Migração total para o Linux: uso do Windows na máquina virtual caso o Wine não dê conta

Idealmente, é bom ter um dual-boot de Windows com Linux para ter o melhor dos dois mundos, mas vamos dizer que só posso ter o Linux. Eu me pergunto como posso ter uma relativa segurança de que não terei problemas caso eu seja obrigado a usar um software disponível apenas para Windows.

  • Para uso normal do dia a dia, os programas disponíveis para Linux suprem 110% das minhas necessidades. Fora o básico, até softwares proprietários de vídeo-chamada (como Zoom) ou softwares de banco (Warsaw) estão disponíveis nativamente. Na verdade, faz tempo que acessei o Windows e só fiz isso pra jogar.
  • O Wine é uma grande mão na roda, fora o Microsoft Office, consegui rodar tudo que precisei relativamente bem.

Quando o Wine não dá conta ou o resultado não foi satisfatório, eu uso o Windows no Virtual Box, como foi o caso do Microsoft Office 2013.

Mas me preocupo se, no futuro, só me restar a opção da máquina virtual (não há versão nativa pra Linux e surpreendentemente o Wine não deu conta). Não posso ter a resposta para essa pergunta, mas posso ter uma noção básica com a pergunta que farei a seguir:

A pergunta: excluindo softwares que exigem grande capacidade de vídeo (jogos, reprodutores de vídeo, modeladores 3D, etc), vocês já tiveram problema em rodar algum software no Windows dentro de uma máquina virtual?

Absolutamente não: somente quando uma ISO da Microsoft fiacava lagada no Virtualbox, mas quando saiu outra mais nova o problema foi resolvido. Eu rodo absolutamente tudo o que preciso, até umas coisinhas mais intensivas, dentro da máquina virtual (aplicações de música que precisam do menor lag possível) e funciona perfeitamente.

Aconselho pensar no Wine como um quebra galho. Não vai funcionar sempre, é último caso. Mas, como aparentemente pra você os programas disponíveis no Linux já são suficientes, então não vejo por que não migrar.

O problema é quando queremos usar tudo do Win no Linux nativamente. São sistemas diferentes, então não é surpresa que não dê. Mas se não tem esse empecilho, é só criar um pendrive bootável e mandar ver.

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Acho bem difícil algo não rodar no próprio Windows só por ele estar na VM. Na verdade, existem alguns malwares que detectam que está numa VM e não executam, então seria ainda mais seguro :joy:

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Não. Como vc mesmo falou não sendo um software que precise de muitos recursos gráficos os softwares para tarefas especificas que só tem pra Windows deve rodar sem problemas numa VM. Meu Irmão mesmo que usa Linux como S.O principal fez dualboot so porq precisava rodar um programa pra configurar games do Xbox360 num HD externo. Então eu ensinei ele a configurar uma VM com suporte a USB e pronto, problema resolvido. Agr Quando ele precisa usar esse programa, simplesmente liga a vm, roda o programa e quando finalizar so desligar a vm. Assim n precisa reiniciar o computador só pra entrar no Windows e rodar um programa especifico. Da mesma forma eu tenho uma VM do Windows 7 em meu notebook pronta pra quando eu precise. Mas já faz muito tempo q n liguei ela.

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Eu tinha conseguido migrar 100% na época que eu estive com minha torre AMD em março de 2020 graças a VMs, mas dependia fortemente do windows…
Mas com os problemas decorrentes ficava complicado manter uma distro por muito tempo na máquina, então passava muito tempo pulando de distro por que era mais econômico do que tentar perder tempo consertando o problema, mas varia da situação
Da pra contornar na base da VM… Mas não garanta 100% pq sempre há uma aplicação que requer uso real de hardware, mas e melhor do que alternar o wine no dia a dia

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Você pode citar alguns exemplos?

Aplicativos que peçam uso de GPU… After Effects, por exemplo (imagino, tô chutando aqui)

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Câmeras IP(no meu caso o eseecloud) e como o @Rodrigo_Chile citou
São softwares que requerem aceleração direta com o hardware

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O LinuxOS supre todas as minhas necessidades diárias e ate para entretenimento.
Já a muitos anos que eu não tenho Windows na minha casa.
Mais eu sei que pode ter algum usuário ou outro que não esteja disposto em buscar alternativas para usar o Linux.
Eu mudei muitas coisas para multiplataforma.

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Bem, mantenho uma máquina virtual com Windows 10 instalada mas quase não uso. Acaba ficando para as emergências. Não tenho Windows instalado nativamente na minha máquina faz um tempinho. O Microsoft Office 2013 eu uso através do Wine mesmo e tem funcionado muito bem (experiência semelhante à nativa).

Se seu hardware for suficiente, diria que apenas programas que exigem algum processamento mais complexo por parte de GPU causariam problemas com a máquina virtual.

Por vezes tais alternativas não existem também… Especialmente ao trabalhar com formatos proprietários por obrigação do ambiente de trabalho.

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Nunca precisei testar, mas o VMware Workstation suporta aceleração 3D. Pode ser uma opção de virtualização para quem precisa de um AutoCAD da vida, já tem uma máquina parruda e topa pagar pela licença.

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Passando só pra avisar que usar o windows além do período de avaliação e sem adquirir a licença constitui infração do contrato ao usuário final.

Eu diria que manter esse windows virtual se torna um pesadelo maior do que a vantagem que ele oferece… Se o seu computador possui uma licença OEM, deixa ele no dual boot. Liga nele uma vez por semana pra atualizar. Faz esse sacrifício durante meses pra perceber o quanto não vale a pena, pois o dia que alguém pedir algo que precise do software proprietário vc tem poder de dizer, na imensa maioria das vezes “Eu não tenho licença do windows, qual a alternativa?” e ainda vários serviços estão disponíveis para android. “Os senhores podem até tirar a corrente, mas o escravo só será realmente livre quando decide ir embora.”

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E ai @rasolar sucesso no uso do LinuxOS para tudo?

Sim, fico no Linux 99,99% do tempo. Só vou para o Windows para jogar.

Mais cara é algum game com anticheat que não roda no Wine?
Porque vc não roda no LinuxOS pó?

Então, a princípio, até que consegui, como relatei neste tópico.

Mas depois de um tempo e algumas atualizações do sistema, tive uns problemas com lags nos jogos, que fui resolver realmente desativando o trocador de papel de parede do KDE ou pelo menos aumentando o tempo que eles levam para trocar. É que quando o papel de parede é trocado, há um pico momentâneo do uso do processador, isso não acontecia antes. Sim, gosto muito que o papel de parede fique trocando, atualmente tenho 517 papeis de parede.

Mesmo na época que os jogos estavam rodando OK, havia uma perda na performance e a qualidade de vídeo caía um pouco. Como eu tenho um HDD de 1TB, não tinha problema em dedicar 100GB para o Windows, onde os jogos rodariam com perfeição. Sem contar também que eu teria o Windows a minha disposição caso eu realmente tivesse que usar um software que não rodasse no Linux de jeito nenhum.


Bom, com a experiência que tenho hoje, com os bugs que foram corrigidos no Wine e com o upgrade que pretendo fazer na minha máquina, creio que estarei bem com um notebook usando Linux puro.