O Btrfs (B-tree File System) é um sistema de arquivos moderno que introduz o conceito de subvolumes, que funcionam como sistemas de arquivos independentes dentro de uma mesma partição e compartilham o mesmo pool de armazenamento físico.
Diferente de partições tradicionais de tamanho fixo, os subvolumes não exigem um redimensionamento complexo, pois crescem e diminuem dinamicamente conforme o espaço livre disponível no disco. A principal função deles é organizar a estrutura do sistema operacional e isolar dados de forma eficiente, permitindo que diferentes partes do sistema sejam gerenciadas separadamente.
É comum criar um subvolume dedicado para o diretório raiz do sistema operacional, onde ficam os arquivos essenciais do Linux, e outro separado para o diretório pessoal dos usuários (geralmente chamado de home), cumprindo importante papel na segurança e na manutenção, pois possibilita a criação de snapshots em disco.
Se uma atualização do sistema quebrar o diretório raiz, é possível restaurar o snapshot correspondente de forma rápida e segura, sem que os arquivos pessoais dos usuários armazenados no subvolume separado sofram qualquer alteração ou perda.
No início era o @
A escolha entre @ e @rootfs (ou qualquer outro nome) é uma convenção dos desenvolvedores de cada distribuição Linux e seus instaladores. O Btrfs enxerga os subvolumes como diretórios especiais e o nome que vem após o @ serve apenas para organização humana. Por que existe essa diferença?
A escolha do Debian pelo @rootfs ocorreu com a intenção de ser mais descritivo e explícito que o anterior, evitando ambiguidades caso existam outros subvolumes no mesmo disco. Já a convenção tradicional é utilizada por distribuições como Ubuntu, Fedora e Arch Linux, que popularizaram o uso de @ para a raiz e @home para o diretório de usuários.
Essa mudança atrapalha o funcionamento padrão do Timeshift, exibindo um informe de que não encontrou um subvolume Btrfs compatível para gerenciar snapshots. Ele falha com @rootfs porque foi programado para seguir a convenção clássica, procurando por subvolumes @ (para a raiz) e @home (para a pasta pessoal).
Você pode renomear a partição para o subvolume @, mas pode não dar certo e você perder acesso à sua distro e, consequentemente, os dados que você tem no seu disco. Não vale à pena correr o risco, a menos que você saiba exatamente o que está fazendo. E nesta hora, “exatamente” é muito relativo.
O que fazer então?
O melhor que se pode fazer escolher outra forma de becape, com o clonezilla até que o timeshift possa ser modificado para acessar subvolumes @rootfs.
Becapes de arquivos de configuração também deve ser considerado, permitindo a sua restauração caso seja necessário reinstalar sua distro favorita.