Por que parte da comunidade Linux não gosta do Wine?

Minha opinião

Não é difícil ver post e comentários recentes sobre o Wine dizendo “a última coisa que o Linux precisa”, “é melhor usa uma VM”, “Devia fazer dual boot”, “Se for pra usar programas do Windows, é melhor usar o Windows”… Ok, entendo, o Wine não é perfeito, dá dor de cabeça rodar boa parte dos programas mas nada (ao meu ver) justifica o ódio que alguns tem, o Wine resolve muitos problemas e tem benefícios posso citar de exemplo:

  • Resolve o paradoxo do market share
  • Você pode ter todos os benefícios do Linux e ainda ter o programa funcionando
  • Não é necessário pagar uma licença do Windows, apenas a do software

Então chegamos ao ponto chave (na minha opinião):

Qualquer substituição do Windows deve executar aplicativos do Windows

Isso nem vale só pra Widows, se um OS quiser desbancar o Android ele vai precisar rodar apps Android, é uma questão mercadológica, a dependência não é do Windows mas de apps que só rodam no Windows,o argumento das alternativas não funciona muito bem, usuário é usuário, ele quer a aplicação ele não vai querer reaprender 10 anos da vida dele, o tempo é algo escasso… se funciona por que não usar o Wine?

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Concordo em gênero, número e grau.

Quem diz que se deve usar o WINE tá de ramelagem.

Tenho todos meus CD’s, DVD’s e Blu-Ray catalogados no Advanced Disk Catalog à quase 20 anos (no caso dos CD’s), imagina se não existisse o WINE e eu tivesse que fazer Dual-Boot ou VM por conta de apenas 1 aplicativo ?? Ou o pior, ter que achar um aplicativo com a mesma praticidade no mundo Linux e ter que catalogar novamente centenas de mídias ??

Acho que quem fica de picuínhas com o Wine são os discípulos do Stallman… se não gosta, ou não precisa, simplesmente Não Use !!

Eu não gosto porque a maioria das coisas que eu tentei fazer funcionar nele, eu fracassei. rsrs

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Nunca tinha reparado que havia pessoas com esse pensamento. Bizarro demais, tem gente que é incapaz de conceber que outras pessoas tem outras necessidades.

Por exemplo, uso muito o programa Free Manga Downloader pra baixar meus mangás. Vou abrir uma máquina virtual pesada ou me dar o trabalho de entrar no Windows (isso se eu tiver uma partição com Windows…) só para rodar esse programa quando o Wine me permite usá-lo como se ele fosse um programa nativo? OK, tem o HakuNeko que é nativo pro Linux, mas eu o julgo inferior ao Free Manga Downloader e é um aplicativo Electron (argh).

O Wine também me é muito útil para me permitir usar o Microsoft Office 2010. A versão é antiga, mas dentro do meu círculo social é mais do que o suficiente.

Também costumo usar outros quatro programas que até podem ter alternativas viáveis no Linux, mas as versões nativas ou não têm uma interface amigável ou esses mesmos programas não são mais suportados no Linux.

  • IrfanView (o melhor visualizador de imagens que existe, mas eu o uso para certas tarefas específicas)
  • Awesome Duplicate Photo Finder
  • Espcon (dicionário de esperanto, até que consegui compilá-lo pro Linux, mas ficou estranho, depois tento compilá-lo com mais cuidado para o *ubuntu 20.04)
  • StarDict Editor (presta atenção, me refiro ao EDITOR, não ao leitor)
  • Os dois últimos é que teoricamente dá para criar um binário pro Linux, mas fazer isso são outros quinhentos e acho um milhão de vezes mais cômodo abrir os .exe deles pelo Wine.


O Wine é um dos melhores programas disponíveis no Linux e é um software impressionante. Ser capaz de rodar programas de outro sistema operacional, às vezes tão bem quanto se fosse nativo!

É claro que ninguém é obrigado a usar e fico feliz quando eles não tem a necessidade. Mas faz meu sangue ferver ver gente diminuindo quem faz uso desse programa.

No meu caso eu consegui rodar direitinho a maioria dos programas. Mas você tem que entender que às vezes é preciso instalar uma runtime ou algo do tipo. Às vezes o Mono não dá conta e é preciso instalar o .NET Framework (prefira fazer isso via Winetricks).

Por exemplo, para rodar o StarDict Editor e o Espcon eu preciso instalar o GTK Runtime.

Também tem que ver qual é a versão do Windows (XP, Vista, 7, 8, 10?) na qual o Wine está configurado. Outro detalhe são as fontes, talvez o programa esteja procurando por uma fonte específica que se encontra nativamente numa instalação Windows.

Quais foram os programas que não deram certo para você?

