Minha opinião sincera sobre o GNOME

Eu comecei a utilizar Linux com o Manjaro, inicialmente com o XFCE, mas foi uma experiência que durou pouco tempo, porque eu mudei e a maior parte do tempo eu passei utilizando o Manjaro KDE, porém eu sempre me identifiquei muito com o GNOME, sempre achei interessante e belo o seu funcionamento, mas eu sempre tive muitos problemas com a versão 3.32 ou anterior do GNOME, mais especificamente no quesito desempenho. Entretanto, com a versão 3.34 tudo mudou, ele se tornou mais responsivo e suas maravilhosas mudanças me fizeram usá-lo e eu finalmente entendi o porque tantas pessoas odeiam o GNOME e criticam o projeto injustamente, assim como eu também entendi o porque tantas outras o amam.

O GNOME é diferente, ele segue um modelo de ambiente gráfico que você não encontra em nenhum outro lugar, é algo único, é algo que você consegue identificar no momento em que vê, é uma abordagem única e eu acho importante ressaltar isso pois o diferente sempre vai causar espanto e rejeição, principalmente se levarmos em conta que durante anos apenas dois modelos de ambiente gráfico, duas formas de se trabalhar com o computador reinaram, sendo o principal o “formato Windows”, este que é utilizado por outros ambientes famosos no mundo Linux, com exceção do “jovem rebelde”.

Muitos dizem que o GNOME é inutilizável sem extensões e eu já fui um desses, admito, porém hoje eu entendo que não é o GNOME que precisa de extensões e sim você como usuário, seja devido aos costumes do “mundo Windows” ou do “mundo Mac”, ou até mesmo por não entender como o GNOME funciona. Se você o utiliza com uma extensão que transforma a Dash em um painel estilo Windows, saiba que você está utilizando o GNOME de forma errada; se você o utiliza com botões de minimizar e maximar, saiba que você não entende a sua maior vantagem: seu workflow. Cada usuário tem o direito de customizar seu ambiente do jeito que desejar, mas pergunte a si mesmo, “será que a minha customização é realmente necessária ou eu estou me apegando a velhos hábitos enquanto tento algo novo?”, porque eu vejo muitos realizando customizações desnecessárias e culpando o GNOME por isso.

O GNOME não precisa de botão de minimizar, o conceito de minimizar uma janela não existe no GNOME, porque você pode simplesmente trocar de área de trabalho, garantindo que você sempre tenha um ambiente de trabalho limpo, polpando você do trabalho de ter que lidar com várias janelas abertas, possibilitando que você foque apenas no que você está fazendo ou quer fazer. O GNOME também não precisa de botão de maximizar, você pode simplesmente usar a tecla Super (Tecla Windows)+↑, ou arrastar a janela para a barra superior, ou clicar duas vezes na borda da janela.

O GNOME possui o modo atividades, este que pode ser acessado usando a tecla Super+S, arrastando o ponteiro do mouse até o canto superior esquerdo ou simplesmente clicando no botão “Atividades”. Neste modo, na parte central da tela você vê todas as janelas abertas na sua atual área de trabalho, na esquerda você encontra a Dash que sinaliza quais são os aplicativos favoritados por você e quais estão em execução, enquanto na direita você tem uma lista vertical de todas as áreas de trabalho disponíveis. No modo atividades é possível tem acesso ao menu de aplicativos (tecla Super+A), mas para um usuário que entende o workflow do GNOME, esse menu só serve para listar todos os programas instalados no sistema, pois para executar um programa basta pesquisar por ele na caixa de busca no menu de Atividades.

Uma coisa é certa, o GNOME não precisa de extensões e uma vez que você se acostuma ao seu workflow, você fica extremamente produtivo e utilizar o seu sistema se torna muito fácil e prazeroso, porque você não precisa lidar com inconveniências de Design, você não precisa lutar contra janelas, uma vez que o projeto é muito bem arquitetado e busca facilitar a vida de seus usuários, sem contar na beleza do novo tema Adwaita e o quanto o Design adotado pelo projeto GNOME é intuitivo e extremamente coeso. O GNOME também possui um ecossistema de aplicativos poderoso, o melhor que eu já vi e digo isso indo além do mundo Linux, porque tudo se encaixa e tudo é muito bem organizado, tudo é muito intuitivo e não é apenas isso, porque o GNOME possui outra feature matadora: a sincronização de contas online, como a da Google ou Nextcloud. Quando você sincroniza uma conta da Google, por exemplo, com o GNOME, os aplicativos do ecossistema de aplicativos do GNOME vão ter acesso aos mais variados serviços fornecidos pela Google, ou seja, você vai poder ter acesso aos seus arquivos com o Documentos do GNOME, seu gmail com o Geary, o seu Drive com o Nautilus, os seus agendamentos com o aplicativo de calendário etc. Tudo é muito bem construído, integrado e sincronizado, dando para você uma central de trabalho, um ambiente extremamente poderoso. Eu, por exemplo, possuo um servidor próprio com o Nextcloud e uso o GNOME (Fedora 31) no meu PC em casa sincronizado com esse servidor, assim como no PC do meu trabalho e assim como no notebook que eu costumo utilizar diariamente, especialmente na faculdade e independentemente de qual aparelho eu estou utilizando ou onde eu estou, eu estou sempre sincronizado com o Nextcloud via GNOME e o poder, praticidade e facilidade que isso proporciona é algo incomparável que não presenciei em nenhum outro ambiente.

