Indicação de nobreak

Gostaria de saber qual marca de nobreak de qualidade boa a ser utilizado em um notebook e posteriormente em desktop com placa de vídeo de potência mediana. O propósito do uso do nobreak é permitir que a máquina tenha tempo suficiente para desligar corretamente o sistema. Qual ferramenta permite desligar a máquina quando a energia estiver vindo da bateria do nobreak?

Sms e Apc são marcas boas, contudo mais caras.

Editei o texto. Tem outras marcas que atendam o que descrevi?

O nobreak de 600 segura tempo suficiente para desligar o pc com 4 a 6 dispositivos.

O de 1200 segura mais tempo e pode até ter 10 dispositivos.

Nobreak serve para pc, roteador, modem, caixa de som, tv, monitores e etc…

Não conheço. Mas tente ver se tem algum software da própria fabricante. O difícil é conseguir que esse software rode em Linux.

Tem como fazer algo disso que você quer, mas seria mais avançado e envolveria um esforço grande.

Basicamente você teria que ter um Arduíno com um detetor de tensão no qual checasse a tensão da rede e caso a tensão caísse, ele enviasse sinal para um programa que estava rodando no seu PC e este programa no PC mandasse o “shutdown” para desligá-lo.

Chamo o @KairanD que parece entender bastante disso.

1 curtida

O ideal seria ter um nobreak que se comunique com pc via usb.

Acho que o apc faz isso.

Ai poderia faz um script para este processo.

As marcas descritas pelo @swatquest, estão entre as melhores, mas de preferencia aos nobreak’s de onda senoidal, que padroniza o fornecimento de energia e garante a segurança e o funcionamento correto dos aparelhos…

Existem diferentes tipos de no-break. Os mais comuns no mercado são do tipo interativo com formação de onda retangular. São equipados com estabilizadores integrados e causam todos os problemas associados a um estabilizador comum:

  • Constantes micro períodos de corte de alimentação, agredindo as fontes de todo e qualquer aparelho conectado. Basicamente, as fontes trabalham “no soquinho” e dependem do tempo de hold-up para suportar cada “tlec”. Isso é um veneno ao longo do tempo;
  • Surtos de tensão (exatamente, o estabilizador provoca surtos de tensão) toda vez que abre e fecha o circuito para mudar a chave de lugar. Estabilizadores são, na realidade, seletores de tensão, e o fazem de maneira rudimentar;
  • Aumento do trabalho da fonte devido à lentidão. Enquanto a fonte detecta a variação e a corrige rapidamente, o estabilizador demora para corrigir. Aí, quando ele “corrige”, a fonte precisa se ajustar outra vez, e assim sucessivamente. Portanto, o estabilizador é o “zagueiro desengonçado” que fica atrapalhando o time, pois prejudica o trabalho que a fonte faria com perfeição;
  • Enquanto há energia por parte da concessionária, todos os problemas acima ocorrem. Quando a energia é cortada e a bateria é ativada, surge outro: a onda gerada, conhecida como “senoidal por aproximação”, é na realidade retangular e péssima para alimentar qualquer aparelho, mas é especialmente danosa para fontes com PFC ativo (que correspondem à maioria no mundo moderno…).

Os do segundo tipo mais comum são os interativos com formação de onda senoidal. Causam todos os problemas citados, com exceção do último. Ou seja, não basta ser senoidal. Em resumo: você não deveria querer algo assim alimentando seus equipamentos.

Qualquer fonte de desktop “moderna” (já faz tempo) que seja realmente de qualidade terá PFC ativo, assim como quase todas as fontes de notebook têm. Essas fontes operam, teoricamente, com qualquer tensão variando livremente na faixa de aproximadamente 90V a 264V, mas geralmente conseguem se manter funcionando mesmo recebendo tensão bem menor.

Mesmo as fontes de baixa qualidade sem PFC ativo hoje em dia já suportam a carga bem e serão também atrapalhadas pelo estabilizador. Esse tipo de equipamento já foi praticamente abolido no resto do mundo, mas continua sendo vendido por aqui.

Há, então, alguma alternativa? Sim. No-breaks devem ser do tipo senoidal, online e de dupla conversão. Geram energia até melhor que a da rede elétrica. O investimento é muito alto (na casa dos R$ 2.000,00, atualmente, no mínimo) e tende a não fazer sentido para o usuário comum. O foco é manter as coisas funcionando enquanto não há energia, apesar de também fornecerem proteção.

O equipamento ideal para proteção em casa é o filtro de linha dotado de dispositivo de proteção anti-surtos (DPS). Alguns exemplos são os filtros Clamper Multi Energia e Clamper Multi Proteção (este último adiciona proteção para as redes cabeadas de Internet e telefonia). A proteção é excelente e barata. Filtros de linha DPS modernos e de boa qualidade não terão fusível, mas micro-disjuntor.

Sugiro os vídeos do Gabriel Torres sobre o assunto:

Sugiro também o excelente material desenvolvido pelo Mestre Faller:

Podemos ainda pegar alguns manuais desses equipamentos mesmo. São danosos a qualquer equipamento eletrônico relativamente moderno (“relativamente” porque isso já faz tempo), mas especialmente perigosos para fontes com PFC ativo (que correspondem à quase a totalidade dos notebooks, quase a totalidade das fontes decentes de desktop e inúmeros outros equipamentos do nosso dia a dia). O texto abaixo foi tirado do manual de um “short-break” (no-break interativo e de onda retangular) da SMS:

image

Certas lojas e alguns fabricantes de fontes, cansados de terem que lidar com o problema, já avisam diretamente:

A curadoria que tenho feito para organizar materiais informativos pode também ser interessante: Tópicos importantes do setor fontes e energia - Fontes e energia - Clube do Hardware

Para complementar, há o meu tutorial sobre fontes de alimentação: https://www.clubedohardware.com.br/forums/topic/1164033-tutorial-como-descobrir-se-sua-fonte-de-alimentação-é-bomba/

3 curtidas