Por que as baterias de remoção externa de notebook são cada vez mais raras?

Laptops a prova de bala :joy: :rofl:
Legal estes modelos que destacam a tela, tablet ou laptop. :smile:

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Em ultrabooks pequenos e finos, como o da foto que enviei acima, acredito que seja complicado elaborar o projeto com bateria externa. A área tomada pela bateria precisa necessariamente ser muito grande, porque a espessura é mínima. Com relação aos Toughbooks, não entendo muito, mas creio que utilizar baterias que tomem uma área interna muito grande poderia atrapalhar a modularidade, pois encaixes são necessários em todas as direções. Então seria o oposto.

As baterias são construídas com tecnologia cada vez melhor, aprimorando sua durabilidade. Para um acadêmico, um advogado ou qualquer profissional com perfil semelhante, mobilidade precisa ser combinada com a máxima duração da bateria. Não faz sentido desconsiderar totalmente as vantagens oferecidas por esse tipo de tecnologia pensando apenas em uma troca de bateria que pode nem ocorrer durante a vida útil do equipamento. E, mesmo que ocorra, geralmente não é nenhum “bicho de sete cabeças” e pode ser feita facilmente por técnicos com pouca experiência (ou mesmo o próprio dono do equipamento).

Eu diria que sim, a maioria dos usuários fica feliz com um notebook mais bonito, mais fino, mais portátil e com maior duração da bateria, mesmo com a desvantagem de ter que desmontar para trocá-la se for necessário.

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Em tablets e ultrabooks eu posso até compreender a opção por baterias internas (apesar da PINE64 provar que baterias modulares são viáveis nesses equipamentos e os tablets travestidos de notebook da Multilaser e Positivo mostrarem que mesmo essas enormes baterias internas não são necessariamente sinônimo de autonomia grande, talvez por falta de otimização de software…), mas, em notebooks convencionais e de alta performance não vejo realmente sentido.
Para mim, no fim a história é a mesma do “lenga-lenga” de certas fabricantes para justificarem processadores e memórias soldados em notebook.

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Meu tablet é um Asus single core, esqueci o processador :joy:, com 1gb ram, é antigo mas é bem competente considerando seu perfil de hardware e o OS Android 4. Ele é bateria modular e ano passado a bateria dele inchou… Comprei outra e vua-lá! Eu fico assistindo El Chavo del Ocho e El Chapulin Colorado em espanhol nele antes de durmir. :innocent:

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É disso que eu falo, só vejo vantagens. Tenho dois notebooks, o mais antigo com bateria modular e o mais novo com interna, o antigo após 8 anos acabou a bateria e adivinhe: bastou comprar e trocar com a maior facilidade do mundo, o mais já não está com aquela autonomia que se diga, nossa que desempenho, já estou vendo que daqui há um tempo terei que substituir ter dor de cabeça com a mesma. Nota: a espessura dos dois é a mesma e ambos são Acer.

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No limite máximo da modularidade e imobilidade eu deixei o notebook pra trás e investi em 2017 em um desktop. Resolvido! kkk Tinha comprado até um nobreak por 100 pila (com bateria removível e padrão universal).

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Nobreak é um excelente investimento.

Ultimamente andei pesquisando sobre o Pinebook e o Pinebook Pro e vi que ambos têm baterias internas. Contudo, são bem fáceis de desmontar para trocá-las, se necessário. É a esses equipamentos da PINE64 que você estava se referindo?

Apesar de serem tablets travestidos de notebook, estou muito interessado no Pinebook Pro. É um equipamento fantástico pelo preço. É portátil, feito em magnésio e muito bonito. Acredito que ARM é o futuro e adoraria experimentar.

