Por que parte da comunidade Linux não gosta do Wine?

Bom a lógica e simples, trabalho e dor de cabeça pra algo que na plataforma nativa e simples…
Eu usei uma vez pra talvez nunca mais usar justamente graças a perda de tempo tentando fazer o negócio funcionar…
Mais motivos? E so ver o trabalho pra fazer um jogo funcionar e quando funciona não consegue acompanhar o nativo kkkkkk claro que os “pratos prontos” ajudam bastante, mas o tempo vale outro pra talvez funcionar
Eu não tenho nada contra pra quem quer usar… Mas pra mim vejo pouquíssima utilidade

Oi @Natanael.755

Abaixo pouco da minha compreensão e experiência:

Uso Máquina Virtual (VM) quando não sinto “confiança” no Wine, de que não consegui configurá-lo bem para testar o funcionamento de um software. Mas quando acontece problemas assim ao usar Wine, atribuo o erro a minha própria falta de conhecimento. Só considero que o programa realmente não funciona no Wine depois de pesquisar bem na internet por relatos, seja no próprio site do Wine ou outros, e também quando consigo de fato testar com certo nível de adequação por mim mesmo. Aí sim, após testar bem, se não funciona, passo a considerar que tal programa realmente ainda não funciona bem no Wine.

Um motivo que vejo que muita gente “falar mal” do Wine é porque alguns softwares do Windows em suas versões mais atuais não funcionam no Wine ou não funcionam 100%. É uma tendência de alguns usuários: quando um software qualquer dá erro no Windows, muitas vezes se atribui o erro direto ao software. Já se ocorre algum erro com este software em outro sistema o problema é atribuído ao Wine e ao Linux.

Nas vezes em que consegui configurar e instalar bem um programa via Wine, seja usando ferramentas como por exemplo PlayonLinux, ou outras disponíveis, ou nas vezes em que tive sucesso ao tentar instalar um programa novo não disponíveis nestas ferramentas de auxílio, tive poucos problemas e me atenderam bem. Minha experiência foi menos com games e mais com outros tipos de softwares. Tive problemas com alguns softwares no Wine, que não funcionavam ou davam muitos erros, mas consegui encontrar outras alternativas dentro do Linux, para estes casos, pois não eram nenhum tipo de software muito específico que não pudesse substituir por outra solução. Para os que consegui fazer funcionar, gostei da experiência, por usar o programa sem ocupar muito espaço em GB no HD o que é uma “desvantagem” de quando se usa o mesmo software em VMs.

Outras vezes que tentei instalar programas que não demonstraram confiabilidade no Wine, dando erros, como precisava resolver a situação de forma rápida, no momento, recorri a VMs.

Sendo assim, busco atribuir minhas experiências ruins de uso do Wine, primeiramente mais ao meu próprio desconhecimento como usuário sobre o correto funcionamento e configuração do programa, até ter certeza de que fiz o que era possível para tentar instalar o programa e fazê-lo funcionar corretamente. Desta forma, procuro me estimular a aprender mais sobre o funcionamento do Wine e vou procurando saber até onde dá para ir até onde não dá para ir atualmente com o Wine.

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Pra uma das únicas coisas que eu necessitava fazer no Wine, ele não facilitava muito. Então mati o dualboot mesmo.

É bizarro mesmo. Já me acostumei a escutarem alguns chamarem o sistema da Microsoft de Ruimdows mas nem por isso o Wine deveria ser tratado dessa forma.

Eu gosto da proposta do Wine. Uso bem pouco para executar alguns softwares em específico como jogos bem simples e que o criador não teria condições nem razões para criar uma build para Linux, então o Wine é uma ferramente bem bacana. Uso o Wine até na hora de jogar Gmod na Steam, já que o port para Linux não funciona como deveria.

