Manjaro como distro mais interessante para novos usuários

Recentemente no fórum houveram algumas discussões sobre o Mint e os snaps.

Discussões

Snap instalado por padrão no Linux Mint?
Mint 20 e Snaps

E eu fiquei pensando muito sobre essa questão, mudei de opinião várias vezes, não só sobre os snaps, mas sobre o linux, usa popularização, e outras coisas a mais.

Há um bom tempinho atrás eu usei o Manjaro, gostei, porém resolvi sair só porque não tinha nada que me fizesse ficar também.

Tempos depois veio está notícia:

Notícia

Precisamos falar sobre o Manjaro

E fiz até um comentário na época sobre:

Comentário

"Aah, questão complicada… eu prefiro os pacotes nativos (.deb .rpm), do ponto de vista comercial o ‘bundle’ snap, appimage e flatkpak é mais interessante, porém… eu não sei se curto a ideia de um sistema com os apps destribuídos desta forma.

Mas… espero que dê certo, quem sabe isso não signifique algum tipo de ‘virada’, não é mesmo? Além disso essas tecnologias ainda tem muito a evoluir e até lá elas podem ser modificadas."

Como falei na época, eu sou uma pessoa que não gostava de flatpaks e snaps, achavam muito “fora do sistema” (que é, o que eles realmente querem e vem a ser né, um containêr). Sempre dei preferência a aplicativos do repositório (e ainda mantenho isto.)

Então, fiquei meio chateado com esta notícia do Manjaro, pois fiquei com medo do que o projeto iria se tornar.

Com o tempo fui vendo que alguns snaps/flatpaks eram realmente utilizáveis e úteis para conseguir ou alguma versão mais recente de determinado programa (em que eu precisava ou a versão de repositório tinha algum bug que impedia a utilização) ou algum programa de fora do repositório.

Eu sei que a maioria da galera tem problema com os snaps (em específico) devido a toda questão da Canonical e tudo mais, porém deixarei isto de lado por agora. Mas digo que conheço a opinião de bastante gente daqui.

Passaram-se os meses, eu fui mudando minha forma de ver e utilizar os programas e tudo mais, até que então vi que estava utilizando flatpaks e snaps normalmente (apesar de hoje não estar utilizando nenhum flatpak em específico).

E daí venho uma luzinha em minha mente, lembrei do Manjaro e como ele tinha mudado para a proposta de “abraçar” esses formatos de empacotamento.

Resolvi instalar o Manjaro há uns 4 dias atrás e está tudo muito bom. Abro o Pamac, e tenho tudo lá, é perfeito. Eu tenho a escolha se ativo os flatpaks, snaps, e até o AUR (esse eu ainda não me dou bem.

Agora, eu sei e tenho entendimento em como a comunidade que “faz o linux” é fragmentada, cada um com pensamento diferente, cada um com sua própria escolha/defesa, uma distro que mais gosta, uma interface que mais gosta, etc.

(como tudo na vida as pessoas tem opiniões divergentes em relação a um mesmo assunto)

Sei que tem toda a questão e o medo do Linux vir a se tornar um Windows da vida e tudo mais. E bom, eu entendo tudo isto. E eu acho isso umas das belezas do Linux, a forma como a comunidade mantêm vivo todo o “organismo” linux.

Eu entendo e valorizo isto pois estou inserido na comunidade. Não programo, nem nada do tipo, mas sempre estou buscando coisas novas, distro novas, participando de fóruns, etc…

Mas virando a chavinha aqui, falando sobre os ditos “usuários comuns”, sobre como popularizar o Linux para os mais diversos usuários, olhando para o desktop linux, para sua fatia de mercado e tudo mais.

Hoje, eu considero que o Manjaro tem um modelo muito mais atrativo. Provavelmente se algumamigo meu me perguntasse qual distro recomendar a ele para iniciar no linux… seria provavelmente o Manjaro. Qual distro hoje eu vejo com potencial de alcançar uma maior número de usuários, Manjaro também.