Isso também depende. Podem ser bons investimentos, mas podem também ser verdadeiro veneno. Como estamos falando de baterias e energia, creio que possa contribuir sobre isso. No-breaks devem ser do tipo senoidal, online e de dupla conversão, o que geralmente eleva muito o preço. A maioria dos “no-breaks” baratos que são vendidos por aí são, na verdade, short-breaks de onda retangular com estabilizador interno integrado. Agridem as fontes, especialmente as de PFC ativo, de duas formas diferentes:

  1. Enquanto há energia, o equipamento opera como um estabilizador e provoca todos os problemas que um estabilizador provocaria;
  2. Quando não há energia, a onda fornecida é retangular (“senoidal por aproximação”), o que é péssimo para alimentar qualquer coisa e serve apenas para desligar o equipamento rapidamente.

Alguns equipamentos resolvem o problema (2), gerando ondas senoidais na falta de energia. Contudo, o problema (1), que é o mais importante e perigoso, continua ocorrendo.

Temos bastante material do Faller sobre isso no Clube do Hardware e o Gabriel Torres até fez alguns vídeos. Vale a pena dar uma olhada:

Tópicos do Faller:

  1. Por que nunca devemos usar estabilizador? Link: https://www.clubedohardware.com.br/topic/613646-razões-pelas-quais-os-estabilizadores-atrapalham-a-fonte-do-pc/
  2. Entendendo os diferentes tipos de no-break. Link: https://www.clubedohardware.com.br/topic/1047895-entenda-os-diferentes-tipos-de-no-break/
  3. No-break nem sempre é interessante. Link: https://www.clubedohardware.com.br/topic/827485-no-break-realmente-é-a-salvação/

As fontes dos notebooks e as fontes de qualidade de desktop, atualmente, têm sempre PFC ativo. Alguns fabricantes e algumas lojas já avisam na caixa:

Nos manuais desses short-breaks também costuma ter um alerta:

É importante ressaltar, contudo, que embora esses equipamentos sejam muito ruins para fontes com PFC ativo, também provocam o mal funcionamento de fontes mais simples, sem o recurso, ou mesmo genéricas.

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Sim, me equivoquei ao querer citar os Tuxedo que em sua maioria optam por essa liberdade, como alguns da linha Zoll por exemplo que é focada em portabilidade tem baterias modulares.

Quais modelos seriam esses? Os InfinityBook Pro?

Dei uma olhada rápida no site da Tuxedo, selecionando modelos de 10’’ a 14’’. Os cinco modelos listados têm baterias internas: https://www.tuxedocomputers.com/en/Linux-Hardware/Linux-Notebooks/Alle.tuxedo#!#1275,1319

Segue a lista de modelos de diferentes linhas da Tuxedo:
TUXEDO Book BM15


TUXEDO Book BC1710

TUXEDO Book BC1510


TUXEDO Book XA15




TUXEDO Book XC17 - Gen11

TUXEDO Book XUX7

Acrescentei modelos de outras linhas para mostrar que ainda excetuando-se ultrabooks ainda existem muitos notebooks modulares no exterior por exemplo em lugares como Taiwan, EUA ou na Europa, particularmente em marcas que trabalha com notebooks especializados como gamers, industriais, militares, rugged e até alguns modelos mais comuns, isso mais em fabricantes não mainstream. Até aqui mesmo no Brasil, essa montadoras que usam carcaças chinesas e taiwanesas tem bastante opções com modularidade.

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Esses modelos das fotos não são exatamente portáteis, mas é bacana ver que algumas empresas ainda fornecem a opção de baterias externas nesse tipo de equipamento.

Nos modelos mais finos e portáteis, mesmo empresas como a PINE64, a Tuxedo e a System76 adotam baterias internas porque realmente não há como ser de outra forma. E por isso não devemos generalizar: mesmo com baterias internas, a troca é bem fácil. Por exemplo, esta é a foto de um Tuxedo InfinityBook S14 v5:

Nesse exemplo, basta retirar 10 parafusos e puxar um flat. Os modelos da System76, os Pinebook e mesmo os ultrabooks da Asus costumam ser assim. O problema, em si, não é a bateria ser interna. O problema são as empresas que dificultam a troca de propósito, como a “dona” Apple faz.

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