Nova distribuição Linux se inspira no iPad

Acaba de aparecer uma distribuição Linux cujo foco é um projeto para tablets.
Estamos falando do sistema JingOS, uma nova distribuição Linux se inspira no iPad.
A distribuição JingOS é uma nova distro baseada no Ubuntu, possui uma IU centrada no toque.
Esta deve ser uma raridade, ainda mais quando falamos de Linux.

Os desenvolvedores do JingOS dizem que é “a primeira distribuição Linux no estilo iPadOS do mundo”.

O fato é que, embora haja muito para ver no clipe, não há muito o que “experimentar” em um primeiro momento. O vídeo diz que uma primeira versão do JingOS só estará disponível para download no final de janeiro.

Além disso, também haverá uma campanha de crowdfunding para arrecadar fundos para a produção do tablet ‘JingPad’ personalizado (pré-carregado com o JingOS, é claro). O lançamento está previsto para março.

Se a equipe fizer jus, o JingOS pode ser uma das distros Linux mais empolgantes de 2021. O JingOS até suportará PCs comuns, mas seu desenvolvedor diz que sem uma tela multitoque você não terá tudo o que ele tem a oferecer.

Fonte: SempreUPdate

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Fui seco assistir… e voltei decepcionado… faltou o que torna o iPad especial, que é jogar fora a metafora do desktop

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Tomará que vá para frente, quem sabe o Linux vingue nos tablets assim. Não seria nada ruim começarmos a ter acesso a uns tablets com Linux de origem chinesa a preços módicos.
Observação: já notaram como todas as interfaces chineses recentes tem um “Q” de semelhança entre si (DDE, Ukui e agora essa novata).

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Como assim “faltou o que torna o iPad especial”? A distro tá absolutamente igual ao iPad, o que o iPad tem de especial que sustenta esse argumento de “jogar fora a metáfora do desktop?”

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realmente, seria muito legal uma distro nesse ramo. O que eu sempre me pergunto é por que não há o foco só na disponibilização do software? usuário linux já instala o sistema por conta própria…

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O iPadOS, assim como o iOS, isola os documentos dos aplicativos, por causa do sandboxing. O resultado é que o usuário precisa de várias abstrações por parte do sistema para conseguir encontrar coisas e a interoperabilidade entre diferentes problemas fica comprometida, porque o usuário tem de ficar compartilhando (leia-se: copiando) dados entre eles.

É o aspecto que eu mais detesto no meu iPhone. É engraçado baixar um documento no Safari e não conseguir abri-lo, porque ele não está no sandbox do programa desejado. Daí você fica com uma duplicata e precisa ficar gerenciando isso manualmente, porque se você importar o documento no programa, são duas cópias, uma no Safari, uma no programa. Se um PDF está com o Foxit, não está com o Acrobat.

Um outro exemplo: eu acesso dados no meu desktop usando o FE File Explorer e quero abrir algo no meu iPhone que não depende de um visualizador do próprio FE File Explorer. Eu sou obrigado a baixar o dado para o iPhone, que baixa dentro da sandbox do FE File Explorer, então eu preciso pegar e importar aquele documento no app desejado. Faço isso toda vez que quero atualizar o banco de dados do KeePassXC, copiando-o do desktop para o iPhone. E vivo esquecendo uma cópia do arquivo dentro da sandbox do FE File Explorer.

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Calma lá que tá gerando desinformação, já faz um tempo que iPad e iPhone são coisas completamente diferentes, então comparar iPhone com iPad hoje em dia é no mínimo equivocado, por partes, o seu primeiro:

Em resumo:

  • Os arquivos ficam organizados em apps que podem abrir eles, o que elimina a necessidade de saber onde o arquivo está nem qual app abrir
  • A utilização ocorre por meio de fluxos de tarefas (orientação a tarefas) de forma adaptativa, então eu posso redefinir meu lócus secundário (app à direita, ou à esquerda se for canhoto) o que é ótimo em caso de necessidade de fontes diferentes de conteúdo
  • Os componentes iterativos de conteúdo dos apps são intercompatíveis, o que permite que conteúdo de um seja arrastado pra outro sem dificuldade, mesmo que um arquivo teoricamente esteja confinado, se ele existe no dispositivo, ele pode ser intercambiado
  • E principalmente: os apps são feitos pra funcionarem assim, o que aliado ao TWM faz com que você faça isso sem bagunça ou ter um monte de informação inútil como nas telas da metáfora do desktop

Isso é o mais óbvio tem bem mais coisa “under root”, mas não é o foco

Vale lembrar que isso é eficiente, se usar da maneira correta, tem gente por exemplo que usa cloud storage (ex Adobe Cloud Storage) e não aceita que apps nativos não podem acessar, ou mesmo apps de outras clouds como o Google Drive (o que não ocorre by default no ma metafora atual até ativar a sincrinização) e simplemente culpa a orientação a tarefas (sendo que o mesmo problema afeta a metáfora desktop)

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Na verdade, não é por causa do sandbox, é o modelo de trabalho, mesmo sem sandbox funcionaria da mesma forma

Na verdade a unica abstração é o multitasking pra interfacear entre apps, todo o resto é feito pelos apps, o que ocorre de forma mais primitiva e complexa que a metafora do desktop, você abrir um app e arrastar o conteúdo pra outro é o equivalente a clicar em Arquivo -> Abrir -> Procurar o arquivo -> ok, enquando na orientação a tarefas você abre o app que gerencia os arquivos daquele tipo e arrasta pro app, o que é especialmente útil se você vai inserir arquivos de diferentes fontes, o que é muito comum pra pro/creative users