Mas é basicamente essa a minha visão sobre o Wine. É uma ferramenta. Não precisa de filosofias ou frescurinhas. O Wine muitas vezes acaba saindo mais em conta do que dual boot ou máquina virtual, principalmente se recursos de hardware são um problema. Se funcionar bem, vitória. Se não funcionar, agora é procurar outra solução.

Na verdade penso assim para tudo. Software de Código Aberto é uma maravilha, mas ter mente aberta é melhor ainda. Se a ferramenta resolve o problema, pra quê criar outro dessa forma? Use o Wine, use o Softmaker Office, use NVIDIA e abrace a iniciativa da Microsoft em trazer o Office para Linux mesmo que seja só um do pacote por enquanto. Quanto mais gente de mente aberta, melhor.

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Eu penso da seguinte forma: “Se ta no jogo, é para usar. Mas só se quiser” shuashuasaa.

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Exatamente kkkkkkkkk

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Nossa, eu nunca ouvi falar disso ai não, apesar de eu não ser tão engajado assim com a comunidade; mas esse tipo de coisa é raríssimo de ver.

“a última coisa que o Linux precisa”, “é melhor usa uma VM”, “Devia fazer dual boot”

Se eu vi alguém dizer isso, eu já até me esqueci.

De fato não gosto nem um pouco do Electron e tecnologias semelhantes, mas em nenhum momento eu disse que as pessoas não deveriam usar tais aplicativos, é aqui que reside a diferença. É a mesma coisa de alguém que não gosta da ideia de rodar um programa para Windows no seu próprio sistema Linux – tudo OK até aí, é o seu gosto –, o problema é essa pessoa defender a opção menos prática possível de sair do Linux e se dar ao trabalho de entrar no Windows só por 2 minutos para usar um programa – mesmo o Wine sendo capaz de rodá-lo divinamente bem – como uma “““regra””” para a comunidade (me desculpa, mas isso é pouco prático mesmo!).
Uma coisa é: “as pessoas deveriam rodar programas para Windows somente no Windows”
Outra coisa é: “eu prefiro rodar programas para Windows somente no Windows”
Debato com as pessoas que falam o primeiro tipo de afirmação. Quanto a quem fala o segundo tipo, no máximo só tento dar uma sugestão, mas não fico criticando.

É óbvio que se o Wine não dá conta de um programa X, aí é necessário apelar para uma instalação do Windows (seja numa máquina virtual ou numa instalação real) caso o Linux não tenha uma boa alternativa nativa. O mesmo digo do Electron e tecnologias semelhantes, melhor ter uma opção em Electron do que nenhuma!

Cito o meu caso como exemplo, eu mesmo uso muito o Etcher (feito em Electron) porque ele é um programa muito competente ao ser bem sucedido onde outros programas nativos falharam. E o Wine, por sua vez, torna a minha vida muito prática ao me permitir rodar, no Linux, todos aqueles programas que já citei; mas quando o Wine não dá conta do recado ou uso uma instalação do Windows 7 que tenho numa máquina virtual ou acesso o Windows 10 que tenho em dual boot, mas raramente faço isso, faz um mês que acessei o Windows 10 que só uso pra jogos.
Assim como eu deixaria de usar programas Electron se eu encontrar programas alternativos construídos de forma tradicional que sejam minimamente competentes, deixo de usar o Wine se eu encontrar alternativas nativas a altura de todos os programas Windows que uso no Linux.

Etcher? Se for para Linux você pode fazer o download aqui: balenaEtcher - Flash OS images to SD cards & USB drives
Para Windows, Linux e macOS, sem necessidade de aplicativos adicionais.

Interessante que tem gente que está tentando rodar wine no Windows 10 (wsl2) para rodar programas de Windows que o Windows 10 não roda

Desculpa, me expressei mal. Sei que o Etcher está disponível para Linux; na verdade nem tinha me tocado que também teria versão para Windows e MacOS uma vez que ele é feito através do Electron…

Por “programa nativo” eu quis dizer um programa compilado, como daqueles feitos em Pascal ou C/C++ com uma widget toolkit. Eu devia ter dito 'programa compilado", se é que essa expressão está correta para o que quero dizer.

