Onde estão os usuários OpenSUSE em 2020?

Sim, eu sei que há usuários OpenSUSE aqui em meio a todos nós, mas pouco se vê falar sobre ele. Por quê?

Eu uso Linux para Desktop há 8 anos, sempre Ubuntu e Manjaro, e há 2 dias resolvi experimentar o famoso OpenSUSE Leap 15.2, e confesso, foi amor a primeira vista.

Três coisas que me chamaram atenção foram “Facilidade para instalar o sistema operacional”, o “Centro de Controle do YaST” e o “Zypper” (Gerenciador de pacotes via terminal).

Na hora de instalar o OpenSUSE, eu utilizei a configuração guiada, que é um assistente que lhe faz perguntas objetivas, como se deseja separar a /home ou não, qual sistema de arquivos você deseja, se deseja criar uma partição swap ou não, e se deseja criar a swap de mesmo tamanho da RAM caso você faça o uso de “Suspender”, eu achei isto um diferencial.

O Centro de Controle do YaST me parece algo completo, causando a impressão que tudo está ao alcance do usuário em interface gráfica, e o “Gerenciamento de Software” se assemelha muito ao famoso “Synaptic”.

O OpenSUSE Leap 15.2 já veio configurado com repositórios non-free, significa que você pode instalar Steam, Lutris, Discord, Spotify… tudo via YaST (ou terminal, se assim preferir).

O que mais me impressiona no OpenSUSE é o Zypper, a forma simples como você o utiliza e a maneira como ele organiza as informações no terminal, lindo demais (vide última imagem).

Obviamente não estou aqui para dizer “isto é o melhor”, estou apenas postando minha ótima experiência com esta distribuição que superou todas minhas expectativas no quesito “amigável”, e gostaria de tentar entender o motivo pelo qual esta lindeza é tão pouco falada ou mencionada entre nós.

Embora esta distribuição seja fácil demais, ainda sim estarei buscando mais informações para compartilhar, contribuir com a comunidade, e também para trazer mais visibilidade a ela.

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Tá na fila esperando máquina nova, mesmo não sendo a minha escolha de distro de produção principal. Todas as vezes que mexi nele (e no Gecko), me pareceu bem arrumado mesmo. O Gecko me decepcionou um pouco, mas espero que melhore, pq a base OpenSUSE é excelente mesmo!

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não sei pq essa distro está tão “esquecida”, ou talvez não seja tão popular aqui no brasil… Vou testar tb

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Os usuários do suse estão fazendo cosplay de camaleão

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Eu também amei minha experiência com o openSUSE, porém eu tive alguns problemas (nem lembro quais eram sinceramente) e para formatar era muito demorada a instalação (pelo menos aqui) ela sendo online ou offline.
Mas o YAST é realmente maravilhoso.


Acho que seja isso, no Brasil ela não é tão popular, durante a época que usei fui pesquisar sobre o assunto e em alguns outros países ele é proporcionalmente bem mais utilizado do que aqui.


E falando em openSUSE, eu invoco neste tópico o @ryu_ketsueki :sweat_smile:

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Usei SUSE a muito tempo, antes do OpenSUSE. Gostava muito da distro. Na época eu testava todas as distros que apareciam, mas a SUSE era a minha preferida. Parei de usar quando saiu o primeiro OpenSUSE que acabei não curtindo, provavelmente por estar no começo pois e era muito pesada e cheia de cacarecos. Qualquer dia eu instalo novamente em alguma máquina pra ver qual é.

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É uma boa distro, facilita bastante a configuração, mas te força a usar a configuração deles.
Exemplos
Yast
Grub
E etc…

Se vc remove ou modifica a configuração, na próxima atualização ele instale tudo de novo e modifica os arquivos para o padrão

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Eu não sabia deste detalhe de retornar valores para o padrão após atualização dos respectivos pacotes.

Bem, compreendo que retornar configuração padrão do Grub possa atrapalhar usuários que costumam editá-lo, inclusive, se o OpenSUSE realmente faz isto após atualização do mesmo, seria um problema para mim no meu Desktop com Ryzen 5, pois meu CPU não se dá bem com o kernel Linux, preciso adicionar um argumento ao Grub para que meu computador não sofra reinicialização súbita aleatória.
o YaST é o que torna o OpenSUSE diferente das demais distribuições, não sei se haveria um motivo plausível para alguém instalar o sistema e remover o YaST…

A única coisa que percebi, é que OpenSUSE sugere o uso do Btrfs para / e, caso o usuário decida por separar a /home, ele sugere Xfs para /home.

Estou numa fase da vida que instalo o sistema e já o utilizo para produção, sem personalizações e alterações, no muito apenas uma montagem automática no /etc/fstab mesmo.

Obrigado pelo comentário, estarei atento a este detalhe, caso um dia eu venha instalar OpenSUSE no meu Desktop com Ryzen, caso o sistema comece a reiniciar de forma aleatória após alguma atualização, já sei para onde ir hehe

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Muito tempo atrás, enquanto eu forçadamente engatinhava no Kurumin, sempre ouvia que o SUSE era a distribuição que as outras distribuições queriam ser. Ainda vou acabar testando.

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Os valores do kernel não são modificados, acho que não foram, mas temas e outras configurações sim.

O que ocorre que há um reinstalaçao, então pastas e arquivos de configurações voltam para o padrão. Quer dizer removidos.

Tive problemas em outros pacotes, mas não lembro mais.

Na instalação o opensuse te da opção de instalar o que vc quer…

O yast acho interessante na pós instalação, depois não tem utilidade, pelo menos a maioria dos aplicativos yast. Só ocupam espaço.

