiga fazer o que eu quero.

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Cara eu acho que é por causa de não haver uma interface gráfica própia e centralizada em algum sistema similar ao windows - claro que à via de comando é centralizada ao Ubuntu e seus derivados.

Em meus usos cotidianos e obrigatórios parei de usar há cinco meses, e uso raramente para testar algum jogo que só tem versão para windows.

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@aguamole Gosto de escrever e vamos aos fatos, e esse é um ótimo comentário.

1. Nuances/Introdução/Contexto
  1. Geralmente, o Wine é utilizado em “softwares proprietários” nativos do Windows. O que inclui em suma: Microsoft Office, jogos etc. Reparem que disse “geralmente”, ou seja é algo bem comum de você utilizar no Wine.
  2. Vale ressaltar que a maior parte dos softwares que conhecemos e/ou jogos geralmente é do Windows por ser uma plataforma maior utilizada em termos de desktop do que Linux.
  3. Por esse motivo, o Wine geralmente é utilizado para dar suporte a softwares proprietários geralmente do Windows por ser uma plataforma mais utilizada em termos de desktop do que Linux. Sendo softwares proprietários: jogos, Microsoft Office(editor/preprocessador de texto) etc.
2. Observações iniciais/Notas gerais/contra-pontos gerais
  1. Disse geralmente, pois é um caso comum.
  2. Pois o Wine não serve apenas “softwares proprietários” nativos do Windows, você pode utilizar o Wine para outras coisas também que vou explicar aqui em “Observações iniciais/Notas gerais/contra-pontos gerais”. Abaixo vou deixar uma observação de contra-ponto a esse argumento aqui.
    • Apesar do meu comentário acima, vou deixar aqui alguns pontos de observação:
    • Pode haver casos que não são “softwares proprietários” nativos apenas do Windows.
    • Como assim, você não disse que Wine funciona geralmente para softwares proprietários nativos do Windows? Resposta: Sim, disse isso mesmo. Porém, caso o Windows não seja mais utilizado. O suporte do Wine provavelmente será para outra empresa ou plataforma que pode ser proprietária ou não. Entende? O fato do Wine utilizar o Windows é que ele é apenas uma plataforma/sistema operacional mais utilizado no desktop e por esse motivo o Wine tem maior compatibilidade/suporte
    • Além disso existe outro fato que esqueci de mencionar ao dizer essa observação aqui:
    • Não necessariamente jogos são “softwares proprietários”, podem ter jogos antigos que tem código-fonte liberado, porém as bibliotecas são tão antigas ou específicas demais que você utilizar o Wine é bem mais fácil do que ter uma máquina virtual ou compilar em uma máquina isso. Nesse caso, existem jogos antigos que já são liberados o código-fonte, e mesmo assim existem grupos de software livre que insistem em dizer que esses jogos são proprietários.
    • O que quero dizer é que o fato de um jogo ter código-fonte liberado ou não, não implica em maior ou menor performance. Assim como, não implica necessariamente em maior ou menor suporte no Wine.
    • O que implica maior ou menor suporte de jogos no Wine é a sua utilização, ou seja, quanto mais pessoas utilizam um determinado jogo, geralmente esse jogo é maior testado. Logo, terá um nível de compatibilidade aceito, verificado dentro da Comunidade Wine.
    • O que implica em dar código-fonte para um jogo ou então software proprietário é apenas da empresa e de desenvolvedores que possuem acesso, direito, propriedade ou responsabilidade para isso.
    • Sendo assim, para que usuários (nesse caso: usuários iniciantes, finais, domésticos etc) - tenham acesso ao código-fonte - os usuários devem expressar e desejar isso na empresa ou pedir para os desenvolvedores responsáveis isso. Se os usuários não solicitam isso, dificilmente a empresa ou desenvolvedores vão liberar o código-fonte.
    • Vale ressaltar, que a maior parte dos casos “ninguém liga para código-fonte, geralmente as pessoas querem instalar algum software ou jogo e utilizar, falo de forma geral aqui e coloquei entre aspas para enfatizar esse fato da maior parte dos usuários finais, iniciantes que são apenas utilizadores de um software/jogo que não querem ou não possuem vontade de ter acesso ao código-fonte. Boa parte dos jogos/softwares proprietários hoje funciona em navegadores, isso é interessante pois há um nível de multiplataforma, ou seja, vai funcionar em Windows/Mac/Linux etc - o que quero dizer aqui é que existem softwares que funcionam na web e não necessariamente precisam liberar o código-fonte, e esse ponto de vista está em concordância com o que eu disse anteriormente, sobre o fato das pessoas não ligarem para código-fonte”
    • Geralmente o pessoal que utiliza o Wine é que o Wine é bem mais fácil utilizar o Wine do que ter uma máquina virtual ou ter que fazer um processo de compilação de algum software ou jogo em uma máquina específica para isso.
    • Além disso, é bem mais fácil utilizar o Wine do que ter um dual-boot para jogar ou utilizar algum software do Windows no Linux. Nesses casos, utilizar o Wine facilita a maior parte da vida das pessoas e por isso é utilizado.