Ótima analise. :clap: :clap: :clap:

O principio básico do mundo Linux é a liberdade.
E nesta liberdade também está incluso o fato de se usar programas do Windows no Linux. É simples e objetivo.

Eu fico um pouco chateado com manchetes do tipo “Parte dos XXX não concorda com YYY” pois é uma afirmação vazia. Da mesma forma que “Parte do XXX concorda com YYY” pois não especifica quantidade.

Pior ainda, a discussão começa a descambar para a falácia do espantalho, onde aqueles que concordam com YYY são generalizados e transformados em idiotas pelas pessoas que discordam de YYY.

E ainda, quando alguém com uma terceira opinião rebate algum argumento em favor de YYY, já é taxado de ser anti-YYY e adicionado ao grupo de extremistas idiotas anti-YYY. Mas essas pessoas sequer percebem que ao fazer isso estão se enquadrando no grupo de extremistas idiotas a favor de YYY.

Quando menos se espera já há um grupo de pessoas anti-YYY, que além de não serem/usarem YYY querem impedir que as pessoas sejam/usem YYY.

Enfim… Troque YYY por Wine, Linux, Windows, gays, capitalistas, ambientalistas e perceba como que as pessoas perdem o respeito pelas outras e se transformam em radicais.

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1. Nota geral
  1. Vou tentar deixar as coisas bem claras aqui e sem muita enrolação: Eu participava de muita comunidade linux no início quando era jovem, hoje ainda não muito. Antigamente, uma das reclamações de diversas comunidades linux era que o Wine “permitia que alguns software proprietários funcionassem no linux” - isso para quem curte mais software livre, aberto é algo ruim pois não segue a filosofia GPL.
  2. Outra reclamação é que o “Wine abre brechas de segurança no linux quando instala software proprietários”. Alguns argumentam que isso ocorre, devido aos softwares proprietários no linux.
  3. Além disso outra reclamação é que nem todos jogos funcionam com o wine de forma tão boa quanto seria no Windows, então a reclamação aqui era basicamente de incompatibilidade seja de usuários windows para linux/seja dos proprios usuários do linux que gostavam de certos jogos e utilizava apenas o windows para jogar.
  4. Claro que a maior parte dos jogos do wine funcionam, mas existem casos específicos que não funcionam - para deixar claro a frase “existem casos específicos que não funcionam” jogos de lançamento quase sempre não são testados ou se são testados pouca gente utiliza, logo não tem um maior suporte no Wine.
  5. Além disso, como usuário que só quer instalar um jogo e jogar - o workflow do Wine parece no início complicado de lidar.
  6. Ficar criando issue para um jogo que você quer simplesmente jogar é complicado para usuários iniciantes.
2. Resumo
  1. Brechas de segurança de softwares proprietários com Wine
  2. Softwares proprietários instalados no Linux com o Wine
  3. Usabilidade/Experiência de usuário não é boa
  4. Abrir issue para cada lançamento de jogo não parece ser algo interessante, viável
  5. Maior parte da compatibilidade de jogos no Wine é “antiga”
  6. Existem softwares que não funcionam no Wine por algum motivo, seja porque precisa de alguma biblioteca ou coisa proprietária - seja porque o jogo é recente e ainda não foi muito testado
2.1.1 Brechas de segurança de softwares proprietários com Wine
  1. Se você acha que software tem algum problema de segurança, utilize uma máquina virtual ou apenas uma máquina física para isso.
  2. Verifique se as conexões de porta de rede e os serviços que estão sendo executados para assim checar se existe alguma conexão remota ou algo estranho sendo feito
  3. Brechas de segurança ocorrem tanto em softwares abertos, livres quanto em softwares de código fechado. É necessário por tanto saber/conhecer/pesquisar se o jogo ou software no wine já apresenta ou apresentou alguma brecha de segurança - pesquise a respeito. É provável que alguma dessas brechas seja resolvida pelo Wine ou tenha uma solução online com uma breve pesquisa para resolver essa brecha de segurança.