Sabe que nem lembro direito. Eu lembro que funcionou uma IDE bem simplezinha que um professor de um curso de programação indicou instalar e só tinha para windows. Que eu tentei instalar e não consegui foi PES, Fifa, microsoft office, etc. Mas já faz uns anos. Nem lembro direito.

Interessante vc citar o lendário Irfanview… pq alguém com as mesmas necessidades resolveu empacotar e disponibilizar na SnapStore

Sei lá o que essas pessoas pensa, pra fala a verdade não vejo pessoas falando mal do wine por qualquer motivo besta que é o queacontece com o Windows, a maioria dos posts sobre Windows é o povo falando as nera de algo que não tem nada a vê só pra culpa o Windows chega até ser engraçado vê o povo inventando qualquer coisa besta só pra fala mal do wine ou do Windows, mas principalmente do Windows que vejo é cada absurdo que mds eu só fingo que não vi kkk

Quando o assunto é jogos, o ideal é você usar o Proton (se o jogo for da Steam) ou Lutris (se você estiver instalando o jogo “manualmente”).

Quanto ao Microsoft Office. Tem alguns detalhezinhos que você tem que prestar atenção, como configurar um prefixo Wine que seja 32 bit (para MicrosoftOffice 32 bit, claro) e configurar algumas bibliotecas. Uso o Microsoft Office 2010 sem problemas, nunca teste instalar a versão 2013, mas já dá para instalá-lo via Wine.


Quanto tempo mais ou menos? :slight_smile: Muita coisa melhorou nesses últimos tempos.


Massa, mas é empacotado com o Wine, né? Já o tenho instalado no meu prefixo Wine. Eu queria ver é uma versão nativa pro Linux, infelizmente parece que o programa foi feito com linguagens próprias do Windows. Eu apenas queria um clone à altura.

Conheci esse programa há mais ou menos um ano quando eu configurava uma máquina virtual com Windows 98. Esse programa é muito antigo, mas é muito bom, nunca vi um igual, fico triste de não tê-lo conhecido quando eu usava Windows.

Sim, na SnapStore é empacotado com o Wine, contudo ficou prático a instalação para quem não domina o Wine e suas configs…

Uso o Irfanview desde o seu lançamento em 1996… vinha na maioria de revistas com CD’s de Sharewares

Mas não tem que fazer nenhuma configuração para instalar IrfanView no Wine, o “Wine de fábrica” dá conta. Acho que esse IrfanView na SnapStore é mais pra divulgar o programa.


Eu tinha 3~4 anos nessa época, LOL. Só fui ver um computador, pela primeira vez na vida, lá em meados de 2000.

Provavelmente… e é uma boa… dentre as inúmeras funções, a conversão em massa, alterando o formato (extensão), efetuando CROP ou Resize com regras por porcentagem da imagem e etc… nunca achei tamanha praticidade mesmo em softwares renomados

Assim como o tópico aborda a repulsa pelo WINE, você acabou de demonstrar repulsa pelo Electron, que na mesma proporção também é infundada, já que é uma tecnologia amplamente difundida, documentada e usada pela grande maioria dos desenvolvedores.

Ou seja, 2 pesos, duas medidas?

Eu acho que, assim como o @FabioSuco argumentou, não gosta, não usa, ponto.

Não há necessidade de desdenhar de tecnologias dessa forma.

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MEO_DEOS

cat my_eyes.log
-> xorâno sangue

São os “loucos” ideológicos. Wine é uma solução para situações específicas e pode ser bastante útil. Não faz a menor lógico subir uma vm ou logar no dualboott somente pra abrir um software e fechar 2 minutos depois. Wine é uma ferramenta útil.

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Nada contra o Wine, ao contrário, sou usuário, mas claro que o ideal seria que as aplicações tivessem suporte nativo pra Linux. Mas ai é aquela questão do ovo e da galinha, o sistema não tem aplicativos pq poucas pessoas usam, poucas pessoas usam pq não tem os aplicativos. Esse é um ciclo que o Linux ainda não conseguiu vencer, e o Wine pode ajudar nisso. Apesar de que no caso do Proton, algumas pessoas acharem que isso não estimula as desenvolvedoras a fazerem versões nativas de Linux de seus jogos.

Analisando a questão do pronton. Minha opinião é que pouco importa se o jogo é nativo ou roda via pronton já que já casos em que o jogo rodou melhor no Linuc via pronton do que “nativo” no Windows. O importante no final será sempre se a aplicação roda normalmente.

Olha, eu estou convencido de que poucas pessoas usam Linux já se tornou falácia.

Porque pra ser bem sincero, conheço pouquíssimas pessoas que usam desktop/notebook nos dias de hoje e a grande maioria das pessoas que eu conheço, usa Linux.

Vai me zua por causa do meu jeito de fala?
Nossa, magoa mesmo ;-;