Continuando o exemplo do meu amigo. Se ele começasse a utilizar o Manjaro e por acaso com o tempo fosse pesquisando e se interessando por esse “mundo”, é muito bom saber que ele teria alternativas de distros linux com outras filosofias e ideias.

Eu vejo cada distro e interface como uma proposta diferente, e pra mim o Manjaro se apresenta como um sistema mais “olha, venha conhecer o Linux”.

Digo que não vejo como distro perfeito (até porque não existe distro perfeita, e eu estou usando a pouco tempo também).

Eu gosto do Mint, acho mais simples seu visual. Tem suas ferramentas próprias que eu considero interessante, porém… acho que ainda prefiro o Manjaro até pelo modelo rolling release (sim, esse é um ponto extremamente controverso).


Mas essa é minha opinião que gostaria de compartilhar com vocês.

Ficou um textão.

3 curtidas

Eu sou usuário de Linux há pouco mais de um ano. Usuário básico.

Migrei porque o notebook com Windows praticamente não funcionava. Pesquisei nos vídeos do Diolinux e vim para o mundo Linux pelo Mint, pois este é um dos mais recomendados pra iniciantes. Desse modo, a minha migração foi por funcionalidade, eu precisava de algo que funcionasse para mim estudar.

Semana passada eu migrei para o Zorin OS Lite e, novamente, a migração dentro do mundo Linux foi por funcionalidade. O Mint estava apresentando bugs na transferência de arquivos do celular, e o Libre Office bugs ao digitar textos. Com o Zorin está tudo funcionando perfeitamente.

Eu sou um usuário básico, não uso terminal. Uso o Linux da mesma maneira que o Windows (sem terminal e comandos), ciente de que muitas coisas no Linux são executadas diferentemente. Até hoje eu só me preocupo em chegar e estar funcionando, e quando posso tentar resolver algum problema eu tento, se não consigo eu largo.

Eu como usuário básico que não se aprofundou no mundo Linux, em diferentes distros, conhecimentos delas, etc, continuo a não ligar para essas coisas de pacotes, customização, qual é melhor e outras discussões. Tenho a leve impressão que a maior parte das pessoas que se aprofundam no Linux e nessas discussões, são pessoas que trabalham ou estudam algo relacionado a tecnologia.

Eu leio sobre algumas coisas no fórum desde que migrei para o Linux, mas continuo sem mal saber sobre Snaps, Flatpacks e etc. Instalo os programas da loja ou raramente com comandos no terminal, não me preocupando com o formato dos programas. Instalou? Ok, vou usar.

Usei o Mint e como leigo não tive dificuldades na saída do Windows. Agora com o Zorin também não tenho dificuldades e o acho muito mais fácil do que o Mint por causa da forma como os itens são organizados e apresentados, além de ser mais belo. Algumas vezes até fico a pensar porque o Zorin não faz mais sucesso que o Mint, pois é muito mais agradável.

Penso eu que a maior parte das pessoas só querem chegar e usar, ter algo funcional. Muitos se interessam num nível intermediário e poucos se interessam a ponto de conhecer bastante tudo e diversas distros.

Compreende minha forma de pensar? Penso eu que a grande massa quer chegar e usar, funcionalidade. Não ligam se a distro tal é melhor que a outra para a entrada no Linux.

Obs.: estou num vício do uso da palavra “mais”. Kkkkkkkkkk.

1 curtida

Eu estava com mesmo problema.


Entendi o seu ponto, minha visão é exatamente essa. Eu falei sobre o Manjaro por causa disso, nele você tem todos os formatos de pacotes já inclusos, basta só ativar (e isto é importante pois tem determinados programas que só tem em snap, flatpak, etc).

Teoricamente a chance do usuário procurar um programa e não achar é baixíssima (pensando que a falta de programas é um fator que limita algumas pessoas a usar linux). E no final o usuário não vai se importar em estar baixando de determinado formato de empacotamento, mas sim se ele estará funcionando.

1 curtida