2.1.2 Softwares proprietários instalados no Linux com o Wine ou Softwares proprietários que não funcionam no Wine
  • O melhor jeito é pedir para a empresa o código fonte, caso a empresa recuse abrir o código fonte para você compilar ou configurar de alguma forma no Linux resta 5 alternativas:
    • pedir para a empresa compilar o código em Linux e enviar o binário para que você possa utilizar em vez de ter acesso ao código fonte.
    • caso você não tenha binário para que você possa utilizar nem o código fonte disponibilizado pela empresa nem mesmo o jogo/software funciona no Wine - utilizar o Windows apenas para esta finalidade seja em desktop mesmo(notebook, pc) seja em ambiente virtual(vmware etc) parece ser viável
    • se nenhuma dessas opções é boa, resta a última opção que é ir em fórum das empresas e solicitar isso publicamente, caso haja mais usuários, talvez a empresa libere o jogo ou a solução oficialmente em Linux.
    • outra solução é desistir do jogo e/ou da solução que não funciona no Wine, sendo assim, utilizar apenas software/jogo mais testado e compatível no Wine
    • verificar na internet e em fóruns se existe alguma alternative open source ou alguma forma de resolver o problema de instalar algum software ou jogo no Wine
    • Utilize apenas o “software proprietário” caso não encontre solução open source, tente evitar Wine
2.1.3 Usabilidade/Experiência de usuário não é boa
  1. Se o Wine é difícil de utilizar para os usuários iniciantes, esse é um bom motivo para você aprender e quem sabe fazer um canal do Youtube para ajudar novos usuários
  2. Outra alternativa é falar com a comunidade Wine e relatar a sua experiência e quem sabe assim novas coisas são feitas e melhoradas
2.1.4 Problemas que parecem ser sem soluções ou alternativas
  1. Abrir issue para cada lançamento de jogo não parece ser algo interessante, viável
  2. Maior parte da compatibilidade de jogos no Wine é “antiga”
  3. Existem softwares que não funcionam no Wine por algum motivo, seja porque precisa de alguma biblioteca ou coisa proprietária - seja porque o jogo é recente e ainda não foi muito testado
  4. Se você não gosta do Wine, resta PlayOnLinux - PlayOnMac, CrossOver, Bottles etc
  5. Se as alternativas Wine ou o próprio Wine não são boas para você, talvez o melhor para o seu caso é utilizar Windows mesmo e não Linux

Espero ter ajudado com algumas coisas e ter esclarecido possíveis dúvidas de alguma forma

Referenciais

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Tem tantos programas rodando o Wine aqui sem eu saber que nem consigo contar quantos usa o Wine, acho que mais de uma duzia.
Estou totalmente perdido em questão de programas usando o Wine.

Minha prioridade é:
1-Nativo
2-Wine

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Tentar impor “regras” a quem começa a usar o Linux, é uma coisa que irrita, humilha etc. o iniciante, e pode levá-o a desistir – além de afastar quem ainda está pensando em usar Linux, mas primeiro vai ler sobre o assunto, e se depara com cobranças ou exigências peremptórias (sem explicações ou porquês), e até grosserias estúpidas (não é o caso deste fórum, um dos poucos que ainda frequento, por isso mesmo).

Por sinal, isso foi uma das coisas que me fez demorar a lidar bem com o Debian. Fala-se muito de um mau tratamento dado ao iniciante nos fóruns do Arch, mas isso nunca vi, pois só tentei o Arch bem mais tarde, e sem recorrer a seus fóruns (a documentação do Arch é ótima, enquanto a do Debian é dispersa, fragmentária, labiríntica). Mas o Debian, tentei quase desde o começo. Não vi muita grosseria, propriamente, mas certo descaso com quem não estivesse imbuído de algum “espírito do Debian”, ou algo assim.

