Não consigo entender por que em pleno 2020 o Windows Explorer ainda não possui suporte a abas

Recentemente instalei, numa partição do meu notebook, a última build do Windows 10 e o Windows Explorer ainda não oferece suporte a abas. É claro que posso viver sem isso (sem contar que meu sistema operacional principal é o Kubuntu, literalmente só acesso o Windows para jogar, então não faz tanta diferença), mas eu teria uma melhor experiência no Windows se existisse esse recurso super básico no seu gerenciador de arquivos.

É muito bizarro, os gerenciadores de arquivos das distribuições Linux já possuem suporte a abas mesmo antes de 2010. E o fato de existirem gerenciadores de arquivos de terceiros para Windows que suportam abas, deixa ainda mais estranho a falta de abas no gerenciador de arquivos nativo.

O código do Windows deve ser uma bagunça muito grande para eles não adicionarem esse recurso. Por que os outros podem fazer explorers com suporte a abas, mas os próprios desenvolvedores da Microsoft não podem fazer isso no próprio programa deles?

3 Curtidas

Boa pergunta, eu uso o Dolphin via WSL

Eu acho que a Microsoft hesita em fazer alterações no files explorer por ele ser profundamente integrado com o Windows, mas ainda assim, não faz sentido ele ser tão pobre em recursos.

2 Curtidas

Tem que ver se existe procura por isto.

Acredito que, se os usuários Windows não abrirem tópico solicitando por este recurso, a Microsoft entenderá que não há interesse por este recurso entre os usuários.

1 Curtida

Como?

Exatamente por você ter essa experiência fora do Windows que você sente falta dessa funcionalidade. Quem usa o windows diariamente acaba se acostumando com essa limitação e resolve de um jeito menos produtivo, abrindo várias janelas.

É como ir pro exterior, ver o modo interessante como os habitantes daquele lugar resolvem um problema, voltar pro seu país e tentar explicar tudo que estão perdendo. As pessoas sequer entendem como pode ser bom “ter várias abas na mesma janela do gerenciador de arquivos”.

4 Curtidas

Pra quem nunca saiu do mundo Windows, esse recurso não faz falta.

O mesmo, por exemplo, acontece comigo quando uso qualquer gerenciador que não tem um terminal embutido, divisão de tela e etc, como tem no Dolphin.

Pra ser sincero, sou um grande fã do Dolphin e raramente uso as abas, pois a divisão que ele possui já ajuda, no meu caso, em 99% das vezes.

De qualquer forma, acredito que se o pessoal reclamar lá no programa Insiders, provavelmente a MS pode implementar esse recurso nem que seja em 2 anos kkkkk.

Eu, por exemplo, não aprendi ainda a viver sem um terminal embutido no gerenciador de arquivos que segue os cliques do mouse, tampouco sem o recurso de divisão, que até o momento, só vi no Dolphin e no PCmanFM-qt.

1 Curtida

É outro sistema.

Por exemplo, não me faz falta, inclusive não uso no Linux. Em geral quando preciso acho mais prático abrir 2 janelas pra poder comparar lado a lado as pastas. Creio que isso dependa do tipo de trabalho que cada usuário faz do computador. Se fossem abas perderia a praticidade que preciso de comparação imediata, teria que ficar trocando aba - de novo, depende do trabalho de cada um.

Aqui vai encontrar informações: Microsoft cancela abas (sets) no Windows Explorer do Windows 10 – Aplicativos e Software

Um conjunto de fatores. Inclusive reprovação da comunidade. Quem sabe no futuro.

Não existe padrão nem dentro do mundo Linux. Gnome funciona absolutamente diferente do KDE. Windows não tem que funcionar igual a outro sistema.

Mas não se desesperem, assim como no Linux pode personalizar e adicionar a funcionalidade. :grinning:

Obs: O Acesso rápido supre “parte” dessa falta imagino, uma vez que pode colocar ali a pasta que deseja e fazer a troca rapidamente. Talvez seja questão de acostumar com workflow diferente.

