O PCLinuxOS me deixou com uma péssima impressão

O PClinuxOS é uma distribuição rolling-release que foi baseada no Mandrake/Mandriva, gosto de dizer que ela é irmã do Mageia – distribuição fixed release – porque esta foi baseada no Mandriva. Já tive uma experiência com essas três distribuições (Mandriva, Mageia e PCLinuxOS) do tempo que eu usava um computador com placa de vídeo SiS e somente distribuições da família Mandriva a suportavam.

Teve um episódio que abandonei o Linux momentaneamente, mas acabei voltando, usando o Xubuntu (por ser mais leve, mas depois descobir que eu poderia resolver meu problema no KDE mesmo). Como eu não estava mais aguentando o XFCE, decidi voltar para uma distro com KDE.

Como a distro que eu fosse instalar duraria pouco na minha máquina porque o Kubuntu 20.04 está chegando :slight_smile: , me permiti experimentar algo novo. Descartei o Manjaro porque ele manda atualizações muito grandes (prefiro que o sistema mande as atualizações pouco a pouco, como nesta semana atualiza o kernel e os navegadores, na outra os ambientes gráficos e por aí vai) e me disseram que o Solus não é diferente. Mas no PCLinuxOS as atualizações são lançadas do jeito que gosto, portanto pensei em usá-lo um pouquinho.

Tudo que relatarei aqui é de um sistema sem e com atualização. Por “sem atualização” me refiro ao sistema operacional como veio “de fábrica” após a sua instalação.

O primeiro problema começou quando o modo liveCD mostrou um tema para o KDE, e a instalação me deu o KDE com tema padrão. Até aí tudo bem, porque a equipe do PCLinuxOS não tem bom gosto pra temas, eu ia tirar aquilo de qualquer jeito.

Então fui olhar o modo noturno nativo do KDE (adicionado nas novas versões desse ambiente gráfico), mas a janela de configuração não abriu.

Outra coisa que chamou minha atenção foi que quando eu clicava e segurava na área de trabalho (onde aparece o papel de parede) e arrastava o mouse (o que faz aparecer aquele retângulo de selecionar arquivos e pastas, imagino que você já saiba do que estou falando). Quando eu fazia isso, a tela piscava em preto (seria que é o que chamam de “flickering”? Mas isso não importa mais).

Isso não foi o pior, quando eu tentava abrir a janela de Configurações do Sistema do KDE, tudo travava, mas depois de um minuto ou dois voltava. O mesmo acontecia quando eu tentava abrir um vídeo.
Certamente foi um problema de vídeo. Minha “placa de vídeo” é uma Intel HD Graphics, o driver desse negócio já está no kernel. Como é que o sistema não conseguiu configurar isso?!

É só isso o que eu quis dizer, gente. O filme do PCLinuxOS está queimado comigo. Não largo do Kubuntu mais nunca!

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Nossa! :cold_sweat:

Minhas reclamações são outras, mais referente repositório incompleto. Mas pro meu uso e da minha remaster está OK.

Já tive problemas com essa distribuição no passado, na época que eu usava o notebook com chipset SiS, quando testei a versão brasileira. Por algum motivo os mantenedores da versão tupiniquim não adicionaram o Pulseaudio e o Firefox ficou sem áudio. Depois disso só usei a versão internacional, que tinha (ainda tem, acho) um programa que atualiza o sistema operacional para você.


Até que eu achava o repositórios deles bem razoável na época que eu usava e os mantenedores da distro mantinham um diálogo com o público para saber o que a galera precisava. Acho que já entrei em contato com eles uma vez para pedir um programa (ou a versão mais nova de um), não me lembro bem.
Mas que programa(s) você necessitava que o PCLinuxOS não tinha?

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Na vdd é basicamente toda a plataforma do Gnome3 e seus desktops variantes. Falta um punhado de coisa, algo que se comparado com o Alt OS ele fica no chinelo.

Amigo, já que esta nesse ponto dê uma chance ao Manjaro. Faça alguns testes. Geralmente tem por volta de 3 - 4 atualizações por mês (coisa de 1 por semana, na faixa dos 600 - 1.2GB, depende do que tem instalado).

Tenho usado ele, e tem rodado muito bem num i7-2630QM veio de guerra!!

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Realmente, porque o tamanho e frequência das atualizações varia de acordo com a empresa/pessoa responsável sobre o aplicativo, o Manjaro só mantém todos os seus pacotes atualizados o máximo possível.

O problema é que atualizações demasiadamente grandes (creio que em torno de mais de 600~800MB) travam meu computador. E mesmo que não travasse, me irrita baixar tanta coisa toda semana.

E também não sou chegado em distribuições rolling release porque uma hora ela te deixa na mão, o que será muito ruim se você não tiver um pendrive com Linux por perto. Eu me permitir usar uma distribuição rolling release por agora porque o Kubuntu 20.04 está pra chegar, então eu ficaria pouco tempo na distribuição.

Creio que isso não é da distribuição, mas sim do KDE e/ou do hardware. Aqui eu tenho o mesmo problema em um hardware modesto, já em um hardware “mediano” esses problemas não acontecem.

Distribuições fixas também podem deixar um usuário na mão, tudo depende do conhecimento que ele tem sobre o sistema que o mesmo utiliza.

Saudações.

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O Kubuntu 18.04 e o Manjaro KDE (testado há poucas semanas) rodaram perfeitamente na minha máquina, na verdade estou usando o Kubuntu 18.04 neste exato momento. Não é problema com o KDE – uma vez que testei uma das últimas versões no Manjaro com sucesso – e nem na minha máquina – que rodou (na verdade ainda roda!) bem o KDE nessas duas distribuições citadas. Foi a distribuição mesmo que não configurou algo direito.



Distribuições fixed release podem apresentar problemas, mas é mais difícil (especialmente se os mantenedores dela tiverem um mínimo de competência) já que teoricamente estão sobre uma base mais sólida. Por motivos óbvios estou ignorando o usuário que futuca no sistema de alguma maneira, meu foco é no usuário que não faz nada além de instalar pacotes dos repositórios oficiais e atualizar o sistema sempre que o mesmo pede.

Já uma distribuição rolling release, por atualizar o tempo todo, pode uma hora ter problemas com um arquivo de configuração que só era compatível com a versão mais antiga de um programa, pode quebrar um programa porque o gerenciador de pacotes não previu que a nova versão desse programa necessitaria daquele arquivo de fonte e por aí vai. Sim, são problemas solucionáveis, gosto de dizer que todo problema no Linux pode ser resolvido sem formatar o sistema salvo se for problema no hardware em si (mas aí nem formatação ajuda rsrsrs), mas não sou um usuário tão avançado assim e eu entraria em pânico se eu não conseguisse nem sequer abrir o ambiente gráfico.

Estou ignorando distribuições para testes (como versões não-LTS do *ubuntu) e outras distribuições com versões igualmente pouco recomendadas para produção justamente porque seu uso não é recomendado para uso normal/diário.

Existe muitos exemplos de usuários que não “futuca” o sistema e elas não quebram.

Isso é outra coisa que já aconteceu e pode acontecer em distros fixas, e sobre o gerenciador de pacotes, eu vejo um comportamento diferente ao citado por você.

Saudações.