Por que o Foobar2000 é um player tido como diferenciado no Windows?

O primeiro elemento a se considerar é que fones de ouvido tem um único falante que é responsável por abranger o espectro de som audível (de uns 40 Hz até perto de 6 KHz), o que é meio complicado. Em fones in-ear piora, por causa do seu tamanho (pensa numa corda de violão, quando mais curta é, mais aguda é a vibração, daí ser complicado pedir pra falantes do tamanho de uma unha serem eficientes em sons graves).

Dito isso, o som que vc quer depende muito do teu gosto. Eu gosto dele equilibrado, sem excessos de graves (48-600 Hz) ou agudos (2-16 KHz) e sendo moderado nos médios (600Hz- 2 KHz). É bom ressaltar que frequências entre 1 e 1,5 KHz são reconhecidas como irritantes (os médios). Mas quase todo celular tem aplicativos de equalização. Tendo isso em mente, procure equalizar em slope, moderando nos extremos e criando uma suave curva em U entre 800 Hz e 2 KHz. Esse gráfico é o que uso no Audacity para equalizar meus áudios, serve de referência:

No mais, é qualidade de construção e acabamento dos fones…

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Olha… Eu já escutei in-ears que tem graves absolutamentes incríveis, que nenhum monitor de mesa consegue alcançar… O problema dos in-ears é outro, espacialidade.

Já peguei in-ears que até vão além do que eu considero graves corretos, que são muito artificialmente gordos, subterrâneos e profundos.

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Isso é muito por causa dos divisores de frequência que tem, que são eletrônicos e não elétricos (bobinas), daí esse aspecto “artificial” e raso. Mas dá pra se dar um jeitinho pra ficar não tão desagradável (é, fones grandes na rua são meio pesadões e vc perde o que ocorre “fora” deles, o que é perigoso).

Quanto a monitores, ah, queria ter em casa pra ouvir meus vinis… hahahaha

Eu pessoalmente acho que não, pois fones de ouvido fechados sofrem do mesmo problema… Se você pegar um Superlux HD668B e comparar com um Arcano SHP300, você vai perceber uma diferença muito grande na espacialidade, um é semi-aberto e o outro é fechado. enfim, o divisor de canais frequências gera alguns problemas quando mal feito, mas acho que o arejamento é o fator chave na espacialidade natural.

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Dependendo do fone - uns mais antigos que tive tinham bobinas pra fazer o corte de frequências. Mas os mais recentes, realmente fazem isso com chips… a diferença aí é realmente o tamanho do falante, que ajuda na extensão de frequência (especialmente pra graves e médios-graves).

Agora, é realmente espantoso o que se consegue fazer hoje em dia com ímas, papel e plástico em termos de sonoridade…

Touché!

Claro depende, mas geralmente problemas de divisão de frequências geram embolamento, ai é outro problema ao meu ver, em fones mal executados. Para mim isso afeta a precisão, não a espacialidade. Tipo saber exatamente de que ângulo vem o som de um instrumento, não escutar os pratos como uma chiado embolado, etc… Mas em geral, em in-ears acima de 300 reais você não encontra esse tipo de defeito.

Espacialidade é a sensação de que o som vem de longe, e nesse caso, na minha opinião o divisor de frequências não muda absolutamente nada, o que resolve são caixas de som numa sala ou um fone de ouvido bem feito semi ou totalmente aberto.

PS: talvez seja uma boa ideia a moderação migrar parte da discussão para algo como “qual a diferença entre in-ears e fones de ouvidos? sugestões de modelos”

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O Foobar2000 é bem flexível e tem muitas variedades de plugins.

Atualmente uso o Elisa desenvolvido pela comunidade KDE que tem uma biblioteca mais parecida com o plugin que eu usava no foobar.

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@romulopb Valeu! Vou pesquisar por aqui e também ver se algum amigo tem algum dos modelos para eu testar.

@Rodrigo_Chile essas frequências entre 1 e 1,5 KHz são os “famigerados” médios-agudos, não? Lembro que quando fazia aulas de música, aprendi um pouquinho sobre isso. A galera sempre falava pra tomar cuidado com essas frequências, porque elas poderiam ir nos extremos muito rápido, ou seja, se mal usadas, rapidamente tornar uma eq desagradável.

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Capaz. Espero que um destes 2 te agrade, e se valer de algo acho que pode ser mais prudente tentar o Tin T2, o Quarks é mais “controlado” que o ZS 10 Pro mas ainda é um fone bem barato e ainda tem desvios razoáveis. Eu diria que tem um pico razoavelmente grande ali nos 3 KHz e morre bastante depois dos 10 khz. O T2 não chega a ter nada muito fora do confortável.

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Tranquilo. Só quero um fone pra usar na rua. Sem grandes exigências. Até pq nem entendo dessas paradas de fone direito e nem sou audiófilo.

Consegui um Moondrop Quarks com um amigo. Vou ficar com ele uns dias pra testar.