O GNOME é diferente? Sim. Pode ser difícil se acostumar com ele? Sim. Contudo, acredite, ele é capaz de mudar para melhor a forma que você utiliza o computador e eu sou uma prova disso, assim como outros também são. Hoje eu utilizo o GNOME e mesmo duvidando que isso vá mudar, não me incomodo de forma alguma com essa possibilidade.

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Seja bem vindo ao time @Pakatonobr.
PS tem o Super+número para abrir as aplicações do dash na sequência partindo do desktop ou qualquer outro lugar, entre outros atalhos úteis.
Achei que veria algo como isto.

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Obrigado :grinning:

Verdade, eu esqueci disso na hora que eu escrevi o texto. Obrigado por citar :blush:

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Não é muito eficiente trocar áreas de trabalho somente pra alternar entre as janelas, acho muito exagerado tudo isso só pra fazer algo tão simples. E Gnome cru sem extensões é ruim, convenhamos. É praticamente mandatório que você tenha ferramentas de terceiro, o Gnome Tweak Tool é essencial, e você pode resistir às extensões por um tempo, mas uma hora vai acabar cedendo e instalando alguma ou outra.

A proposta do Gnome é diferente, mas isso não faz ele melhor do que outras DEs. Na realidade, isso é subjetivo.

cara sabe o que eu acho, eu acho que gnome é um grande meme e não deveria ter espaço nos desktops atuais, esse meme de minimizar e num sei que lá literalmente já existe em qualquer wm/de existente na face da terra cara

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ALT+TAB faz o ciclo entre as áreas de trabalho independente de onde o aplicativo esteja (o foco vai para a área de trabalho correta).

Quanto ao gnome-tweaks as opções que ele habilita estão disponíveis via gsettings ou caso queira o dconf-editor que são formas oficiais de fazer alterações no sistema, as configurações de extensão faz algum tempo estão lá na Loja(GNOME Software)->Complementos->Extensões do shell, já falei por aqui faz algum tempo.

ou caso queira pelo aplicativo standalone gnome-shell-extension-prefs que abre a mesma janela da Loja(GNOME Software).

Tambem existe uma ferramenta de linha de comando caso queira.

O caso das extensões é bem particular para cada tipo de usuário, as que utilizo são instaladas por padrão pois fazem parte da sessão Clássica (logo são mantidas pelos desenvolvedores do gnome-shell e são confiáveis).

A opinião do @Pakatonobr é o que ele vivenciou, não vai ser a mesma coisa para mim ou para você cada um tem um melhor jeito de trabalhar, eu, mesmo sendo usuário do GNOME de antes do 1.0, torci o nariz para o gnome-shell a princípio e depois de quase 10 anos somente utilizando ele passando por todas mudanças “ainda assim” não troco por outra interface qualquer. A questão aqui é só respeitar a opinião do outro.

É mais simples SUPER+H que clicar em um botão para minimizar, depois basta utilizar o ALT+TAB para alternar entre as janelas (Não precisa do botão maximizar para isto, pois a janela será maximizada automaticamente). E como o @Pakatonobr disse, ele aprendeu um novo fluxo de trabalho que otimizou seu tempo, isto não quer dizer que você tenha que se adaptar a isto. O problema aqui é achar que o método tradicional é a forma correta e perfeita de se trabalhar, talvez seja só o medo de sair da zona de conforto e descobrir que perdeu tempo.
Até o método do shell talvez em breve esteja ultrapassado, para quem pensa fora da caixinha.


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Gnome ¨pesadão¨

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Imagine se importar tanto com uma DE que vc escreve textos e não ironicamente se importa com pessoas que não gostam dela.

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Muito pesado, inutilizável :laughing:

Brincadeiras a parte, a versão 3.34 realmente foi um passo gigante para o GNOME.

recentemente fiquei sem desktop, e tive que usar meu notebook da xuxa para fazer live e usar pra quase tudo que fazia no desktop, bom, ele não ficou aquele primor de fluidez como no desktop, mas ficou utilizavel até em live! isso usando Fedora Silverblue (GNOME)

obs: usando wayland
https://youtu.be/nE-iOPXQIxM

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e esse uptime de 2 min ae

Só para mostrar que gnome não inicia devorando ram, como comentam.

O que vai elevar depois depende do que o usuário vai abrir, mas isso é em qualquer ambiente.