E tem outros configurações chatas. Por exemplo, para configurar a visualização de thumbnail de vídeo tem que fazer uma modificação nos pacotes principais…
Repositórios de alguns aplicativos são extremamente lentos.

Etc…

Mas no geral é uma boa distro
Não vem com quantidade grande de serviços habilitado pós instalação…

Facilita para quem não conhece o systemd o seu funcionamento…

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Atualmente, há duas versões, são elas “Leap 15.2” (Estável) e “Tumbleweed” (Rolling Release).
Embora Tumbleweed seja o queridinho de todos, eu optei por instalar o Leap em meu notebook, justamente porque procuro uma experiência mais suave (estabilizada) enquanto conheço o novo sistema.
Experimente sim, por enquanto tive a impressão de um sistema bem aconchegante.

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A primeira (e última) vez que testei o OpenSUSE foi lá em 2008. Foi uma época que eu estava conhecendo o Linux, mas, no fim, acabei adotando o Kurumin a princípio para logo depois usar o Ubuntu.

Nunca voltei a testar OpenSUSE simplesmente porque não havia motivo, felizmente nunca tive realmente um problema de distro hopping porque o *ubuntu sempre me atendeu muito bem. Mesmo a instalação manual é simples, estou satisfeito com o Synaptic e quando o programa que quero não está nos repositórios oficiais, as PPAs me atendem muito bem sem me trazer maiores dores da cabeça.

Mas caso o *ubuntu acabasse, talvez eu olhe para o OpenSUSE :slight_smile:, embora o Mageia esteja na frente nessa fila, he he he :sweat_smile:. De qualquer forma, obrigado pelo relato, é bom conhecer o que outras distros trazem de diferente.

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Em um tópico mais antigo, eu expliquei porque escolhi Arch entre Arch e openSUSE em 2019:

Até hoje recomendo no mínimo testar o openSUSE Tumbleweed, é uma distro rolling bem sólida e quase sem igual em termos de conceito no mundo Linux.

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Também comigo! Lembro que instalei o lightdm e depois da atualização voltou o sddm.

Tenho boas lembranças do mês que fiquei usando o Tumbleweed como distribuição principal. O problema eram as atualizações gigantescas frequentes… Acabei desistindo de usar qualquer distribuição rolling release e bleeding edge por conta disso.

** Momento piadinha **
Aliás eu acho uma distribuição bem trabalhada, tanto que a falta de problemas aqui no fórum é a prova de que os usuários do OpenSuse não tem problemas!
** Obrigado **

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Também parei de utilizar opensuse por causa disso.
Em 1 semana tinha que baixar quase 2GB para atualizar.

No arch é bem mais tranquilo.
Normalmente atualizo por semana. Para diminuir problemas com atualizaçao.

Na Alemanha tem muitos que eu sei. Também sempre achei estranho um dos “linuxes” mais bem acertados e profissionais nunca deslanchar no Brasil mesmo com as intensas campanhas principalmente de revistas. Para mim, o Suse sempre foi sinônimo de KDE e por muito tempo (talvez até hoje mesmo com o KDE Neon) seja o meu referencial de KDE Plasma.

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É verdade, deu pra perceber no grupo gringo de OpenSUSE no Facebook, muitos alemães do grupo usando o sistema.
Desde a década passada eu escutava gente dizendo “Usa OpenSUSE, é o melhor KDE, o mais bonito”, mas eu não conhecia nenhuma distribuição Linux ainda, fui migrar em 2012, e só agora (2020) que fui experimentá-lo.
Pelo tanto que já utilizei aqui, o Plasma 5.18 está bem encaixado no Leap 5.18, o que faz eu compartilhar a mesma ideia, para mim sinônimo de KDE Plasma agora são “KDE Neon” e também “OpenSUSE”, por estar bem redondo.

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Eu tô achando o KDE Plasma bem redondo no Manjaro também.

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Não uso Linux há muito tempo, eu diria uns quatro anos. Comecei com Ubuntu e as spins, nunca fui muito fã do visual do Unity 7. Depois do Ubuntu, passer umas semanas usando Archlinux mas achei o sistema bugado demais e de certa forma instável, afinal é um OS DIY. Por causa disso resolvi testar o Manjaro, que já tem um certo cuidado adicional para ter uma experiência de desktop completa, algo que não existe no Archlinux, sendo desktop algo que depende do usuário para montar.

Mas uma vez eu resolvi testar uma Desktop Environment chamada Trinity. É um fork do KDE 3.5, nos mesmos moldes do Mate no Gnome 2. Essa DE nunca funcionou comigo no Manjaro, então instalei uma outra distro em VM chamada Q4OS, que tinha o Trinity como opção pré instalada. Eu não consegui usar o Q4OS por ter o Debian como base e não ser nada amigável como o Ubuntu para mim na época. Então fui lendo mais sobre o Trinity no site deles e descobri que tinha um repositório para o openSUSE, uma distro que eu já tinha interesse em testar. Instalou perfeitamente e funcionou 100%. Mas aí algo engraçado aconteceu. Eu odiei o Trinity mas amei o openSUSE. Uso até hoje na minha máquina principal.

Várias das versões que uso de softwares estão disponíveis em repositórios do openSUSE. O Master do projeto KDE está todo no openSUSE em repositórios separados dos oficiais, então serve de alternativa ao KDE Neon, sendo tão estável quanto. E também há repositórios com versões instáveis e em desenvolvimento de softwares como Latte Dock, que também uso. Tudo isso no openSUSE Tumbleweed, uma versão rolling release do openSUSE nos mesmos moldes do Manjaro. Mas o Leap funciona de forma parecida a regular release como Ubuntu, Fedora, Debian e por aí vai.

E é claro, me diverti bastante com a customização:

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