4. “Resume tudo que está confuso ou não quero ler” - vamos apenas a análise dos fatos

Se a gente for resumir tudo isso, tirando todas as nuances/observações/contra-pontos… basicamente o Wine serve para você utilizar softwares nativos e proprietários do Windows dentro do Linux. Sendo isso, jogos ou mesmo coisas como MSOffice etc.

5. Minha opinião apenas

  1. Geralmente quem é do software livre/aberto etc, não gosta de utilizar o Wine pelo motivo de que “software proprietário” é algo ruim.
  2. Pois, o Wine dá maior suporte e compatibilidade de softwares proprietários do Windows no Linux.
  3. Geralmente, o Linux deveria funcionar apenas com softwares abertos/livres e não com softwares proprietários.
  4. Ao meu ver, dar liberdade as pessoas de escolherem é o que deveria ser pensado, analisado e não tornar a liberdade de escolha das pessoas algo restritivo - isso falo em termos de desenvolvimento, mercado de ti, filosofia de vida.
  5. Existe uma diferença entre software livre e software aberto, software aberto é a liberdade de desenvolvedores. Software livre é a liberdade de usuário.
  6. Ao meu ver software livre, não faz sentido seja no ambiente empresarial ou na minha vida. Entendo, a filosofia GPL etc - porém não utilizo na minha vida. Acredito mais na liberdade de desenvolvimento do que usuários pelo seguinte motivo: a liberdade do GPL inicialmente era apenas de desenvolvedores, porém de cá e lá atualmente é mais social/política/estilo de vida e impõe uma série de restrições as quais não concordo.
  7. O que eu gosto é liberdade de desenvolvimento, o que favorece as empresas e pode favorece maior contratação de profissionais na área da ti. O que pode colaborar para que usuários fiquem mais felizes com a solução.
  8. Nem sempre os usuários precisam, querem, desejam código-fonte. Então, ao meu ver liberdade de usuário não faz muito sentido. A liberdade deveria ser mais de desenvolvedores. Entendo as diferenças entre 2 filosofias: open source e software livre.
  9. Acho que todo mundo pode escolher qualquer uma das duas filosofias ou nenhuma. Eu no meu caso, gosto mais da filosofia open-source. Pois, parece ser uma filosofia menos restritiva de vida e mais colaborativa. Muitas pessoas do software livre vão dizer que isso é errado ou equivoco, no entando, essa é a minha opinião pois acredito como disse que o open source é mais livre e não impõe muita coisa
  10. Agora, se eu trabalho em um projeto social é claro que vou querer que a filosofia de desenvolvimento em alguns caso seja livre ou open-source - na maior parte dos casos ao meu ver um projeto social tem como objetivo algo social, nesse caso, faria sentido mostrar a sociedade a importância do software livre ou open-source nesse contexto. É nessas horas, que posso defender o software livre ou apenas o open-source.
  11. No ambiente empresarial, defendo mais o software aberto, por ele ser maleável,flexível. Em termos de estilo/vida gosto mais de software aberto. Em termos de prestação de serviço social, prefiro software livre/open-source às vezes - se os mesmos não forem levados ao extremo.
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Amei teu comentário.

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@romulopb meu medo é isso que você disse: “Porque, gostemos ou não, muita gente na comunidade Linux é hater e purista. Wine está longe de ser a única coisa que essa gente não gosta, alguns detestam o Systemd, outros detestam o polkit, alguns o wayland… e assim vai. Qualquer coisa que saia um milímetro da visão purista deles, é ódio na certa… É uma coisa comum em rodas de pessoas que muitas vezes tem filosofia demais na cabeça.”

