Minha aventura na terra do Slackware

Com essa notícia que a distro vai mal das pernas, resolvi rodar na VM.

Resumo lá embaixo, no negrito!!!

Instalei o 14.2, mas eh muito desatualizado. Lançado em 2016. Kernel 4.4, Xorg 1.18. Tem alguns programas pra ajudar como o sbopkg para instalar pacotes que a comunidade lança. Funciona como se espera para algo de 2016, ou seja, mal em hardware recente. Vi videos sobre o sistema, configuração, e me senti voltando para época do Conectiva linux, que instalei usando o “manual do conectiva” com 300 páginas. Muitos dialogs de texto, comandos resgatados em meu cérebro debaixo de muita poeira. Deu um trabalho para aprender mas funcionou. Rodou de forma simples o XFCE. Achei dificil mais por aprender algo novo do que por ser dificil.

Mas eu queria MAIS e resolvi atualizar pro “Current”. Teria o MESA 19, kernel 4.19, enfim, um sistema normal. Já teria o driver amdgpu e poderia testar no bare-metal! Mudei o repositorio, atualizei e caí na selva. X não iniciava, dependências quebradas. Lembrei que o gerenciador de pacotes dele não verifica dependencias. Tentei ver as dependencias dos pacotes instalador e ir resolvendo manualmente. Instelei uns 5 pacotes e tinha muita coisa quebrada ainda. Fiz um script pra ler todas as libs no diretorio lib64 e mostrar referencias não encontradas (basicamente usar o comando ldd em todas as libs!) Instalei mais de 15 pacotes. Mesmo assim ainda tinha mais problemas. Instalei mais dois pacotes (que achei apenas pelo log do Xorg) e finalmente o sistema estava atualizado, depois de algumas 10 horas de dedicação.

Estranhamente ainda dá um bug no libglib que congela o computador por 15 segundos, achei que fosse por causa da VM e copiei o sistema para uma partição real, dei boot “na mão” mas o problema continou. O OpenGL funcionava. Não fosse esse erro estranho o sistema estaria funcionando de forma simples e satisfatória. De volta à VM não consegui instalar o driver GLX para poder usar de forma decente no qemu (eu teria que compilar o X inteiro). Embora ele utilize o OpenGL no qemu, com o virtio-gpu a resolução da tela ficou travada em 800x600. Dei como encerrada minha aventura pelo Slackware, e me desculpem… mas descobri o porquê dela estar mal das penas…

Checar dependências é primordial para distribuição de pacotes compilados. Quando se compila o código fonte, primeiro checa-se as dependêcias. Aí mostra-se ao usuário a dependéncia para que ele instale ou compile o pré-requisito ( no tradicional primeiro passo “./configure” ). Mas quando se empacota o binário, essa informação também precisa passar adiante. O mínimo que teria que ter era um utilitário para checar referencias faltantes nas bibliotecas instaladas e indicar pacotes para suprir aquelas falhas.
Ou então que fosse distribuido o codigo fonte que o gerenciador de pacotes compilava. Porém poucas pessoas tem tempo e paciencia para esperar processos demorados. Entendo que o usuário do Slackware “raiz” gosta de ver tudo que está acontecendo, mas com hardwares potentes o processo é mais rapido que o olho consegue ver. Diversas vezes tive que pausar a máquina virtual para entender o que estava acontecendo. Achei interessante a opcao de, durante atualização de pacotes, ele perguntar se quer manter a configuração ou reverter, ou ainda mostrar diferenças. Porem na gigantesca maioria das vezes as configurações devem ser mantidas e as novas versões compatíveis com diretivas anteriores.

Não recomendo para:
Quem tem pouca paciência e pulou direto aqui.
Quem for usar em hardwares mais novos.
Quem não tem tempo disponivel
Quem for usar como sistema principal.

Recomendo a instalação para:
Quem tiver com tempo sobrando.
Quem quiser superar desafios.
Quem quiser aprender um pouco como era o mundo linux há 10 anos atrás, para os mais novos.
Quem já tiver mais idade e quer relembras dos tempos duros do linux!

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Torcer para o Slackware conseguir se manter, porque vai ser muito triste ver uma distro como esta, em que não consigo pensar em linux, sem lembrar de Slackware, encerrar as atividades.

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