A Canonical revelou planos para integrar funcionalidades de inteligência artificial ao Ubuntu, de forma gradual ao longo do próximo ano, priorizando a inferência local e o uso de modelos de pesos abertos (open-weight) em vez de uma abordagem voltada exclusivamente para a nuvem.
Segundo Jon Seager, vice-presidente de engenharia, a empresa não busca transformar o Ubuntu em um sistema “AI-first”, mas sim adicionar recursos apenas quando estes estiverem maduros e garantirem a conformidade com os princípios de código aberto, segurança e privacidade.
Essa estratégia se diferencia das demais, pois a Canonical divide a IA em “implícita”, que melhora funções como acessibilidade e conversão de fala em texto - sem alterar a experiência do usuário, e “explícita”, com fluxos de trabalho mais visíveis, como automação pessoal, criação de documentos e administração do sistema.
Um pilar central desse plano é o uso de “inference snaps”, que permitem o acesso local a modelos otimizados para o hardware específico do usuário com o isolamento de segurança característico do formato Snap.
A empresa enfatizou que não pretende executar modelos em segundo plano desnecessariamente e, embora não planeje um interruptor global para desativar toda a IA, o foco permanece no controle do usuário e na integração responsável das ferramentas.