1 Curtida

QTTabBar que o diga.

1 Curtida

O Windows_User já deu a resposta para a minha pergunta, tanto que já marquei a resposta dele como solução para o tópico. Mas estou aberto a discutir algumas ideias com os participantes do tópico.

A você que teve seu comentário diretamente respondido por mim, eu lhe peço que veja os argumentos que dei aos outros usuários, eles complementarão o que eu disse diretamente a você.


Mas convenhamos que o usuário médio do Windows é bem… “passivo” (não sei explicar direito agora). Talvez as pessoas nem saibam que isso é uma possibilidade, apesar de navegadores oferecerem suporte a abas há anos.


Mas se formos seguir esse raciocínio, a gente nunca teria inovação em lugar nenhum porque o público estaria acostumado a esta ou aquela limitação.

Por exemplo, um recurso fenomenal do Windows Explorer é a capacidade de montar imagens .iso facilmente, um recurso que aprecio porque lido muito com imagens .iso por N motivos. Novas versões do Dolhpin passaram a oferecer essa possibilidade (link), de forma que não preciso mais usar o terminal ou usar um outro programa para montar imagens. Mesmo a demanda para esse recurso no Dolphin não sendo muito grande (é o que eu acho), todo novo recurso é bem-vindo (é óbvio que estamos assumindo que o recurso foi bem aplicado), penso o mesmo em relação à adição de abas no Windows Explorer, não entendo porque alguém seria “contra” isso.


Os desenvolvedores do Windows não tem medo de grandes modificações, a adição de abas no gerenciador de arquivos deles é fichinha comparada à retirada do menu tradicional no Windows 8.

Desenvolvedores de um software não precisam esperar os consumidores demandarem função X para adicioná-la (é claro que pedidos podem ser atendidos, mas muita coisa vem por conta dos próprios desenvolvedores).


Você entende que mesmo que o gerenciador de arquivos tenha suporte a abas, você ainda pode abrir duas ou mais janelas dele, né? Uma possibilidade não anula a outra, se você quiser, você não pode passar o resto da vida sem usar as abas dos gerenciadores de arquivos do Linux.


Eu já imaginava algo do tipo. Se dá para modificar o Windows 10 para deixá-lo bem-parecido com o Windows XP, uma modificação dessas no Windows Explorer não deveria ser muito difícil.


Aqui está a resposta para o meu tópico. Obrigado!

2 Curtidas

Um “problema” é que a M$ automatiza e/ou terceiriza muito do seu atendimento. Quando há problemas com meu Linux, eu venho aqui; quando é com o Win, tem uma ajuda que começa com um robô, e dps vai pra um “colaborador” que muitas vezes não sabe bem o que fazer e apenas repete telas padrão. Já tive casos de problema de boot que só no terceiro tópico criado que apareceu alguém que entende um pouco mais do sistema e conseguiu ajudar. Em todas as vezes que tive problemas resolvi - mas custou
Digo isso pq “pedir” um recurso pode bater em ninguém ler de fato, ou pq bate num robô ou num terceirizado que não saberá bem o que fazer com a demanda

1 Curtida

Eu acho que parte disso é uma questão do meio, boa parte dos usuários Linux, principalmente as pessoas que projetaram os softwares gráficos de hoje, tiveram sempre uma convivência muito grande com o terminal.

Esse tipo de solução que escala é uma coisa que quem convive muito com o terminal já viu, de um problema que eu resolvo rápido se for x mas da uma trabalheira manual desgraçada se for x*2… 10… 100.

