Inserindo um Linux na minha nova empresa e na minha velha vida

O desenrolar da coisa…

Como me sinto de casa, não me vejo na obrigação de começar este assunto com “Saudações”, etc. Bom, há mais ou menos 7 meses, eu decidi mudar de vida e, finalmente, começar meu rumo como profissional de analista/dev nesse mundo. Após ter meu filho, que hoje tem 11 meses, eu tive um “florecimento” e estou correndo atrás do meu tempo perdido que sempre achei que tivesse pela frente, mas a grande verdade é que a gente não tem tempo, nós somos curtos em relação ao tempo de tudo.

A vergonha na cara…

Enfim, entrei na faculdade, saí do meu emprego, até então o atual, e consegui uma vaga como Aux de TI em uma outra empresa. Fiz 5 entrevistas para conseguir esta vaga, visto que de todos os candidatos eu era o único sem currículo para tal cargo. Se passaram 4 meses nesta nova empresa, neste novo cargo e sempre tentando me aprofundar no sistema deles, na infraestrutura e como tudo “roadava” ali.

Como e por que foi inserido o Linux…

Um belo um dia o meu encarregado me perguntou se eu sabia de algum modo de fazer um invetário de todas máquinas e perífericos da empresa… Entrei em modo de pesquisa, que todo usuário Linux tem dentro de si, e comecei a procurar ferramentas open-source que fossem útil para fazer nosso inventário. E eu encontrei o GLPi…

Sobre o GLPi…

Aos que não conhecem o GLPi, ele é um pacote de software gratuito de gerenciamento de ativos e TI, gerenciamento de data center, HelpDesk, rastreamento de licenças e auditoria de software… Ele conta com uma enorme variedades de plugins que você pode instalar para complementar o sistema, o que não é necessariamente necessário, pois ele é um software bem robusto, completo, com uma comunidade forte. GLPi é desenvolvido, hoje, com HTML, CSS Bootstrap, JS, PHP e MySQL ou MariaDB.

Introdução do Linux para rodar a plataforma GLPi

Após encontrar essa incrível ferramenta e ter estudado sobre ela, ter feitos os testes em casa, eu apresentei a mesma para meu encarregado, ele na mesma hora ficou interessado e foi pesquisar e estudar sobre o GLPi.
Passaram-se os dias e a única coisa que nos impedia de inserir a ferramenta na empresa era uma autorização da empresa pelo simples motivo: Ele solicitou a licença de um Windows 10 para fazer a instalação do mesmo em uma máquina virtual e começar a inserção do GLPi. Todo essa processo de autorização de orçamento da empresa é demorado, há vários “porques” e muita gente sempre questiona mais um gasto. Enfim, sabendo dessa situação eu fiz à ele uma pergunta bem simples: Por que não usamos Linux? É de graça, seguro e eficiente. Ele me respondeu que não tinha ninguém para fazer esse tipo de serviço na empresa, visto que todos os profissionais ali não gostavam muito de mexer e lidar com Linux.
Sabendo disto, eu me ofereci para fazer o serviço. Uma coisa que eu posso falar pra vocês, por mais simples que seja, saber o básico do Linux é fundamental em qualquer lugar, acredite! Depois de toda essa história, eu tive autorização para instalar o Linux na máquina virtual. Escolhi o Debian por questões de segurança e familiaridade. Fiz a instalação do Debian apenas para ser um servidor SSH, sem interface gráfica, após processo fiz a configuração do Apache2, do PHP e do banco de dados, eu escolhi trabalhar com o MariaDB. Esse foi a primeira instalação de um sistema Linux na empresa. Por fim, todo esse processo me rendeu a vaga na empresa, fui efetivado graças ao Linux. Esse tópico é apenas de um rapaz grato à toda comunidade open-scource e ao Linux.
Eles precisam entender uma coisa: Há linux em todo lugar, começando pelo seu bolso…

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belíssima frase, companheiro

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