Por outro lado, adotei (ou não) algumas “regras”, por escolha própria – conforme recebia ou descobria os “porquês”, e concluía que aquilo fazia sentido (ou não). – Chato, é quando as coisas são afirmadas sem qualquer explicação, e sem que o iniciante tenha “permissão” para julgar por si só.

Vi coisas assim, no caso específico do Wine. Bastava falar nele, para receber pedradas, em alguns fóruns. – E também senti (posso estar enganado) que essa reação agressiva dos bambambãs desestimulava outros, que talvez tivessem a resposta e a vontade de ajudar.

Fiz dualboot Windows / Linux durante 9 anos, mas a pressão do trabalho não deixava tempo para tentar usar o Linux, aprender etc. – Era tão simples e rápido reiniciar e voltar para o Windows, que eu não conseguia insistir no Linux. – Por 2 vezes, removi o Windows durante alguns meses, para “me obrigar” a tentar fazer meu trabalho no Linux, mas o trabalho começava a atrasar demais.

No final de uns 8 anos, resolvi “preparar” a mudança, no peito ou na raça – e nessa hora foi o Wine que me ajudou a decidir, tanto pelo lado positivo, quanto pelo lado negativo.

Pelo lado negativo: – nunca consegui rodar o Photoshop – e isso me fez investir no Gimp, até conseguir usá-lo. No começo, os resultados ficavam longe do que eu queria, então resolvi “mudar o meu querer”, e passei a fazer as coisas do jeito que o Gimp oferecia para fazer. Em resumo: não dava para fazer a marca d’água “igual”, então criei outra, semelhante. – Não sou nenhum “artista”, mal uso 1% dos recursos, mas hoje sei fazer mais coisas no Gimp do que sabia fazer no Photoshop.

Também usava o AutoCAD, principalmente para gerar mapas (a partir de um arquivo do DNIT dos anos 90) e, às vezes, alguns desenhos técnicos bem simples. – “Exportei” aqueles velhos arquivos para um formato que pode ser importado pelo Corel; e passei a usar o GoogleEarth para “fazer mapas”. – Nunca mais senti necessidade do AutoCAD.

Pelo lado positivo, consegui rodar no Wine o velhíssimo Macromedia Dreamweaver; o vetusto CorelDraw 9 (ainda com a imagem da Hedy Lamarr, rs); o pré-histórico MS Word 2000; e um dinossáurico Wordpad. – Foi tudo que precisei, para trabalhar direto no Linux e, finalmente!, deletar o Windows para sempre.

As tarefas eram temporárias – converter antigos arquivos DOC / Xerox Ventura Publisher da década de 1990. – No Wordpad, eu substituía um caractere “invisível” pelo “á”. – No MS Word, eu tinha acumulado macros para substituir todos os demais caracteres “esquisitos”. – Depois de 2 ou 3 anos, já tinha convertido todo meu acervo de textos da década de 1990, de modo que já não precisava do Wordpad nem do MS Word, exceto muito raramente.

O DW era necessário para manutenção de alguns sites em HTML “estático”. Tentei outros editores (Linux), mas realmente era mais simples usar o DW para editar arquivos DW. – Fui “encostando” aqueles velhos sites “estáticos”, e daí por diante não criei mais nada neles. Mas eles continuaram me dando respaldo financeiro, até eu organizar outras fontes de renda. Hoje, só tenho DW em 1 das 12 distros, para o caso de ainda precisar.

Resta só o CorelDraw 9, que ainda uso, muito esporadicamente. Devo tê-lo em 2 ou 3 distros, apenas – e só nas distros que instalei até 2 anos atrás.