Neste caso pode vir perguntar aqui :grin:

1 Curtida

Eu vim do Windows. Não gostava do Terminal por um simples motivo: o interpretador de comandos do Windows é confuso, desorganizado e ilógico. Hoje em dia, ao conhecer o bash e o zsh, os dois melhores interpretadores, até prefiro usar o terminal para fazer as coisas. Se o cmd do Windows usasse bash, eu o usaria com certeza :grin:

O problema principal do cmd no Windows antes do powershell sempre foi a linguagem limitada… Um terminal que não oferece poder de abstração similar a uma linguagem de programação é um bocado inútil já que a vantagem to terminal é abstrair e com isso escalonar bem para diversos tamanhos de problema, compensando a complexidade de interagir.

A interface pode ser bem fácil de entender mas eu prefiro dar um diff para comparar milhares de arquivos do que ir manualmente checar,

Eu tinha esses problemas em PCs de onde trabalhava antes. No meu mesmo, eu desablitei a tela de emergência na reinicialização - o tal “recoveryenabled”. Depois disso, nunca mais tive problemas desde que instalei o W10, isso tem mais de 1 ano. Mas tendo xabu, peço ajuda aqui e não pra M$, já vi que o pessoal aqui manja mais e é mais rápido que a turma do tio Bill

Não entendi por que você está falando do terminal aqui.

O ponto que levantei neste tópico é o porquê do gerenciador de arquivos do Windows ainda não ter abas (pergunta esta que já foi respondida!) e continuei com o debate porque este é um recurso que seria bem-vindo em qualquer cenário, se você não curte abas no Windows Explorer, você não é obrigado a usá-las.

Porque isso pode explicar em parte porque este tipo de feature é tão comum nas distros Linux mas não floresceu no Windows, Eu acredito que muitos costumes que temos nas DEs vieram do ambiente de linha de comando e do jeito de ser do sistema como um todo. De resto, não tenho nada contra abas, onde você leu no meu comentário que não curto abas no explorer?

Se formos dar uma olhada no workflow de antigamente com file managers da linha de comando, visão dividida em painéis com multiplos views diferentes via tmux explicaria porque workspaces, tabs em terminais e file managers, múltiplos painéis e coisas similares são comuns de tão longa data nas distros.

Não foi pra você (desculpe se pareceu isso), mas foi com o fato de outras pessoas acharem que isso não seria muito útil do Windows Explorer.

Foi o ambiente de linha de comando que inspirou abas? Eu não sabia disso (não estou discordando de você, estou dizendo que eu genuinamente não sabia disso!). Bom, conheci esse sistema de abas pela primeira vez com o Firefox, que (olha só), foi adotado pelo Internet Explorer.

Meu ponto é que se pessoa A ou B não curte tanto abas no Windows Explorer, ainda assim não seria um problema se o gerenciador de arquivos da Microsoft tivesse esse recurso, porque você não é obrigado a usá-lo, você poderia usar o Windows Explorer como se as abas não existissem.

Um exemplo prático envolvendo outro recurso: O Dolphin do KDE Plama, e creio que também o Nemo do Cinnamon, têm o recurso de lembrar as configurações individuais de cada pasta. Por exemplo, a pasta de música exibe os arquivos e pastas em forma de lista enquanto a pasta de vídeos exibe os arquivos e pastas em forma de ícones e com thumbnails ativados; em outros gerenciadores de arquivos, se mudo o modo de exibição em uma pasta, o mesmo ocorrerá com todas as outras, porque essa é uma configuação global. Pra algumas pessoas isso não é muito relevante, tanto que elas usam gerenciadores de arquivos como Thunar ou Nautilus sem problemas, mas pra mim isso é algo essencial, sem isso acho que eu preferiria até mesmo voltar pro Windows cujo gerenciador de arquivos tem esse recurso tão básico na minha opinião.

E há coisas que a Microsoft alegadamente copiou do Linux. Nesta resposta do quora há alguns exemplos. E daí que algo existe nos ambientes Linux por N motivos históricos, se é um conceito que traz maior comodidade para o usuário, por que a Microsoft não poderia adicionar isso para o seu sistema operacional? Lembrando que, no caso das abas do Windows Explorer, a resposta já foi dada pelo colega Windows_User.