  • meu medo é dessa maior parte da comunidade Linux em ser “hater e purista” - pois, isso afasta as pessoas do Linux. Além disso, se isso é exagerado demais, pode sem dúvidas tirar a liberdade de expressão que é algo tão necessário, comum, constitucional - como de pensar diferente, fazer algo diferente, ter uma opinião contrária seja para as pessoas em termo geral, desenvolvedores, usuários etc.
  • Fala-se muito de liberdade de usuários ou de desenvolvedores - isto é software livre(liberdade de usuários), software aberto(liberdade de desenvolvedores) - mas acaba que a maior parte das pessoas vai ao extremo demais, tirando essa liberdade nesse caso de liberdade de expressão, que falo aqui de pensar livre, de oferecer novas soluções e tecnologias etc. mas que tipo de liberdade de desenvolvimento é essa que impõe restrição - que não posso por exemplo ter propostas diferentes como wine para ajudar a maior parte de usuários windows que dependem de certos softwares para terem acesso ao linux para ajudar em sua migração de um sistema operacional?
  • acredito que boa parte que veio no linux veio pelo gpl, open source, wine, ubuntu, mint etc. cada distro linux e cada tecnologia/filosofia(gpl, opensource etc) do linux aprimorada, melhorada em certa medida contribuiu para o linux ser o que é hoje, e os desenvolvedores e usuários só tem a ganhar com isso. o que não defendo aqui é o extremismo seja ele do software livre na maior parte dos casos ou de open-source.
  • e acredito que seu comentário é interessante, pois defende ao meu ver um posicionamento neutro/imparcial em termos de desenvolvimento de software e liberdade de usuários, coisas que não vejo em fóruns linux específicos - e acho que isso é interessante. E creio que o DioLinux, assim como a comunidade aqui - está fazendo um ótimo trabalho e esse fórum aqui está realmente tornando o Linux mais utilizável, popular por dar diferentes opiniões e pontos de vista. O que geralmente em fóruns específicos em linux, isso não é percebido ou visto com bons olhos como você tinha mencionado seja por coisas como Wine, Wayland etc. o que eu disse aqui faz sentido?
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Linux é o kernel feito Linus, ele não tem nada de pensado em funcionar apenas com software livre.
O grupinho do Stallman que adoto ele pensando assim, o Linux tem nada a ver com Stallman.
Se a GPL tivesse colocado que era para o software ser usado somente por software livre duvido que o Linus teria usado a GPL2.

Agora ate hoje a GPL num tem essa restrição dos software livre ser usado apenas em projeto software livre, justamente porque isso não é liberdade, falam tanto de liberdade e não conseguem colocar restrição na própria licença.

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Amigo, gostei da explicação. De fato cê gosta de escrever.

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@aguamole Linux é o kernel feito Linus, ele não tem nada de pensado em funcionar apenas com software livre. O grupinho do Stallman que adoto ele pensando assim, o Linux tem nada a ver com Stallman. Se a GPL tivesse colocado que era para o software ser usado somente por software livre duvido que o Linus teria usado a GPL2.

  • é exatamente o que eu disse, você está absolutamente certo. eu disse “geralmente, o Linux deveria funcionar apenas com softwares abertos/livres e não com softwares proprietários.” a ideia é que Linux seja feito com software livre/aberto - mas isso não implica na “restrição dos software livre ser usado apenas em projeto software livre, justamente porque isso não é liberdade, falam tanto de liberdade e não conseguem colocar restrição na própria licença.”.
  • o que geralmente as pessoas não lembram desse fato, muito bem lembrado.

Mas se formos comparar com outras, tecnicamente a GPL2 é mais difícil de integrar com software proprietário do que a maioria. Chega a ser complicada de integrar com software aberto até, vide ZFS.

Mas eu não vejo isso como um problema, cada licença ao seu jeito. O que eu quero distância é de puristas, pessoas que acham que só deve ter software livre nos computadores de todo mundo, gente que acha que a filosofia UNIX é perfeita e o resto é horrível e deve ser eliminado, etc.

Aqui no fórum não chego a ver muito isso, mas lá fora é fácil encontrar nos reddits e phoronix da vida e de forma mais extremada.

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Não sei se já comentei aqui ou noutro lugar.

Por ser da área de TI, vira e mexe alguém me pede um favor, uns grátis outros pagos.
Até por volta de 2010, eu topava formatar computador com Windows. Parei há muito tempo. É caro, é trabalhoso de se instalar e o usuário típico vem querer nova formatação grátis seis meses depois (nem se pagasse teria garantia).