Uma “regra” que me impus – e que nunca vi ninguém tentar impor, em nenhum fórum – foi abandonar antigas ferramentas “proprietárias”, e portanto, não criar novos arquivos em formatos proprietários.

Há mais de 20 anos comecei a trocar o Outlook (no trabalho) e o Outlook Express por clientes de email alternativos. Já não lembro qual foi a sequência, pois há uns 20 anos passei a usar email online – Yahoo, depois Gmail. – Mas “exportei” as pastas do Outlook (do trabalho) para arquivos tipo “mbox1.mbs” e sei que até hoje posso acessar localmente todas as mensagens “oficiais” & Anexos que enviei ou recebi até a última vez que trabalhei no setor público (uma precaução importante). Até 2 ou 3 anos atrás isso funcionava. Hoje, já não é importante.

Há mais de 20 anos vim substituindo o MS Internet Explorer por alternativas como o Netscape, Opera, Firefox etc. – Ainda mantive por algum tempo, para poder conferir a aparência dos sites HTML nos diferentes navegadores. – Loco que apareceu o Google Chrome, passei a usá-lo; e no Linux adotei o Chromium até recentemente.

Deixei de usar o MS Office há +/- 20 anos, quando passei a usar somente o LibreOffice – na verdade, o OpenOffice e / ou outros, até chegar a ele. – A mesma coisa com o Excel, que substituí pela alternativa de código aberto.

Em suma, há uns 20 anos +/- que não crio arquivos em formatos proprietários – ou seja, há 20 anos não crio dependências do Windows para mim. – A conversão de arquivos da década de 1990 foi uma coisa que fiz aos poucos, conforme precisava, e já tem vários anos que parece ter terminado.

Outra “regra” que procuro seguir – e que ninguém me impôs – é evitar Snap2, Flatpak, AppImage, PPA, e até mesmo o uso desenfreado do AUR.

Enfim, uma “regra” muito pessoal, de não “querer” tudo que aparece. – Nada de consumismo. – Minhas lâmpadas ainda se acendem e apagam mediante prosaicos “interruptores” nas paredes. Minha geladeira ainda é abastecida na base do “olhar, anotar, ir à feira”. E quando enjoo do computador, meu “jogo” é ler um livro de papel, lavar umas panelas, capinar o quintal, levar um papo com os cachórros. – As distros raramente dão algum problema.

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Relato muito engradecedor, acredite.

Eu fico embasbacado como as pessoas levam a sério algo tão “besta”, genuinamente não entendo esse amor cego pelo Linux, querendo impor que não se deve usar nada proprietário. Além de afastar novos usuários, centraliza o debate em um grupo muito pequeno que vive de amaciar ego.

Linux, Windows, MacOS, BSD, Unix…

São apenas ferramentas, não é algo em que sua vida deve girar. Uso Linux porquê gosto e meu PC performa melhor nele, o resto que aprendi por causa do Linux foi apenas consequência, mas eu não saio por ai com um pedaço de pau batendo em quem usa Office pra obrigar a usar Libreoffice.

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Porque, gostemos ou não, muita gente na comunidade Linux é hater e purista. Wine está longe de ser a única coisa que essa gente não gosta, alguns detestam o Systemd, outros detestam o polkit, alguns o wayland… e assim vai. Qualquer coisa que saia um milímetro da visão purista deles, é ódio na certa… É uma coisa comum em rodas de pessoas que muitas vezes tem filosofia demais na cabeça.

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Eu tenho o Wine instalado na minha máquina principal apenas para poder usar o Winbox e assim poder configurar e gerenciar os meus Mikrotiks com tranquilidade. Não vejo nenhum problema nisso. O que mais me importa é fazer as coisas que preciso, da melhor forma possível.

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Usei wine por um tempo, ajudou bastante, mas acho limitado. Não há suporte dependendo do software.
Nunca li muito o manual para entender a instalação.

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