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Vamos por partes:

Workflow:
Acho que se você utiliza uma área de trabalho inteira só pra compor apenas uma janela, você deve estar usando o Gnome de forma bem errada (ou então o conceito de workflow do Gnome não faz o menor sentido). Não é eficiente e gasta espaço e recursos desnecessários. É abundante.

gsettings/dconf-editor:
Essas ferramentas ficam ocultas, não tem uma interface de usuário muito conveniente, um iniciante não vai saber o que esta fazendo se for mexer em alguma dessas ai. São apps pra pessoas específicas, não ao usuário final.

Extensões:
Eu não reclamei das extensões em relação a forma como gerenciamos as mesmas. O que eu quis dizer é que o Gnome sem extensões é uma DE incompleta e que uma hora ou outra o usuário vai acabar instalando uma ou um monte delas. E pra piorar elas são feitas e mantidas por usuários comuns, ou seja, são passíveis a erros de segurança, e a cada atualização da versão do Gnome, a maioria delas param de funcionar e você é obrigado a esperar até que atualizem a extensão; enquanto isso sua DE fica toda bagunçada porque tal extensão parou de funcionar. Isso acontece e não tem como negar, é só procurar no fórum o tanto de post em relação a isso, huauha

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Vamos supor que você está escrevendo um documento e por acaso precisa verificar algo, então você utiliza Ctrl+Alt+Seta para baixo para mudar para uma nova área de trabalho e então abrir o seu browser. Para fazer essa mudança você leva um segundo (1.56 segundos), sem precisar se preocupar com nada mais.

Eu também pensava assim, mas depois que eu decidi utilizar o GNOME sem extensões eu percebi que não existe a mínima necessidade delas. Como eu disse na postagem, quem precisa de extensões é você como usuário, não o GNOME. O GNOME é 100% funcional sem extensões. Se você se sente preso a extensões ao utilizar o GNOME, significa que você precisa entender como o GNOME funciona ou simplesmente utilizar outra DE.

Não é eficiente? 1 segundo não é o suficiente para você?

Sobre desempenho…
Cada workspace utilizada no GNOME, surge mais outra de reserva e caso você utilize a de reserva, vai surgir outra workspace e assim sucessivamente. Caso você esteja utilizando apenas uma workspace, só vai estar disponível essa workspace que você está utilizando e a de reserva. O GNOME utiliza um sistema inteligente que permite que você tenha apenas o número necessário de workspaces para o seu uso, ou seja, não existe gasto deliberado de recursos com áreas de trabalho virtuais.

Entretanto, melhor trabalhar com dados, certo? Eu fiz um teste com o GNOME (Fedora 31), onde no primeiro momento eu tirei um print com o consumo de RAM do GNOME após 5 horas de uso e utilizando apenas o aplicativo do Terminal do GNOME em apenas uma área de trabalho. O resultado foi um consumo de 1GiB, algo comum para o GNOME.

Após isso, eu executei o emulador de Terminal, eu executei o Rhythmbox (player de música) e coloquei Tupac - Ghost para ser tocada, executei o WebAPP do Whatsapp via Chromium, o Telegram, o visualizador de documentos e o LibreOffice Writer, cada um em uma área de trabalho diferente. Resultado? 1.6GiB de RAM.

Por fim, eu decidi fazer mais um último teste. Eu utilizei 20 áreas de trabalho, incluindo a reserva, utilizando um emulador de Terminal em cada para ter uma noção do quanto o sistema de áreas de trabalho do GNOME consome. Resultado? 1GIB de RAM! Isso mesmo, 1GiB de RAM com 20 áreas de trabalho, ou seja, o mesmo consumo caso houvesse apenas 1 área de trabalho sendo utilizada.

Parece que você se equivocou, colega…

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Você pode fazer isso em literalmente qualquer DE e da mesma maneira, não entendo o alarde. Mas ta, divirta-se com o Gnome, ué

Teu rhythmbox está sem a barra alternativa, já experimentou? fica mais integrada ao ambiente com a opção também de utilizar tema escuro :wink:
Pelo que percebi gostas do GNOME puro, mas a barra deixa o rhythmbox com um cara mais atual.

sudo dnf install rhythmbox-alternative-toolbar

Screen do layout que estou utilizando.

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Vivemos em uma sociedade

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Meu Arceus do ceu bixo
Pq ces tão escrevendo texto pra defender DE
Pq ces se importam com alguém ter problemas com a coisa que vcs usam
Parece time de futebol ffs

estão sendo pagos, só pode

óbvio que não vai usar mais memória por área de trabalho. é assim que EWMH funciona, e por proxy a maioria dos gerenciadores de janela.

se vc acha que 1gb é genuinamente pouco, deveria rever seus conceitos

also, vou repetir oq todos já lhe disseram: literalmente qualquer gerenciador de janela criado depois de 2010 já tem o conceito de workspaces/tags/groups. se vc acha que criar áreas de trabalho e ciclar por elas como se não houvesse amanhã é cool e é a forma mais pura e superior de se trabalhar em um desktop, deveria

  1. e mais importante, aprender que existem outros desktops além de xfce, kde e gnome

  2. ver como se usa grupos em gerenciadores como cwm ou windowchef.

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