Por outro lado, até como um agradecimento ao Linux, sempre que alguém se interessa, minimamente, eu tenho toda a paciência do mundo (algo que me é meio raro) de explicar, detalhadamente, vantagens e desvantagens. Pergunto o que a pessoa faz da vida, e já listo quais são alguns dos softwares que imagino que possa dar problema. Em todo caso, quando vejo um “perfil” minimamente curioso para tentar algo diferente e abrir mão de uma licença cara na vida, faço questão de pegar a máquina, instalar (da forma que preferir, tipicamente dual boot), e ir resolvendo um a um eventuais pequenos problemas. Porque quem é curioso vai mexer nalguma coisa que pode precisar arrumar, e não estaria acostumado aos poderes do sudo.

Linux, software aberto, e outras questões não precisam de demagogia. São bons o suficientes para, em simples casos práticos, serem vantajosos em relação à concorrência, observando-se sempre o público específico. Obviamente, quanto mais público, indiretamente pode vir a ser vantajoso, proque mais marcas vão se ligar.
Até outro dia, por exemplo, não tinha suporte à VPN para o trabalho. Era meu últim empecilho para chutar o windows para fora da minha vida. Agora já tem, ainda que capenga (ubuntu 20.04 ou Debian), já o suficiente para naquele caso muito específico em que não quero tirar o carro da garagem para fazer um registro de um desenvolvimento, já tenho uma alternativa baseada em uma distro Linux.

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Eu acho que cada um usa o que quer!
Eu uso programas de acordo com minha necessidade! Quando eu estudava programação eu rodava pelo wine um programa chamado Flowgorithm e o Visuag. Antes disso eu lembro ainda na época do Kurumin de ter usado o wine para rodar um dicionário da uol.
Acompanhando o tópico vi que pessoal falou dos puristas. No linux mesmo que alguém queira ser purista usando kernel linux-libre, programas open source, provavelmente vai querer usar codecs e esses são fechados. Claro que é bem melhor usar programas open source quando se tem essa alternativa, mas até os navegadores precisam ter h264 para rodar youtube, o firefox é um dos poucos que não vem com ele, mas salvo engano ele só roda youtube porque no sistema tem que ter instalado o h264 ou pelo menos o x264. Ninguém foge dos codecs, senão não ver vídeo, ouve música, edita vídeos ou músicas.
Claro que se uma pessoa quiser ser purista em tudo menos nos codecs também pode, o chato é quando a pessoa dita regras dizendo que você vai ser livre.
Em um grupo do Facebook eu fui punido porque disse para uma pessoa que o Visual Studio Code tinha uma versão para Linux. Recebi uma mensagem da punição dizendo algo como ter que libertar a minha mente e usar software livre e outras coisa que não lembro. Eles falam em liberdade sendo ditadores.

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Era a isso que quis me referir, quando disse que não tenho 100% de certeza se tudo que eu tenho é “livre”. – Quando o assunto é Codecs, não perco meu tempo tentando ser “purista”.

Quanto aos velhos aplicativos “Windows” que ainda tenho instalado no Wine de 1 ou 4 distros, até hoje, são só para alguma eventualidade (caso precise). – Não crio nem atualizo arquivos com eles – mas entendo que tenho direito a eles (e não aceito ser obrigado a pagar por atualizações posteriores, que nunca usei).

Grupos do Facebook são uma das piores alternativas que existem – e não só sobre “Linux”.

Tenho alguns “grupos” por lá – e o Facebook mudou tudo! – Agora, as pessoas entram, sem minha aprovação… e depois o Facebook fica me aporrinhando, 50 vezes por dia!, para que eu “aprove” a “primeira postagem” de uns e outros.

Quanto aos grupos sobre “Linux”, o Facebook parece ter criado uma “regra”, de que qualquer “link” é proibido. – Mal você publica, 2 ou 3 segundos depois um “robô” exclui a publicação. – Isso não acontece nos meus grupos. Todo dia os membros publicam vários links, e não são excluídos por isso… (Eu só excluo quando são postagens cretinas). Mas, não sei o que vai pela cabeça dos “moderadores” de outros grupos.

Em resumo: – Aquilo ali já não valia quase nada – e agora, vale menos do que nada.

(Só acho. Posso estar errado).

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Tudo que escrevi é sobre esse ponto de reflexão é exatamente isso. Comentário interessante e direto ao ponto. No meu caso, tento “dizer palavras mais bonitas”.

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