A imaginação não conhece limites!
O leito do Amazonas e de seus afluentes oferece uma grande vantagem comparativa, em relação às ilhas britânicas e à baía de Tóquio: – Não tem o monstro do Loch Ness – nem o Godzilla!
Mas receio que os técnicos e engenheiros tomem por base a experiência acumulada nos últimos 130 anos, com o cabo subfluvial Belém-Manaus lançado no final do século XIX – além de trechos subfluviais do gasoduto Coari-Manaus, por exemplo:
Cobertura por satélite existe, mas consta que é muito mais cara, por byte.
Acho interessante acompanhar as conexões físicas internas e com o resto do mundo.
Em 1901, por exemplo, tínhamos boa conexão com a Europa:
Hoje em dia, estamos muito mais pendurados nos EUA:
Considerando apenas os mais novos e de maior capacidade, há um esforço de diversificação:
A distribuição da capacidade nas redes internas:
Enfim, um alerta feito em 2024:
“Hoje, a infraestrutura mais crítica que existe hoje no Brasil é na praia do Futuro. Se cair uma bomba ali, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai ficam sem internet. E se você for lá ver esse lugar mais crítico de toda a América do Sul, o que existe é um boteco em cima. Então a gente precisa proteger essa infraestrutura crítica”, disse Baigorri nesta terça, 22/10, durante o Cyber.gov, organizado pela Network Eventos em Brasília.
O risco aos cabos submarinos é grande. Em março deste ano, três cabos submarinos foram danificados no Mar Vermelho por conta de um uma ação militar dos Houthis (grupo militar ligado ao Irã que atua no Iêmen) numa disputa com os Estados Unidos. O rompimento causou um problema global, uma vez que a Internet ficou mais lenta e a correção levou mais de 30 dias para ser feita.
Baigorri observou sobre a longa discussão com o governo do Ceará para não instalação de uma usina de dessalinazação, a 500 metros dos cabos submarinos, que terminou até por envolver o governo federal e criou um estresse.
“Tivemos um debate ao longo dos últimos anos que chegou em um resultado de proteção dessas infraestruturas com o estado do Ceará e com a prefeitura de Fortaleza. Chegamos a um bom termo, mas precisamos garantir a proteção dessa infraestrutura crítica para garantir que ela não seja prejudicada, danificada, e que possa continuar atendendo a sociedade brasileira.”
Para ele, enquanto a soberania brasileira sobre o ambiente digital carece de mudanças legais, a proteção dos cabos submarinos exige decisão política. “No caso concreto da praia do Futuro, parece mais uma decisão de ir lá proteger, colocar uma grade, alguma proteção militar, alguma medida de proteção mesmo. Mas aí é uma decisão executiva para proteger aquela infraestrutura.” Assista a entrevista com o presidente da Anatel, Carlos Baigorri.