Duas coisas, primeiro, apenas apps que comprimem dados (como Pages e Word) fazem cópias , o que por definição faz sentido, os outros trabalham com URLs se estão gerando duplicação (cópia) é interessante reportar pra Apple

Segundo, isso não é um comprometimento, é o jeito de trabalho, isso substitui a caixa de diálogo “Abrir” e o uso de pastas pra categorizar arquivos, é uma forma de trabalho diferente, se vc brigar com ela ela briga de volta, você está querendo a metafora desktop em algo que foi pensado pra fugir dela o máximo possível

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Para quem não sabe do que estou falando, aqui vai o vídeo promocional deles:

Mas algo que notei logo de cara, é o KONSOLE na demonstração. E um comentário do Baby WOGUE dizendo que a loja dessa distro na verdade é o DISCOVER.

Eu sabia que Plasma era versátil e super customizado mas que dava para deixar o Plasma (possivelmente o Plasma Mobile nesse caso) tão parecido assim com outro SO, isso é novidade para mim. xD

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Chineses são exemplos de design no Linux, simplesmente lindo o design do JingOS, e com KDE Plasma ainda, perfeito!

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Rola aí um vídeo sobre o JingOS, @Dio? Esse aqui pode ser uma forte concorrência com o Deepin em alguns pontos!

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Aliás, acabei de entrar no site e tem informações sobre essa build mais recente. Além do Konsole e do Discover, as outras tecnologias KDE são o próprio System Settings 5, Câmera e o Dolphin. Sensacional a escolha dos programas, ainda porque o Dolphin é um grande gerenciador de arquivos.

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Plasma pode virar praticamente qualquer coisa. Não há nada similar a ele em termos de DE.

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O que mais chama a atenção desse S.O é o design dele, e pode ter certeza que vai ter gente ensinando a como deixar qualquer Plasma com esse mesmo visual.

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Como alguém que usa OS X há mais de década (fui o primeiro Macbook na minha faculdade de TI), posso garantir que além de não ver nada de novo ou relevante da Apple em anos, vejo que muitas coisas que eram simples ficaram mais complexas.
Não conheço desta metáfora, mas a minha certeza é de que ela não é racional, pelo menos para mim.

Cito INÚMERAS situações em que fazer algo simples em qualquer distro está ficando cada vez mais chato e pouco funcional num Apple.

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Cara, iPad OS, Mac OS e iOS tem workflows diferentes eu já usei eles , o Windows desde o XP, e praticamente todos os ambientes Linux, e posso dizer, o mais orgânico é de fato o do iPad OS foi a experiência mais orgânica que eu tive

Eu não sei o quer dizer com “orgânico”.
Vou citar dois exemplos clássicos aqui que me são um porre, mas teria inúmeros outros que certamente estão bem diferentes do que pregava o Steve Jobs:

  • compartilhar wi-fi. Um verdadeiro saco. Te obriga a ter todo um ecossistema Apple, quando funcionava. Você tem a opção de acesso pessoal e tem que desativar/ativar para a rede ficar visível. No meu equipamento, tem vez que nem assim volta a funcionar.
  • Visualizar PDF’s. Existe uma série de sistemas que acesso que incorporam PDFs dentro da página. Nunca funciona de maneira satisfatória. Não carrega, baixa e vai parar sabe-se lá onde etc.

Além disto, gestão de fotos, conversar com outras plataformas, anexar um arquivo (dependendo do caso) são experiências ruins, inferiores a outras plataformas mobile.
O mais frustrante, principalmente, é ver que funcionalidades que eram “perfeitas” estão cada vez menos funcionais.

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Desculpa mas isso é politica de marca, não tem a ver com a interface em si

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A capacidade de personalização do Plasma por padrão já é algo incrível, some as tecnologias KDE e Qt com as habilidades de design dos chineses = Uma interface muito linda :v:


Não conheço alguma distro focada em tablets, essa JingOS veio pra suprir esse espaço no mundo linux, tomara que faça bastante sucesso :slight_smile:

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Vou te dar mais alguns exemplos, e se andar com um caderno ao longo de um dia ficaria impressionado.

  • Não seguir o mesmo padrão de conexão de outras marcas. É físico, é política, e diz que era uma tecnologia “melhor” (pelo menos antigamente, no caso do Thunderbolt, era mesmo);
  • Problema atual aqui em casa, não resolvido ainda. Dependendo da posição que estou na casa, ele fica como conectado, mas não acessa a rede POR NADA. E não adianta traçar rotas alternativas (modo avião, fechar e abrir tudo), só retoma (e quase sempre, com sucesso), quando desliga e liga o aparelho. Algo trivial e cujo funcionamento definitivamente não é “orgânico”.
  • O MagSafe 2 é um exemplo crasso do que digo: o conector antigo era ótimo. Esta nova versão se suja por qualquer coisa, não tem um bom cnotato. Várias vezes é preciso retirar e colocar várias e várias vezes, e limpar aquilo ali com muita frequência. Tecnicamente, não houve nenhum avanço.

Ainda é um produto superior em alguns aspectos. Ainda acho que noutros países, o suporte/assistência valem o preço a mais pago, e nunca fui muito contra a cultura fechada deles, porque entendo enquanto conceito e política. Mas está longe de ser algo realmente suprassumo, capaz de atrair “fãs críticos”.